O Padroeiro dos Betetistas Desorientados

Há muito, muito tempo, existia algures numa freguesia de Barcelos, um gajo com barba à passa piolho, que coabitava com dois cães. Viviam os três em harmonia perfeita, com os mesmos gostos, a relação era tão forte ao ponto de comer os três na mesma pia.

Faziam frequentemente corridas e, o gajo com barba à passa piolho, corria desalmadamente de uma ponta à outra do quintal na tentativa de não descolar dos seus amigos de quatro patas, proeza a maior parte das vezes inglória, pois ficava desorientado e em dificuldades para atinar com a parte final da correria, contudo, uma vez por outra tinha êxito e terminava a corrida, conseguindo para seu deleite um esforçado terceiro lugar ao lado dos seus companheiros focinhudos.

Esta história até pode ser ficcional, no entanto, tem algumas verosimilhanças com um ddr recentemente eleito “Padroeiro dos Betetistas Desorientados”, senão vejamos:

Mora numa freguesia no limiar dos concelhos de Esposende e Barcelos.

Tambem tem barba à passa piolho, com tiques de hipster (um tipo com barba crescida, cabelo carrapitado e roupas justas),

Tem dois cães, mas aqui a história é um pouco diferente, pois ao que parece não há grande harmonia entre os três e consta até, que cada um come na sua pia o que a ser verdade, é indicio de facto de alguma perturbação entre os três e a prova disso é que há poucos dias os cachorros fartos de o aturar, deram de frosques e não quiseram saber dos apelos angustiados do hipster barbudo para que voltassem, voltaram sim quando muito bem entenderam ao fim de uns quantos dias.

O grupo dos ddr treinantes deste domingo, puseram mesmo em causa a idoneidade dos canitos: será que na fuga levaram aquele GPS do Transcavado e Piodão.…? Se levaram, foram burros, depois de tanto conviverem, deviam saber que esse GPS desnorteia-se com qualquer coisa e fica facilmente irritável e perde as setas. Se foi assim está explicada a causa de andarem tantos dias perdidos.

Quanto a corridas a três, não nos parece que haja alguma analogia com os três da  história, no entanto é verdade que o padroeiro dos betetistas desorientados, sofre muitos desaires que o deixam desatinado, mas é persistente e, uma vez até ganhou uma corrida…sem meta, em Gemeses e com mais de três participantes.

O Martinho está de volta, a musa inspiradora destas cronicas regressou e se os cães demoraram uma semana a regressar, o Martinho demorou 27 dias. Foi uma questão de interpretar o GPS conforme as capacidades de cada um.

O Martinho regressou em força e não perdeu tempo, começou logo a chatear a pinha aos gajos do emblema que ele ameaçou trocar, logo nos primeiros kms estropiou um pneu da burra, valeu-lhe a competência dos injinheirus ddr, sobretudo o injinheiru- chef  Eurico Cunha, que o desenrascaram mas não foi fácil, a primeira tentativa a enxofrar a camara-de-ar foi em vão, verificou-se depois que um injinheiru tentou sabotar o arranjo do burra emprestando-lhe uma camara-de-ar com mais furos que um passador chinês, por fim  outro injinheiru condoeu-se da pobre roda e lá lhe arranjou uma camara a sério e foi assim que PDBD, evitou ter de regressar a casa com o rabo entre as pernas.

Quem estava a ver a vida a andar para trás era o nosso amigo Nuno Gonçalves que depois do aquecimento matinal de… 15kms a correr, tinha planeado fazer no mínimo 40kms e pelo que se viu, a coisa não esteve fácil mas tudo se resolveu mais uma vez graças à competência dos injinheirus ddr.

Quanto ao treino mesmo com o Martinho em cena, foi porreiro, embora um bocado para o puxadote e o Nuno conseguiu o objetivo do dia, ou seria da manhã?

A três kms do final, um elemento desconetou-se do grupo e até hoje nunca mais foi visto, quem haveria de ser? O nosso artista, o Martinho ao mais alto nível.

As fotos do nosso artista em plena labuta sobre a supervisão dos injinheirus ddr