Covide-20 e a ponte ddr

1.É sempre divertido uma aventura pelo parque nacional do Gerês. Por mais dificuldades que comporte uma estrada pela serra, com paredes inclinadas respeitaveis, ou num dos inúmeros trilhos que existem pelo imenso parque, podemos terminar a aventura exaustos, derreados, com a pele esfarrapada nas pernas ou braços, dor de costas, borbulhas nos pés se for caminhada, ou no rabo se for de bike, enfim pode acontecer uma serie de imprevistos por entre os montes do Gerês que no fim nada nos tira aquela sensação boa de dever cumprido tão reconfortante para a alma.

Ontem, dia 15, foi divertido, ou não estivessemos no Gerês, sete magníficos ddr, a fina flor, terem feito 20km de aquecimento desde o Rio Caldo até à Portela do Homem, mesmo tendo de aguentar o som das piadas desbragadamente sarcásticas do Seara.

Foi divertido, tomar calmamente o chã, na fronteira Gerês/Xurés por entre os pingos de chuva que não amedrontou ninguem, antes de nos enfiarmos em contra-mão pelo trilho da Geira romana, onde está assinalado o ultimo marco miliário o XXXIV, em território Português.

Não foi muito divertido fazer aquele km de Geira por entre calhaus de todo tamanho em que os burros fomos nós a arrastar as mulas teimosas a fazerem finca pé contra as pedras, mas foi por pouco tempo, logo a seguir fomos compensados da calhauzada a observar do cimo da ponte de madeira os godes do leito do rio e o Bruno a dar banho à minhoca, num lago de água cristalina.

A diversão tinha voltado para durar até ao fim, por entre o estradão da Mata da Albergaria, pela descida à barragem de Vilarinho das Furnas, mas o dono da represa o Martinho, não apareceu e ainda nos cortou a rede do smartphone.

Foi divertida a nossa passagem pelo Campo do Gerês antes de aterrarmos no epicentro de Covide. Revisitamos o Bosk, o nosso amigo restaurante. É verdade que mais ou menos nos matou a fome, mas aquela coisa da sobremesa de fruta em lata não caiu muito bem ao Narciso, que estrebuchou rudemente com a empregada, por tal afronta e só se conteve quando lhe serviram o melão, bolas, é preciso ter lata. Não encontramos o nosso amigo ti Fernandes, ex-candidato à junta de freguesia de Covide, que nos deu a honra de nos convidar certa vez, para a campanha eleitoral que se avizinhava então, que nos prometeu uma comezaina de javali mesmo que não ganhasse as eleições mas já sabemos como são os políticos, prometem, promentem e depois não apanham o javali e deixam o povo, leia-se ddr, a salivar.  

Revisitamos pela enésima vez o Gerês, foi divertido, apesar das corrosivas piadas à moda do Seara, contra o Chico, Soares, Solinho, Narciso, Bruno e Tiago Ribeiro – livrou-se algumas vezes de levar duas lapadas – o desconfinamento de Covide-20, estava prestes a terminar, fizemo-lo da melhor maneira, de prego a fundo pela romaria de S. Bento da Porta Aberta  até começarmos a subir as Cerdeirinhas com as trouxas às costas.

2. Hoje, day after, 16 agosto, o treino foi dedicado aos descobrimentos. Fizemos algumas descobertas interessantes, então aquela ponte canudo, que a partir de hoje tem o nome de ponte dura de roer em homenagem a nós por sermos os primeiros atravessantes a faze-la com as burras às costas. O beijo amoroso do Agostinho ao Imigrante com o nariz esborrachado. Novos trilhos, trilhos? Por Castelo do Neiva à procura do ponte nova, o remendo de papel para tapar o furo da roda do chefe foram as descobertas mais significativas no dia em que o Rui Monteiro, irá ter de explicar direitinho os nós que aplicou para segurar a burra do sogro no Rafas.

Boas férias cambada!  

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