Que ambiente….

1.De modo geral, todos nós temos consciência da importância da preservação do meio ambiente, mas na pratica, frequentemente essa consciência esvai-se num instante. Preocupa-nos a quantidade monstruosa das toneladas de dioxido de carbono emitida pelos grandes incendios, mas somos capazes por ex: de andar meia dúzia de metros de carro para irmos tomar café, ou fazer outra coisa qualquer, quando poderíamos faze-lo a pé ou de bicicleta, seria mais saudável e contribuiriamos para diminuir o impacto ambiental. Parece pouco e infantil mas, se multiplicarmos este gesto por milhões, muita poluição se evitaria de enviar para a atmosfera.

Como praticantes de desporto amigo do ambiente e puxando a brasa à nossa sardinha, quer-nos parecer que quem pratica desporto, sem ser motorizado, tem a consciência mais desperta para as boas praticas do meio ambiente.

No caso concreto dos ddr, que desde há muitos anos se prazenteiam a cavalgar desenfreadamente com a bike pelo meio de bosques, matas, montes, serras. Onde nos divertimos amiúde a reconquistar locais desativados cobertos de vegetação outrora acessíveis por bike, a desbravar trilhos fechados invadidos por silvas que muitas vezes nos custam uns belos arranhões.

E que bem nos sabe renovar o ar dos pulmões do esforço d`uma subida, com o odor perfumado das arvores, pinheiros, eucaliptais, salgueirais das margens dos ribeiros e rios.

Que paz do espirito nos invade, quando pedalamos pelo meio dos vales cobertos por flores campestres, sobretudo nesta altura do ano.

Que bem nos sabe tonificar o corpo sofrido e suado, das tormentas dum treino, com um mergulho, seja em “Perelhalvixlandia”, Meril, Azenhas do Minante, rodeados de vegetação como ainda domingo o fizemos nas águas calmas do rio Neiva em Antas.

Enfim fazemos aquilo que gostamos respeitando sempre o ambiente que nos rodeia.

2.Foi pois com enorme tristeza, que no nosso treino de domingo, vimos as marcas de mais uma machadada no meio ambiente. Pedalamos por entre matas queimadas, devastadas pelo incendio que destruiu tudo à sua passagem, com um cheiro intenso a queimado do ar poluído pelo fumo que saía dos muitos focos do solo enegrecido pelas cinzas, só os pinheiros ressequidos pelas chamas permaneciam de pé num cenário dantesco, à espera do golpe misericordioso para os derrubar.

Que raiva, que frustração, por ver tudo dizimado, onde tantas e tantas tantas vezes foi o local escolhido para os nossos devaneios treinantes.

Não sabemos se há culpados nesta e noutras calamidades originadas pelos incendios que todos os anos flagela o país, mas dá que pensar quando um incendio começa com três frentes, dá que pensar que quanto mais meios há para os combater, sobe o numero de incêndios.

Fotos de domingo e o inicio da época mergulhante dos ddr, desta vez no rio Neiva, na azenha do Minante.