A gala e o galo dos duros de roer

1.Ontem, foi notícia no NOTICIAS magazine: Griffin, o cão que teve direito a um diploma”, e depois? Nós ddr, tivemos dois atletas, que também tiveram direito a diplomas e não foram noticia, o jornalista se quisesse ser imparcial e patriota daria a noticia assim: “um cão na america e dois ddr em Portugal, tiveram direito a diplomas” Teriam os três o mesmo tratamento, pois nem o cão é mais do que os dois ddr, nem os dois ddr são mais do que o Grifinn.

2.Mas, já que não foi noticia, nem sequer o jornal da paróquia se dignou publicar uma linha sobre o relevante jantar de gala de fim d`ano do grupo ddr, acontecimento que teve lugar no passado dia 28, onde além das epifanias de riso do Martinho, se destaca os momentos altos da gala: a entrega de diplomas a dois, agora ddr, Carlos Ribeiro e António Soares, depois de penarem durante aprox dois anos, receberam finalmente o tão almejado diploma Duro De Roer, das mãos do chefe, e, a outro ddr Narciso Ribeiro, foi entregue também pelo chefe, o prestigiante prémio: O Cristiano Ronaldo da cambalhota 2018, eleito por unanimidade perantes os 23 membros do reino presentes no salão de festas duma unidade hoteleira com nome de animal com uma bossa, no entanto há fortes suspeitas que o Messi de braço partido ao peito, que já  contava com o ovo do dito cujo, só não foi eleito campeão da cambalhota 2018, devido a um complô da seita  influenciada por fake news.

2.Bom, mas hoje estamos aqui, não para falar dos 11 durões, nem da coça que o Carlos Figueiredo levou no ultimo treino do ano, nem daquele ddr com o diploma ainda a cheirar a tinta, que andou toda a manhã perdido só parando no topo do marco geodesico de (?), mas sim para transcrever a mensagem de fim d`ano do chefe, para quem não esteve presente na gala.

 

Carissimos duros de roer,

 Como habitualmente vou proferir algumas palavras de circunstancia e reforçar o que sempre tenho dito neste encontro ajantarado de fim d`ano.

Como habitual, saudo a presença dos nossos ddr emigrantes presentes neste jantar: Alberto Ribeiro, Carlos Figueiredo, que nos visitaram várias vezes ao longo do ano, assim como tentar repescar o antigo ddr Helder Santos, não esquecendo de enviar uma saudação especial para o nosso “sindicalista” ddr João da Silva que, lá longe continua atento a todas as manobras do reino e agradecer também a presença da ilustre e campeonissima Tãnia Serra, que nos deram a honra da sua presença.

Pois é amigos, fazendo a restrospetiva do que foi este ano p`ra nós duros de roer, foi mais um ano que passou a correr, foi mais um ano em que vivemos as nossas aventuras com o mesmo entusiasmo de sempre, continuamos irreverentes e obstinados, estamos mais refinados, dantes todos nós chegávamos ao fim do ano com a caderneta cheia de medalhas espalhadas desde o cabelo até à micose dos dedos dos pés se bem que algumas medalhas tinham pouca qualidade, agora os capotanços tem sido poucos mas de muita boa qualidade e os treinos de quinta feira passaram a ser de escacha pessegueiro até partir, com muita gente a ganir atrás dos estupores que todos nós sabemos quem são.

Em grupo ou a sós, participamos em várias provas de montanha e estrada, em aventuras ao longo do ano quase todas bem-sucedidas e digo quase porque houve uns ddr que a descer esqueceram-se de abrir o para-quedas e aterraram de focinhos nas pedras e no mato.

Tambem é verdade que passamos por algumas vergonhas, e estou a lembrar-me daquele ddr que em plena prova de orientação, deixou fugir as setas do GPS, e de outro que renegou a pátria, quando no estrangeiro se identificou como “sono italiano de milano” mas, apesar destas vergonhices, vamos continuar a divertimo-nos, o nosso grande objetivo, pois é isso que sabemos fazer melhor com o orgulho em mostrar ao mundo que somos duros de roer em qualquer circunstancia.

P´ra 2019, como é do conhecimento de todos, temos agendado novas aventuras que esperamos se concretizem, pois como disse um filosofo “Grandes realizações são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos”

O ddr Bruno Monte, o nosso elemento mais habilitado em cartografia, já se disponibilizou para estudar o perfil do traçado e o local.

De resto vamos continuar a andar por aí e, como temos dito muitas vezes: “quem não domina a vida a sorrir, nunca conseguirá dominá-la”.

Para terminar, congratulemo-nos por mais uma entrega de diplomas a dois novos elementos agora ddr: António Soares e Carlos Ribeiro, que demonstraram ao longo de dois anos que tem o feeling, pancada e o ADN da seita.

Terminemos com um brinde aos novos elementos ddr e a todos nós.

Boas entradas e bom ano 2019

O Chefe

Filipe Torres

Algumas fotos da gala dos ddr de 28dez2018

 

Rafeirices de fim d`ano

Foi em modo slow, a ressacar do overtraining  de provas e treinos intensos… para alguns que começamos o dia e começamos muito bem, com o nosso amigo alemão Berto, o downhilleiro Rui 46, que está ai p`ras curvas com a pancada em alta mas, nota-se que ainda está um pouco desarrumada e a nossa mui sempre bem vinda Tãnia Serra, o que é sempre um prazer te-la a pedalar na nossa companhia. Portanto foi um grupo jeitoso de dez elementos que andaram por aí a chapinhar na água e lama à roda de Esposende, até sairem da sua órbita e desaguaram na lagoa do Meril, onde aconteceu o epicentro da manhã, com os artistas do costume, comandados pelo chefe este sim em grande forma e, nem as feridas infligidas às burras dos artista que participaram na escalada à pobre árvore da cascata – para transmitir ao mundo que um dia sem riso é um dia perdido – e que, com furos e raios partidos, foram impedimento para uma manhã divertida.

Fica aqui o video da rafeirada no Meril.

Bom Natal!

 

 

O teste

Os verdadeiros DUROS, estiveram em ação toda a manhã e, se ao fim de cinco kms da partida, começaram às voltas com a bike em cima de um coreto de bandas de música e depois com o ensejo de dar um pontapé na gaiola XL cheia de pássaros, por estes à nossa passagem gozarem connosco em alta chilraria só porque pareciamos gatos pingados da água da chuva – houve dois ddr mais radicais que os ameaçaram que lhes torciam o pescoço e os fritavam num tacho cheio de óleo ou lhes abriam a porta da gaiola para substituírem os pratos no tiro ao alvo -, acabaram a manhã com a barriguinha cheia de subidas, de tangerinas e não só mas, já explicamos porquê.

Há quem gaste uma pipa de massa, só para tirar umas gramas para a burra pesar menos e andar mais depressa, okay! é lá com essa gente, os vendedores de peças das bikestores agradecem, no entanto quisemos fazer um teste para ver se valia mesmo a pena tal investimento a canibalizar a burra p`ra ficar mais leve e, vai daí, fizemos o contrário, carregamos as burras com mais peso, primeiro enchemos o bandulho com tangerinas oferecidas por uma tangerineira amiga e depois os alforges de trás das camisolas, com alguns maracujás à mistura – com pedras não dava muito jeito, porque estavam molhadas -, um ddr mais afoito com tiques de grandeza, não contente com o carregamento das pequenas clementinas, continuou a carregar os alforges com laranjas porque eram maiores, só parou quando ficou inchado como o insuflável Pai Natal dos saudosos passeios de Natal dos ddr.

Resultado do teste: só o ddr que carregou tambem laranjas, gemeu um pouco numa subida com uma mangueira enorme mas, em contra partida era compensado pelo inchaço, quando a burra embalva nas descidas, embora no terreno plano a alimária continuasse a morrer um pouco.

Conclusão, aos que gostam de leveza, deixem-se disso, deixem as burras como nasceram, parem de tuningalas, do teste só temos um reparo a fazer: os bolsos das camisolas e casacos deviam ser maiores por causa dos inchaços.

A irrequieta ação do treino da manhã terminou com muita bufaria do mar, com as pazes feitas com os passarinhos porque estamos no Natal, só os punhos dos guiadores das burras é que se queixaram dos esfarrapanços, muito por graça e obra do chefe que nos entalou na viela e ainda se ficou a rir.

Os cinco DURAZIOS do dia:

Um treino a descoberto e sem censura!

Dos cinco que no sábado foram fazer estrada, só o Nelson compareceu no domingo, no Rafas, p`ra contar a sua desgraça com a novinha zirinha de estrada e da cansativa subida pela Facha e avisar que…

– Dos de ontem, um está a trabalhar, outro disse que não vinha, os outros dois não sei…

– Estão cansados? Francamente, não acredito…

– É, É, foram 110kms e tivemos que gramar o monte da Facha que parecia nunca mais ter fim; logo nos primeiros kms gastei duas camâras-de-ar, para reforçar o pneu rebentado (???).

– Boa Nelson, estás no bom caminho para seres um duro a sério, a puta da recruta é assim, é fodida…

– Bom vamos embora, quem está, está, quem não está qsf, vamos embora;

– Espera, falta o Milo ele estava equipado quando passei à porta dele.

– Hum, não estás a fazer confusão Solinho? Já passaram 15 minutos…não estás a confundir o equipamento com o pijama? Ou então enganou-se e foi fazer estrada, pensando que era sábado…

– E se fossemos fazer umas subidas p`ro monte de S.Lourenço?

– Não, Martinho vamos p`ra outras paragens, vamos para Sul-Este!

– Eh pá, já não ando há 8 meses e na terça feira levei uma coça com o Pinho, tenham pena de mim…

– Tá bem, Agostinho, tá bem, vamos embora!

– (…)

– Aiii, estamos no território dos Lelos, aiii!!!

Ao Deus dará, por caminhos do caralho, cheios de lama e água, passamos próximo do acampamento dos ciganos e do “Aqueduto” em Laundos e por Terroso e Rio Mau, guiados ao longe pelo monte de S.Félix, qual farol a servir de guia aos navegantes, foi para ai, para o ponto mais alto de Laundos que pedalamos, pois tínhamo-la fisgada desde o inicio: desempoeirar de vez o Agostinho…

– Pqp, que subida, custou, mas não desmontei…o quê? Trinta por cento de inclinação? E eu há tanto tempo sem andar consegui faze-la …

– Estás um home, Agostinho!

– Se não fosse a roda de tràs polissar, eu também a tinha feito!

– Eu desmontei, porque a roda da frente levantava.

(…)

– Hora da banana!…que vistaça daqui da capela de S.Félix!

– (….)

– Hei, não desça pelas escadas…

Quando o gajo que está a escrever isto, ouviu o homem que tinha estado de plantão às escadas e de olho em nós desde que chegamos ao S.Felix, o aviso chegou tarde de mais, pois o gajo já ia todo lançado pelas escadas e depois o Solinho trouxe o recado de volta…

– Olha que o homem ficou todo lixado por teres descido, avisou-nos que não quer que desçamos as escadas com as bikes,  porque podemos partir as pontas das escadas…

– Partir a ponta das escadas, com a bike??? Podemos é partir a ponta da  cornadura, agora as escadas…ou então as escadas são feitas de gesso, o que não parece ser o caso…

– (…)

– Este trilho donwhilleiro é um espetáculo!

– Viste o gás com que os dois donwhilleiros desceram? E, olha agora p`ros gajos a subir, parecem flechas, mas…ora porra, as bikes são elétricas, assim também eu…

– Este trilho é mesmo um espetáculo…

– Pois é Martinho, pois é, nós só queremos é dureza e partir capacetes!

– Olha que eu já não ando há muito tempo! Ai que se eu andasse…

E a dureza continuou, sem partir capacetes e por Rates, Paradela, Courel e depois o trilho das raízes que a subir nos levaram até Pedra Furada e depois à igreja de Vilar de Figos onde os paroquianos estavam no adro a beber vinho do Porto antes da missa, ou seria depois?

– Onde estamos? Cristelo? Não, Nelson estamos em Milhazes e vamos em direção à Franqueira para subir o monte!

– Mais subidas? Não vou, já chega de coça, é que eu há muito tempo que não ando, se quiserem ide vós, porque eu não vou…

– Olha que eu tenho que estar em Apulia ao meio dia, porque tenho que comprar um frango assado p`ro almoço…

– Mas, estamos tão perto da Franqueira…

E foi assim, por falta de quórum para mais subidas, que abruptamente terminamos o envolvente e excitante treino e ficamos a uns míseros 800m do cimo do monte, tudo para chegarmos a tempo ao frango assado p´ro almoço do Martinho.                                                                                                                                                                                       A um quarto p`ro meio dia, viramos a agulha para Faria e Cristelo em alto speed, com o Agostinho a protestar mais uma vez, que não andava há muitos meses.

Em Apulia city, em plena recuperação dos 45km, sentados na esplanada do Controverso – o frango do Martinho que esperasse -, o Seara também quis participar com a sua recuperação da asa esquerda partida e o César também participou, mas nem se deu ao trabalho de recuperar dos 120kms e quando lhe perguntamos se andou pelo Facha “Não sei se passei por lá, não me recordo, lembro-me do Freixo, isso sim”. Ingrato, ainda goza com o pagode!

E foi assim que finalmente, o Martinho entrou em modo frango assado e cada um foi para seu lado!

Foi mais um treino, diferente do de domingo passado e diferente de tantos outros, cada um com as suas peculiaridades mas, sempre com o espírito do reino dêdêrriano em alta!