A má noticia

Depois de termos andado toda a manhã, p`ra frente e para trás  em busca de um percurso capaz, para os participantes no 18º Luso Galaico 2020, desfrutarem em finais de abril, atarefados a desviar lenha, construir rampas e retirar outros obstáculos caídos nos trilhos, deixados pelo furacão “Elsa”, nem nos apercebemos do piscar do Messenger e, foi já em casa que lemos a noticia inesperada e triste da morte do Paulo Gonçalves no Dakar.

Como é obvio de calcular deixou-nos a todos chocados com a trágica noticia, porque alem de ser um grande atleta, com um palmarés conhecido de toda a gente, era praticamente vizinho da nossa freguesia – para quem não saiba, era também conterrâneo do grande ddr César Nogueira, da freguesia de  Gemeses Esposende.

Resta-nos prestar aqui, uma singela homenagem e solidarizarmo-nos, desde já, nesta hora dificil com toda a sua família. Paz à sua alma.  

Fotos da manhã d`hoje:

Os ddr Bruno e Chico à procura do LG2020
Um duro a trabalhar no duro?

A fazer uma rampa para passar a “frota” do LG
E agora o teste….!
…Confirmado

Efeitos do 1º janeiro!

Aderindo à iniciativa dos “Apúlia a Correr” para o 1º mergulho do ano, também para a nação dêdêrriana, o primeiro feito do ano, foi o mergulho na água fria no mar de Apulia, foi no primeiro dia de janeiro e, entre os vários comentários divertidos dos corajosos participantes, o mais comum era que, dar um mergulho na água gelada servia para começar bem o ano,  e essencialmente para refrescar as ideias dos excessos da passagem do ano, no entanto, do grupo dos ddr que refrescaram as ideias, e foi um bom grupo, houve alguém que refrescou as ideias em demasia, ou então…não refrescou nada, é a explicação para um ddr, que por acaso é o chefe, que hoje, dia 5, andou toda a manhã, no sobe e desce, pelo monte, pelo meio dos pinhais, por cima de lenha e mais paus, por entre pedras, lama, regos, paralelos, com a bike de…estrada, não de ciclocross, era mesmo a de estrada, com pneus fininhos e tudo e, apesar de andar por cima de muitas pedras, aparentemente não mostrava sinais de estar pedrado e as rodas terminaram o treino, redondinhas como começaram.                          Portanto, a explicação para esta façanha do chefe (mais uma), só pode ser o efeito retardado dos acontecimentos do primeiro de janeiro, ou então passou-se por não ter refrescado as ideias e os efeitos vieram agora, fazendo do monte uma estrada de pixe.                                         Vá lá que não se lembrou de testar as rodas e descer pelas escadas da capela de S.Lourenço, porque se se tem lembrado…não sei não! As rodas poderiam ficar quadradas, mas que haveria de descer não temos duvidas.

E é para debater estes assuntos de sanidade e outros, que fazemos aqui um apelo a todos os ddr, para no próximo dia 17 janeiro, comparecerem no Camelo, para a tradicional comezaina de principio de ano. A gerencia (ddr Chico), quer uma resposta de todos os que tencionam estar presentes até dia 12, impreterivelmente. Esperamos que sejam todos.

MSG do Chefe!

Caros ddr!

Por um conjunto de varias circunstancias, ainda não realizamos o habitual jantar de fim de ano, vamos realiza-lo, quando a conjuntura for mais favorável, esperamos que brevemente, será jantar de principio de ano, ou até poderá ser jantar de carnaval, páscoa etc, afinal como diz o povo o natal é quando a gente quiser, o importante é que nos juntemos para debater os assuntos da nação dederriana.

Quanto ao programa das festas para 2020, o caderno de encargos será o mesmo de sempre e apesar de sermos ddr de longo curso, vamos começar o ano com navegação costeira e depois será conforme as oportunidades forem surgindo no entanto, iremos agendar algumas datas por uma questão de planeamento logistico

Não me vou alongar muito, deixo aqui, uma grande saudação a todos os duros de roer, em especial aos nossos ddr que lá longe continuam a ser grandes duros, ao Carlos Figueiredo agora investido nas novas funções de pai, parabens; ao João da Silva esse grande duro; ao Carlos Ribeiro e Cesar Nogueira, guerreiros de faca na boca e neste momento connosco e que ao longo do ano nos visitaram varias vezes e participaram em algumas aventuras connosco; ao nosso amigo Manel Souto e por ultimo ao Eurico Cunha, sublime atleta, artista, camarada e grande injinheiru, que a todos surpreendeu com a sua (in)esperada partida e deixou uma porrada de bikes orfãs das suas mãozinhas de ouro e um grande vazio no seio do grupo, mas a puta da vida é assim. Felicidades e voltem rápido para o grupo não continuar manco e porque também tendes o dever de aturar os insubstituíveis patifes Tozé o Miguel e o Martinho.

Por ultimo não se esqueçam que amanhã, é dia de dar um mergulho no mar, louvável iniciativa dos nossos amigos “Apulia a Correr”, a que os ddr aderiram desde a 1ª edição em 2018, o tempo até vai colaborar. Bons mergulhos

A todos umas boas saídas e melhor entradas.

BOM ANO 2020!

O chefe

Filipe Torres

Nem K Kaya…

Na sexta feira, no calor das minis, tremoços e amendoins, juramos: Nem k kaya picaretas, domingo é para andar, já chega de mandriar tantos dias – e, cumprimos o juramento e, andamos por aí, a chafurdar na lama, a atravessar lagos, por cima de muita lenha sobretudo ramos partidos dos pinheiros e como estamos no advento, fomos revisitar o local sagrado do renascimento dos ddr: Perelhalvixlandia, mais bonito do que nunca, estava fascinante com uma queda de água muito forte pela cascata e depois o lago dividido em dois e no meio uma ilha. Perelhalvixlandia mostrou-se irreconhecível, magnifico, não nos apetecia sair dali, estavamos maravilhados com o cenário da fortaleza da água.

Hoje só faltou a tradicional volta pelo concelho, com o barrete do pai natal e a subida às arvores para o post de natal mas, como tínhamos falta de mão de obra para fazer algazarra, ficamo-nos por Creixomil e nem os trinta minutos de chuva intensa a cair no lombo, nos demoveu de cumprir o guião estipulado quando saímos do Rafas, dar uma vista de olhos pelos locais com mais estragos na costa causados pelo mau tempo. No meio da paisagem confrangedora dos destoços, encontramos o mar na preia-mar a fustigar as dunas e a invadir a zona ribeirinha da barra do Cavado, ao longo da costa avistava-se um manto branco da espuma a cobrir as dunas, deixado pelas ondas, dando a sensação que o mar tão voraz a destruir a costa, também quis associar-se ao espírito da quadra natalícia.

E foi assim que o grande grupo de ddr de hoje, Narciso e Soares, cumpriu o prometido na sexta feira  e deu asas ao pedal durante 50km.

BOAS FESTAS!

Perelhalvixlandia

Tanta fumaça

Pela amostra escura, quando saímos do “Rafas”, era fácil perceber que, hoje, dia de feriado duplo, para onde quer que nos dirigissemos, norte, sul ou este, haveria fumaça com fartura por todo o lado, só não estávamos à espera que fosse tão densa e tão molhada ao longo de toda a manhã, não nos dando treguas o tempo todo, vá lá só dois minutinhos p`ra banana.

No cimo do monte de S.Félix, os três gatos pingados, o termo é mesmo este, que picaram o ponto no “Rafas”, os únicos que mexiam por ali, não enxergavam mais paisagem para alem da distancia de 50m, aquilo estava mesmo cerrado a ponto de as luzes fazerem falta.

Demoramos pouco, para não arrefecer e com o guarda do escadório ausente, descemos as escadas em cima das burras e, arre macho para a Franqueira, via Rates, Vilar de Figos e subida ao Castelo de Faria por Milhazes e é sobre esta subida estepurada que deixamos aqui um alerta aos noviços do pedal que agora estão a começar, contra um grupo de pseudo-betetistas p`ra aí uns 12 ou 15, todos montados em burras elétricas e descaradamente a descer, para não se deixarem influenciar por estes artistas da preguiça que dão má fama ao betetismo.

Quando os três gatos pingados, quando chegaram ao cimo do monte da Franqueira, encontraram a fumaça pior e mais molhada que a de S.Félix e quando pensavamos que eramos os unicos, encontramos outro gato pingado da concorrencia com tiques de PRO a tirar fotos ao…nevoeiro, olhando com algum desdém avisando-nos com ar paternalista duro, a não pararmos muito tempo para não arrefecer. Porra, nós todos vaidosos com uma Scott novinha e mudanças eletricas e tudo e o gajo tratou-nos como se estivessemos montados em mulas lazarentas e velhas.

Hoje foi assim, em treininho maioritariamente por pavé para não estragar a estreia da Scott, a burra puro sangue e charmosa.

Não foi nada confortante andar 52km a levar com a chuva nas trombas mas depois de uma semana sem acertar num sinal das obras foi o que se arranjou.

Os ddr na XIX Descida ao Sarrabulho 2019

Quando aterramos em Ponte de Lima, o parque natural da frente ribeirinha da cidade, estava pejado de carros, apesar de ainda faltar duas horas para o arranque da peculiar Descida ao Sarrabulho, ninguem queria atrasar-se para a festa.

Lá estavam as filas para levantar os dorsais, para a sande de carne de porco de espeto, para a cerveja, para o sumo, tudo igual com há um ano, como há dois, como há três, sempre foi assim, tudo previsível para os ddr`s que já andam nestas sarrabulhices há muitos anos, no meio d`um ambiente animado a fervilhar de betetistas de toda a espécie, às voltas, a aprontar as bikes para o picanço da descida.

Lá estavam os camiões, do lado oposto, para transportar as burras para a Boalhosa o monte sui generis dos radicais do btt de Ponte de Lima e os autocarros à espera dos senhores das montanhas, sim, porque os senhores é assim que devem ser transportados, os peões sobem a dar aos crenques ou a penantes se quiserem.

Lá estava a taberna do 27, a tasca onde só entram professores, doutores, caçadores, ddr`s e outros bebedores, de porta aberta, com as bifanas em stand by e as garrafinhas de verde fresquinho, à espera dos costumados roazes e sequiosos duros de roer, comandados pelos porta estandarte da festa, os patifes Miguel e Tozé, com o Martinho à espreita para entrar em cena, até acabar as febras uma hora depois. Depois…

Lá estavam os peões no paddock da partida, atrás do pórtico da Alameda, prontos para dar ao pedal pela estrada 307, até ao monte da Boalhosa, enquanto os senhores se dirigiam calmamente para os autocarros e camiões para as suas montadas. Gente fina é outra coisa.

Lá estava, uma hora depois, no alto do monte, a maior tribo de sempre para participar na prova mais democrática do mundo, onde cabem ciclistas de toda espécie: betetistas-puros-sangue, betetistas-pilecas, betetistas-domingueiros, betetistas-vou-tomar-café-e-já-venho, betetistas-do-pixe, betetistas-empata-fodas, betetistas-downhilleiros, betetistas-enduros, cicloturistas, de estrada, freeraidistas. ebikers e outras espécies raras, no pórtico da partida virtual, onde cada um parte quando quer, com letras grandes a desejar as boas vindas a todos os sarrabulheiros e a tabuleta a avisar que o inferno ia começar mas, o inferno já não é o que era, não amedrontou os 800 sarrabulheiros e foram todos para o inferno, pelos carreiros apertadas do monte, depois…

Lá estavam os velhos trilhos nossos conhecidos, os regos, as pedras, os cartazes coloridos com o gajedo espalhados pela descida, tudo ingredientes de qualidade para dar umas cambalhotas à maneira e descarregar a adrenalina até ao pote dos rojões, depois…

Lá estava o circo montado, com muitos espetadores filados na traiçoeira ponte sobre o charco de água e lama – o ritual da passagem para ter acesso aos rojões do pote -, para ver os artistas do resvalanço/malhanço na tabua.

Lá estavam também na margem do charco, certos ddr depois de todos terem passado sem hesitação a ponte cambalhoteira – com distinção para o Solinho que só usou a roda de trás para a travessia -, com os chefes da mafia a comandarem a banda, os endiabrados Tozé e Miguel, bem coadjuvados pelo Cunha, a incentivar os seus parceiros mais atrasados… atirando-lhes pedras.  

Lá estava a balança e depois o estradão de boa memória onde há 2 anos o Chico e Tozé andaram aos abraços e… ops…roubaram o single track do Seara?

Lá estava a inovação que a organização prometeu, umas descidas vertiginosas, my god, que descarga, aquilo é que foi assapar com as rotações no vermelho, na frente os destravados malucos, Cunha, Miguel e o Tozé transfigurado em diabo a picar os dois, pressionando-os com a mesma formula do ano passado “sai da frente” a ver se resultava, mas agora não teve efeitos práticos, embora houvesse uns ameaços.

Lá estava depois da única subida de pavé as prometidas castanhas e vinho e a Rita Batoteira, que não conhecia o Martinho ddr e o Martinho ddr que não conhecia a Rita Batoteira, embora sejam ambos de Vila Cova e o Miguel com a pica toda a fazer das suas e o Tozé também até entrarmos todos inchados (das castanhas), no ultimo single track cheio de curvas a descer, a descer, ao som da gritaria daqueles dois, até surgir uma tabuleta a informar “Aproximação a 500m” “visita e prova de bagaço”.

Lá estava a surpresa, um banho de espuma, nem de propósito era mesmo disto que os ddr precisavam, depois de terem provado a queimada e os licores de café e outros sabores. Com a pica toda ninguem segurava os dois diabos, estavam como peixes na água a espordinharem-se na espuma como duas focas, estava-se bem, não apetecia sair dali mas teve de ser.

Lá estava a capela das Pereiras com o escadório, para a apoteose final da descida. Os ddr como sempre, desceram-na todos juntos (ou quase), em alto estilo, o Miguel até repetiu a dose.

E assim terminou a XIX Descida ao Sarrabulho, lá estava tudo como   previsto, ao longo destes anos houve algumas modificações, poucas, para melhor, mas o cariz da descida continua o mesmo, tudo como nos primeiros anos, a formula já a conhecemos de cor e salteado: 17km ininterruptos de diversão pura e apesar de ser a prova onde há mais trambolhões por metro quadrado, não raras vezes com uma visita ao hospital para consertar umas esfarrapadelas mais elaboradas, ninguém se chateia e volta sempre.

Os ddr sempre marcaram presença, continua a ser a prova fetiche de estimação, a emoção da descida é sempre a mesma como a da primeira vez, pela alegria que espalham ao longo dos 17km. Pelas suas histórias trágico cómicas, nunca passam despercebidos.

Parabens Batotas! Até p`ro ano

Os 12 ddr Sarrabulheiros de 2019:

Chico, Manel, Paulo, Narciso, Tozé, Solinho, Martinho, Cunha, Miguel, Soares, Berto  e Luis

Algumas fotos e fotogramas:

Ai o rio, canudo!

Nem sempre um bom treino é seguir um rumo pré-determinado, andar de prego a fundo, fazer uma boa média, terminar com um acumulado jeitoso e um gráfico com muitos altos e baixos e a escorrer suor por todos os lados.

Por vezes um bom treino é fazer precisamente o contrário, por exemplo como hoje fizemos e embora saibamos que é essencial tirar todo o proveito de umas pedaladas fortes quando temos um determinado objetivo, hoje deixamos que o sentido da aventura com alguns resingadelas à mistura prevalecesse e redescobrimos locais há muito esquecidos, com tempo até para o Seara, Solinho e Luís porem a conversa em dia sobre a caravelha partida da roda da burra do Seara

Por vezes um bom treino é seguir o exemplo do Martinho quando sem cerimónias e mariquices, deu o exemplo e foi o primeiro a enfrentar as águas enfurecidas do rio desafiando os temerosos ddr a segui-lo (que ainda ponderaram deixa-lo sozinho ou voltar para trás) e determinado respondeu às dúvidas “qual é o problema? Atravessar isto? Estais com medo de molhar os coisos…. ?”.

E, o Martinho ousado enfrentou a Adamastor, com a água pelos joelhos e a burra pela mão arribou à outra margem, obrigando os outros ddr receosos de o perderem a segui-lo.

Grande Martinho, sem dúvida o ddr da semana.

E o treino continuou pois ainda havia muito trabalho para fazer antes do pirolito final, agora com os pés encharcados. A conversar dos três sobre a caravelha partida, tambem continuou.

Por vezes um bom treino é tudo isto, fazer como nós fizemos hoje.

Fotos dos temerários ddr a atravessar o rio: