Quando se faz o que se gosta…

Há ddr que fazem o que gostam e há ddr que gostam do que fazem. Parece a mesma coisa, mas há diferenças semelhantes.

Deleitamo-nos a meio de um treino, que tanto pode ter quarenta ou oitenta km, a dar uns mergulhos num dos lagos que fazem parte dos nossos roteiros pelas matas, a descer por trilhos de dificuldade elevada e depois terminamos o dia a atestar numa esplanada e vamos embora com o ego atestado (e às vezes ainda atestamos quando chegamos tarde a casa), por mais uma vez ter desfrutado de uma aventura solitária pelo monte, muitas das vezes (des)compensada por um ddr azarado que, por falta de jeito, azelhice ou burrice, bateu com os queixos no chão, para gaudio de quem assiste ao infortunado  ddr.

Porém, também gostamos de fazer uns treinos em modo de provas, com tempo  cronometrado mais ou menos oficializados, isto é, com cartaz e a pagar para depois, chegando o dia, descarregar a fundo toda a adrenalina acumulada durante a semana com o intuito de fazer boa figura conjuntamente com a concorrência ao longo dos quarenta, oitenta ou até cento e cinquenta km, dependendo da modalidade e, chegar ao fim com aquela sensação boa de alivio por nos termos safado dos obstáculos do percurso e da dureza da altimetria.

E, depois, refeitos da corrida, damos uma olhadela na tabuleta da classificação e ficamos satisfeitos com o tempo que fizemos, outras vezes frustrados porque achamos sempre que podíamos ter feito melhor e perante os colegas arranjamos uma desculpa esfarrapada para justificar, como se fossemos obrigados a faze-lo, a falta de pernas.

No dia seguinte, esquecemos tudo e já estamos prontos para outra aventura que tanto pode ser por conta própria, sozinho, pelo monte como fizeram os sete no domingo passado, sem stress, não importa se por trilhos calcorreados centenas de vezes a divertimos-nos como se fosse a primeira vez, ou por conta de outrem como tem acontecido nas ultimas semanas, onde também nos divertimos, a roer umas provazitas assim-assim, dependendo da perspetiva de cada um, como aquelas em que o Cesar participou a andar às voltas nos Urban Races de Cabeceiras (2º), Braga (4º), Galos (9º); como aquela dos três dias em que o Bruno roeu o Vila do Conde-Gerês-Vila do Conde; como a do Narciso e o Luís Torres (3º), que se empanturraram com pastéis de Chaves na mítica e saudosa Rota do Presunto; como a dos Seara, Miguel, Tozé, Bruno e Narciso que se embebedaram com o vinho Alvarinho no Granfondo de Monção-Melgaço e que bebedeira apanharam o Seara (32º) eo  Miguel (80º); como a do Cunha que andou um dia inteiro debaixo de água com a bike transformada em submarino a roer os montes e serras desde Montalegre até ao Rio Caldo e depois no dia a seguir desde o Rio Caldo até  Esposende no Transcavado 2019 e, que diversão foi os picanços pelos 5 Cumes no ultimo domingo em que o Cunha (10º), Luís Torre (9º), Seara (14º), Miguel (47º) e o Alexandre (58º), nas respetivas classes, picaram tudo o que havia para picar nos 5 Montes, já o Narciso (11º) e o Nelson (49º), tambem nas classe, foram mais comedidos e picaram só nos  três, bom, cada um gozou à sua maneira e picou o que quis ou pode.

E é por estas diversidades todas, que fazemos o que gostamos e no fim o mais importante é sentir como disse o Miguel no fim dos 5 Cumes de domingo: “Mais um domingo bem passado, fantástico” e nós corroboramos.

 No próximo domingo vamos todos p`ro picanço, nem K Kaia

Os protagonistas do ultimo domingo:

 

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