DDR na Descida ao Sarrabulho 2018

E, foi assim…que depois de renunciar definitivamente à fila para o porco no espeto, nos dirigimos para a TABERNA 27, descoberta e avençada pelos ddr há três anos, famosa por confecionar suculentas bifanas em qualidade e quantidade mas, desta vez a TABERNA portou-se mal, como disse o Miguel ao dono – que por entre dentes, amaldiçoava o homem do talho pela demora -, não por baixar a qualidade, mas por deixar acabar o stock da matéria prima e ter deixado as panças dêdêrrianas a reclamar por mais. Quando enfim o homem do talho chegou com a 2ª via, já estávamos de saída p`ra luta.

E, foi assim…com défice negativo de bifanas, comandados pelos irreverentes e muiiiiito bem dispostos porta-estandartes do grupo, Miguel e Tozé, que o grupo de onze duros de roer, Filipe, Manel, Paulo Santos, Narciso, Tozé, Seara, Solinho, André, Miguel, Cunha e Marcos Esteves, se apresentaram no local da partida, sem pressas, na expetativa de curtir uma tarde de festa downhilleira pelos montes de Ponte de Lima.

E, foi assim…neste ambiente de expetativa que assistimos à partida dos heróicos sarrabulheiros, que abdicaram do conforto do autocarro, para trepar a pedal até à BOALHOSA, só depois, passados cinco minutos é que resolvemos ir também atrás do  prejuízo e lá fomos, e fizemos também os 15kms pela estrada 307 até ao cimo do monte.

E, foi assim…com o aquecimento feito, que chegamos aos limite do monte da aldeia a tempo de assistir ao frenesim da descarga das burras dos camiões e dos sarrabulheiros que preferiram subir de autocarro e 500m depois lá estava o habitual cartaz  “BEM VINDO AO INFERNO, A DESCIDA AO SARRABULHO VAI COMEÇAR” e o pórtico simbólico da partida. A descarga de adrenalina ia começar a ferver pelas vertiginosas descidas até à vila.

E, foi assim…que pela 13ª vez, que revisitamos o traçado nosso bem conhecido onde a posição geográfica das pedras e as rotoeiras do percurso já não são novidade para nós – e gozamos comó diabo por ali abaixo, galgando destemidos os obstáculos naturais e artificiais que apareciam pela frente.

E, foi assim…a descarregar adrenalina com as burras aos saltos, que chegamos ao famoso reforço do pote dos rojões, mas, para lá chegar foi preciso passar por cima da rotoeira da tábua estreita a servir de ponte sobre um lago lamacento, falsa como judas, atravessar esta ponteca tornou-se no espetaculo mais mediático da DESCIDA, este ano ligeiramente mais acessível que no ano passado e o que dissemos na altura, ajusta-se na perfeição a este ano:

“…houve mergulhos para todos os gostos, bonitos, feios, com estilo, com classe, acrobaticos, sem classe, arruaceiros, macacos, forçados, enfim foi um fartote, para gaudio de quem assistia, enquanto se comia os deliciosos rojões quentinhos saídos do pote e bebia-se vinho branco e…bagaço, p`ra animar os azarados sarrabulheiros, ficava-se na espetativa a ver se havia mais alguém a resvalar na tábua e havia, continuavam a cair como tordos…”

E, foi assim…que, talvez prevenidos pelos erros do passado, os ddr passaram incólumes a ratoeira da ponte e tambem a da balança, uma rampa sobe-e-desce, uma inovação introduzida no ano passado com alguma espetacularidade para testar as capacidades circenses, uns foram bem sucedidos, outros nem por isso, a acrobacia definitivamente não é a sua praia mas, tudo bem, toda a gente estava ali para se divertir e neste aspeto o Miguel e o Tozé continuavam a ser os porta-vozes dos ddr, animando e assustando os sarrabulheiros com as suas arrebatadas ultrapassagens, algumas a roçar o fio da navalha e com manobras kamikaze, precedidas de gritos,  para afugentar os espíritos menos afoitos em questões de downhillada.

E, foi assim…felizes da vida, que fomos parar ao passadiço em caracol e a um posto de cerveja com castanhas assadas e música com muitos decibéis à medida para os cerca de 700 (?), participantes, a convidar à dança e foi em quizomba que os dois patifes deram um show do caracol. Esta foi outra inovação feliz da organização, o pior é que depois deste tratamento, envereda-se no rapido e exigente single track das…gajas pregadas nos pinheiros a todo speed em zigzag por entre as arvores.

E, foi assim…com o grupo todo, a descer o single gajante aos zigzags que depois dum zig, um dos ddr da frente bem speedado e acossado por outro ddr logo atrás a fazer mind game “sai da frente Guedes”, que se esqueceu  de fazer o zag e levantou voo em alta rotação para desenhar no ar uma bela pirueta de 360º e aterrar mais à frente e a coisa foi tão perfeita que só parou quando o capacete se transformou em dois  e o GPS da caixa córnea ficou amnésico.

E, foi assim…com a pedra no sapato por causa do capacete rachado, que prosseguimos pelos divertidos singles, a gozar pelo que ainda restava de descidas técnicas, comandados à distancia pelo vozerio estridente do Miguel, até enveredarmos por uma quinta particular, com a saga das ultrapassagens in extremis dos dois meliantes.

E, foi assim…que depois de sairmos da quinta, nos arredores da vila que ainda nos divertimos num parque sintético de desportos radicais para depois sermos (des)encaminhados para uma prova de licores em casa particular, para ganhar animo (mais?), para logo a seguir participar no show da descida das escadas da capela das pedreiras.

E, foi assim…que passados 3 dias, contamos estas coisas a quem não esteve presente, principalmente aos nossos ddr emigrantes, alô João da Silva, alô Carlos Figueiredo, da espetacular  XVIII DESCIDA AO SARRABULHO, com animação permanente durante 15km e, se não fosse a história do capacete, a amnésia do GPS e a falta de bifanas do 27, tudo teria sido ainda mais perfeito.

E, foi assim…que mais uma vez os BATOTAS estiveram de parabéns por nos ter proporcionado um dia bem divertido

Até p`ro ano

Um ddr à descoberta na terra da castanha!

1.A pulga andava atrás da orelha desde ano passado aquando da visita ao festivalbike em Santarém, um stand da feira fazia a promoção a uma prova de bbt, como sendo a mais louca e divertida.

Movidos pela curiosidade, perguntamos ao promotor do evento sobre que espécie de loucura era essa, a resposta foi taxativa: só participando é que saberão, e convidou-nos a ver um pequeno vídeo da ultima loucura de há um ano. No fim ficamos rendidos quanto às paisagens, eram de facto muito bonitas, mas, ficamos confusos sobre o mais que vimos, aquilo seria mesmo uma prova de btt ou uma prova gastronómica?O promotor com ar divertido, lá nos explicou que sim, que era mesmo uma prova de btt e que até haveria dois percursos, um de 25km de dificuldade baixa/média, para aqueles que não querem chatearem-se muito a puxar pela burra e outro de 50km de dificuldade média /alta, para quem quiser levar a coisa mais a sério, mas, voltou a repetir ainda com cara de gozo, só participando é que saberaõ o resto é surpresa e aconselhou-nos: se quiserem participar teem de estar atentos à abertura das inscrições porque estão limitadas a 1000 participantes e esgotam num instante.

2.Inscrevemo-nos em principos de setembro, dois dias depois da abertura das inscrições e no dia 27 de outubro, pp, rumamos a Sernancelhe uma vila do concelho de Viseu que ostenta orgulhosa nos seus guias turisticos ser a terra da castanha, para participar no dia 28 na tal prova de btt louca, inserida no festival da castanha e do castanheiro que se realizou nesse fim de semana.

3.Com um frio de rachar, os termómetros marcavam zero graus, os 1036 bettistas esperaram impacientes que a speaker de serviço – que não parava de debitar sound bites, advertindo os participantes de que os controles seriam rigorosos ao longo do percurso pois só passariam quem estivesse legal e que os penetras que se cuidassem porque não teriam a mínima hipótese de infiltranço, por fim com meia hora de atraso foi dada ordem de partida.

Um grupo de uma equipa, parado num afunilamento ao sair da vila, combinavam entre si fazerem desta vez os 25km em menos de.…5 horas, aos 6kms tivemos o primeiro reforço, vinho generoso e bolinhos regionais para abrir o apetite para o que viria a seguir e o que veio a seguir.…meu Deus, foi mesmo duro e, não vale a pena contar mais, as fotos revelam uma amostra do que se passou.

Foi realmente uma prova louca e muito divertida, uma verdadeira prova de btt, já vimos muita coisa nas centenas de provas em que participamos, mas, um arraial e um redondel com um touro para os bettistas tourearem só aqui em Sernancelhe, terra da castanha.

E, como disse o promotor no inicio, só participando é que se terá a verdadeira dimensão desta prova de bttt, gastronómica, bem divertida.

Já tomamos nota p`ro ano: 27outubro 2019