Ecos da semana

1.Emilio Santos, Tino, Milo, Futre, Narciso, Paulo Fernandes, Tozé e Seara, foram os protagonistas do treino de ontem. Começamos sobre a ameaça de chuva, felizmente não passou disso mesmo, ameaças.

Foi um treininho qb, que teve todos os ingredientes para as burras de montanha se comprazerem numas subiditas, descarregou-se a adrenalina pelos tracks das descidas e por singles fomos dar à azenha do Minante depois de termos atravessamos o rio Neiva por duas vezes.

Passamos o estradão da Malafaia e embrenhamo-nos novamente no single da margem esquerda a jusante do rio que termina em Antas e o regresso fez-se pela beira litoral com o vento de Sul a fustigar-nos a tromba, só paramos no Controverso em Apulia.

Um treino porreirinho, bem saboreado, sem percalços, mas sem a alegria dos… malhanços.Médio Transparente

2.No passado dia 11, realizou-se o habitual jantar de fim de ano, este ano mais cedo que o habitual por falta de datas disponíveis na ultima semana.

Infelizmente não podemos contar com a presença dos nossos ddr emigrantes, o que lamentamos e a quem enviamos uma forte saudação, assim como a outros ddr que por motivos profissionais também não puderam estar presentes.

Para esses aqui fica um resumo do que se passou:

O convívio decorreu nos moldes habituais, animado e, apesar do espaço ser acanhado para fazer, por ex. um espectáculo de striptease, como aquele em Covide há ano e meio, não foi empecilho para que o convívio se prolonga-se até às tantas da matina.

3.Conversou-se, reviveu-se em filme, graças à fértil videoteca do Tozé e Emílio Santos, as cenas (e houve tantas), mais marcantes dos últimos anos das andanças dêdêrrianas acompanhadas com a algazarra e as inevitáveis bocas a gozar com as desgraças e as façanhas, com mais aplausos para as primeiras, dos ddr que tiveram o azar ou sorte, de serem apanhados nas malhas dos paparazzi  do grupo. Tentou-se passar pela 1ª vez um celebre vídeo, mas o chavascal era tanto, que foi interrompido a meio. Cambada.

4.Com a turba bem animada, já passava da meia noite quando, como se impõe nesta gala de fim de ano, o chefe dirigiu umas palavras à plateia, com o ruido de fundo sem cessar por completo, leu uma resenha do que foram as atividades do grupo desde a sua fundação há 15 anos, findo o qual se discutiu o plano de atividades para o próximo ano e outros assuntos de interesse.

A este propósito dos assuntos que foram discutidos, quem quis expressou as suas opiniões e, talvez pelo melindre dos temas, os que usaram a palavra fizeram-no de forma apaixonada e emotiva, firmes na convicção das suas ideias o que só demonstra a vitalidade do grupo.

Certamente que as chefias saberão tirar as devidas ilações

5.E assim terminou, já madrugada dentro, o jantar de fim do ano, à moda dos ddr e, dado o adiantado do hora, uma falha indesculpável, faltou o grito tonitruante do nosso porta-voz, o Nelson, eeeeeeeee o que é que nós somos? Durosderoer.

Pela vossa saúde, tenham cuidado!!!

No domingo os ddr, voltaram a Sta Luzia, à descoberta de novos trilhos, pois nós sabemos que o monte tem um cardápio bem diversificado para oferecer, dos mais difíceis aos mais suaves de digerir , capaz de saciar os apetites mais vorazes de qualquer modalidade de btt.

O apetite dos doze ddr desta vez foi relativo, deu para assapar nos estradões, tecnicar nos trilhos e terminar descontraídos pelo pixe. Nota final 3 em 5.

O vídeo do Chico, dá uma panorâmica do que foi roído em StaLuzia.

 

Mudando de assunto.

Como temos no grupo, elementos dos ddr`s que gostam de jogar futebol, seja em relvados ou campos pelados e outros que gostam de assistir a uma boa jogatana e uma vez por outra embebedarem-se com cerveja para ajudar o clube e lembrar constantemente ao árbito de quem é filho, queremos alerta-los para utilizar as casas de banho do recinto desportivo ou na falta destas se estiverem à rasca e a fila for grande, para escolher muito bem o sitio onde vão aliviar- se, caso contrário a brincadeira pode ficar cara. Ora vejam o que aconteceu num determinado campo de futebol do género daqueles da saudosa liga dos últimos e do nosso “bisconde” lembram-se? Nós zelamos pela vossa saude, queremos os ddr`s continuem com eles no sitio.

Uma velhinha subia a rua transportando dois enormes sacos negros,
desses que são usados para o lixo. Um deles, roto, deixava de quando
em quando cair no chão parte do conteúdo, neste caso notas de 100€.
Há um polícia que a interpela:
– A senhora tem de ter mais cuidado” – disse-lhe o guarda – é que está a
deixar cair dinheiro desse enorme saco….

– Muito obrigada senhor guarda – agradeceu ternamente a velhinha – tenho
de voltar atrás e apanhar o dinheiro que me caiu… muito obrigada!.

O polícia, curioso, não a deixou de imediato:
– Esse saco enorme, cheio de dinheiro, de onde vem? Não é dinheiro
roubado, pois não?.
 
– Que ideia, senhor guarda! Não! – disse ela quase indignada -, eu moro
ali ao lado do estádio de futebol, ali em baixo, sabe?.
O polícia assentiu que sim.

– Tenho ali uma casinha com um jardinzinho, umas roseiras, umas
buganvílias….e os espectadores, à entrada e à saída têm o hábito
de se encostar aos arbustos e urinar mesmo em cima dos meus canteiros.
De maneira que, nos dias de jogo, eu escondo-me atrás do muro com a
minha tesoura de podar e, quando eles estão a aliviar-se, eu
apareço e digo “ou me dás cem euros ou corto!”.
O polícia riu-se em gargalhadas francas:
– Não me parece nada má ideia, sabe?
Preparava-se para deixar a velhinha seguir o seu destino quando lhe
perguntou:

– Mas e o outro saco, também tem dinheiro?.
 
– Ah, senhor guarda, sabe como é, nem toda a gente paga…

Os DDR na “XV DESCIDA AO SARRABULHO”

“Tudo o que fazes é insignificante, mas é importante que o faças.”

– Continuo a dizer-te que devias ter esperado mais um ano, para começares a andares a sério;

– Mas porquê? Oh! Nada disso, estás enganado, comecei quando tinha que começar e sinto-me bem assim com o meu plano de treinos.

Olha o que eu te digo, devias ter esperado mais um ano….

Este diálogo entre o Milo e o Seara e outros que se seguiram, sem dizerem nada, foram importantes para conversar e foram muito depois de mais uma jornada gloriosa em Ponte de Lima pelos durosderoer na célebre descida do monte da Boalhosa até à vila, já noite dentro e longe do epicentro sarrabulheiro, refastelados em bancos a dar ao dente.

Comecemos pelo principio:

A “DESCIDA AO SARRABULHO”, é uma espécie de momento zen de fim da época, de todas as canseiras dêdêrrianas ao longo do ano.

1.  No sábado dia 21, por volta das 11h30, arrancamos de Apulia city, onze ddr: Filipe, Manel, Emílio Santos, Tino, Paulo Santos, Milo, Futre, Narciso, Tozé, Seara e Marco, dispostos a curtir as vicissitudes da democrática – assim a classificou o repórter da Bike Magazine – DESCIDA AO SARRABULHO, formatada para todas as modalidades do btt conviverem em conjunto. Uma festa onde ninguém se chateia.

2.Esta peculiar descida downhilleira, que todos os anos se repete no penúltimo sábado de novembro, salvo raras exceções, organizada pelos BATOTAS, já conta com quinze edições e muitas histórias contadas (e por contar) e, apesar de já sabermos ao que íamos e de conhecermos de cor e salteado as pedras e ratoeiras do traçado o mesmo desde 2001, com ligeiras modificações sem relevância de maior, o espirito com encaramos a descida continua igual, desfrutar ao máximo os trilhos exigentes, que a encosta do monte nos oferece é, e há-de ser sempre a prova de culto dos ddr.

3.Chegados a P. Lima e arrumada a questão dos dorsais, facto curioso, os dorsais não chegaram para todos, tendo mesmo alguns atletas participado com dorsal de…outra prova – a organização explicou que tal se deveu ao elevado numero de inscritos, o triplo do ano passado -, embicamos então como é de tradição para a tia Márcia a tasca das fodinhas, para comer as bifanazecas da ordem, mas tivemos azar, a tasca encontrava-se lotada de bettistas de toda a espécie. Belos tempos em que a tasca era só nossa, do Estrunfe e do 69, desta vez nem direito a passar a porta tivemos. A alternativa foi a TAVERNA 27, outra tasca porreirinha ao nosso gosto que mesmo sem a ementa escabrosa da tia Márcia, mereceu a aprovação de todos ddr.

Nas calmas, com o estomago aconchegadinho, voltamos ao local do secretariado, a tempo de assistir à partida de 100 (?), heróicos sarrabulheiros, que abdicaram do conforto do autocarro para trepar a pedal monte acima. Os ddr tambem tinham essa intenção, mas por enquanto era cedo para os nossos padrões retardatários e ainda estávamos à civil.

4. Os Batotas para comemorar os 15 anos, lançaram um repto a todos os participantes para se equiparem o mais original possível, à laia do que faz a Red Bull um pouco por todo o mundo com aqueles desafios radicais p`ro cómico que vemos no youtube, com prémio para o melhor.

O Tozé, esse indomável patife, foi o único ddr que aceitou o desafio e, equipou-se de bebé com o Flinstone no guiador, surpreendendo toda a gente, até o Estrunfe o nosso amigo de Sanguedo, S.M.Feira, que há muitos anos se devotou aos ddr, mas que este ano só marcou presença, ficou roidinho de inveja por o Flinstone ser mais bonito do que ele.

5. O grupo que subiu o monte de bike, já tinha partido à trinta minutos, quando acabou o divertimento do desfile pelas imediações do secretariado, quando os ddr resolveram que era tempo de subir o monte e lá foram no encalço do pelotão, menos dois, o Manel e Narciso que deixaram os peões irem na frente e fizeram parte dos ocupantes dos 5 autocarros que transportaram os senhores das montanhas até à parte mais alta dos domínios limianos, eh,eh.

6.Na Boalhosa deu logo para perceber pela multidão que encheu a estrada, que os trilhos iriam ter muito trânsito o que veio a confirmar-se mais à frente.

Dos ddr que subiram de bike nem rasto, pelas horas, já deviam ter iniciado a descida há algum tempo.

Eram 15h20, 50 minutos de atraso da estimativa prevista, quando os dois ddr, pegaram nas burras do camião e começaram a pedalar, primeiro até ao pórtico da partida simbólica e depois a sério. Uns metros depois uma placa anunciava “BEM VINDOS AO INFERNO”, mesmo com o tempo frio, a adrenalina começava a ferver, pronta a ser descarregada.

7.Os trilhos começaram a ficar descongestionados, quando apareceram os tracks radicais traiçoeiros pelas fraldas do monte. Com o caminho mais desobstruído as mulas de raça tinham agora espaço para demostrar o que valiam e demonstraram bem, galgaram destemidamente sem hesitação os obstáculos naturais da descida, proporcionando um gozo dos diabos aos cavaleiros atentos para serem dignos da montada e assim foi até ao reforço do pote, onde uma ratoeira esperava os mais incautos, atravessar um charco artificial de água e lama por cima de uma tábua a servir de ponte propositadamente estreita para dar espectáculo com os desgraçados que eventualmente tivessem o azar de cair e mergulhar na água lamacenta, para gaudio de quem assistia, enquanto se comia os rojões quentinhos saídos do pote (uma inovação introduzida o ano passado) e bebia-se vinho branco e… bagaço p`raquecer, ficava-se na espetativa a ver quem resvalaria da tábua e foram muitos os que tiveram azar ou falta de jeito, para transpor a ponte.

8.Reagrupados, os ddr arrancaram todos juntos p`ra segunda etapa, mais rápida, com uma descida por estradão onde se atingiu facilmente 60km/h, antes de enveredar por novos singles tracks downhilleiros e técnicos, desta feita pelo meio dos pinheiros, com cartazes com gravuras sugestivos como aquele: CUIDADO COM O REGO (que o Manel fixou bem), pregados nos pinheiros ao longo dos trilhos e se o objetivo era tentar que a malta se distraísse e desse um abraço aos pinheiros, foi conseguido porque viu-se muita gente a abraça-los  e outros a tirar-lhes as cascas .

A excitação dos trilhos acabava aqui

A entrada na vila fez-se por pixe até ao escadório, foi pena aquele furo do Paulo a poucos kms do fim, que além de perdemos muito tempo, roubou-nos as luzes da ribalta na apoteótica descida em grupo pelo escadório da capela das Pereiras com que terminamos no meio do publico a assistir. A festa tinha acabado pá!

A XV DESCIDA AO SARRABULHO, estava concluída e como sempre soube a pouco era preciso mais uns kms.

9. Qual foi a figura mais mediática do principio ao fim? Quem foi que ganhou o prémio para o traje mais original?  Esse mesmo, o bebé e o Flinstone. Parabéns pela iniciativa grande TOZÉ.

E já que falamos de prémios, quem é que podia ter ganho o prémio para a segunda equipa mais numerosa? Adivinharam, os ddr`s. A mais numerosa com 13 elementos, ganhou um belo presunto.

Parabéns Batotas!!! Até 2016.

PS: Dedicamos esta aventura aos nossos emigrantes que, temos a certeza, gostariam de estar connosco, César Nogueira, Carlos Figueiredo, Hélder, o 46 e a todos ddr`s que não puderam estar presentes.

video do Tozé:*****

fotos dos BATOTAS

 

video dos BATOTAS (com os ddr na subida)

Os ddr por Curvos

1.Nestes dias conturbados em que o mundo civilizado assiste atónito à escalada assassina do terrorismo com mais um ataque em França e em particular nós portugueses, com as infantilidades dos políticos que só olham para si próprios e o partido e a preocuparem-se muito pouco com quem os elegem, os portugueses conscientes que não acreditam em histórias de embalar, interrogam-se incrédulos: então e o país?

2.Deixemos os desabafos, os ddr`s participaram na prova de btt inserida nas jornadas desportivas de Curvos e Palmeira. Como é tradicional, o traçado costuma ser curto e duro, entre 25 a 30kms em redor da freguesia de Curvos, desta vez um pouco mais para ocidente para englobar a freguesia de Palmeira de Faro unida administrativamente com a de Curvos.
Foram 27km, duritos como se previa, com o seu ponto alto ao km 11 numa descida radical em Belinho, mais apropriada para downhill mas que deu p`ro Filipe brincar com aquilo e ainda gozar com todos, e foram muitos, os que desceram com a burra à mão.

A poucos kms do fim encontramos a nossa mascote dos últimos treinos, o Miguel, exausto, pois não tinha comido nada, não parou no reforço porque não sabia como estas coisas funcionam e como era a sua primeira vez, o Tozé ainda lhe forneceu algumas calorias para o revitalizar mas o estrago estava feito e o cubinho de doce de marmelo foi insuficiente para recuperar mas, mesmo em mau estado, incentivado pelos ddr que fizeram questão de o acompanhar aguentou até ao fim. Grande Miguel e grande Bruno Fernandes – os dois participantes mais novos -, seu colega de escola mas com outra tarimba, ou não fosse orientado pelo treinador Paulo Fernandes, seu pai.
No fim todos tiveram direito a uma medalha, até o Pluto, o cão do Seara e os primeiros a mais um caneco, bonito e grande. Não nos apercebemos se houve classificações para todos ou só para os primeiros. Ganhou o suspeito do costume, Celestino Faria, sobejamente conhecido e respeitado por todos pelas imensas provas que já ganhou, com a taça na mão contou-nos que teve de fazer uma direta, saiu do trabalho e veio diretamente participar na prova, o que valoriza ainda mais a sua vitória. Parabens campeão.
E no que respeita aos outros canecos, o 2º classificado, João Benta ciclista do Loutetano levou um; o João Ribeiro, campeão do mundo em canoagem K2 e cabeça de cartaz desta prova, recebeu dois, um pelo terceiro lugar e outro por ser o melhor na terra dele e as três meninas da JUM tambem receberam canecos.
Quanto ao nosso PRO Seara, chegou em 5º e se atendermos à concorrência de luxo, este 5º lugar foi excelente. Parabens dom Tiago. Dos restantes ddr`s vamos arriscar a ordem de chegada do 1º grupo: César, Milo, Bruno, Chico e o recruta Agostinho, depois o grupo que teimou em não perder de vista do principio ao fim, a mula joly porque esta não inspirava confiança e podia a qualquer momento ficar a pastar sozinha e a 3kms do fim a moralizar o Miguel: Filipe, Emilio Santos, Tino, Narciso (jockey da mula) e o Tozé, incansável p`ra frente e p`ra trás, com a sua GOPRO a gravar os melhores momentos da contenda. Passado pouco tempo apareceu o Paulo Fernandes com o seu filhote Bruno, o elemento mais novo da prova.
Foi uma prova divertida, com um traçado engraçado. Só lamentamos não termos podido ficar para o almoço.

E agora venha Ponte de Lima, para a “Descida ao Sarrabulho”. É já no próximo sabado, preparai-vos cambada.

fotos do Emilio Santos e Chico e mais um excelente vídeo do Tozé, parabens.

 

 

Ataque de preguiça!

Afinal há uma explicação para acordar com aquela disposição igual à do Snoopy, lembram-se? O cão filosófico do Charlie Brown, que quando está com os azeites refugia-se em cima da sua casota e por ali fica de papo para ar todo o dia. Ontem dia 7 de Novembro, foi o dia internacional da preguiça, é verdade, dos 365 dias do ano só um é que é designado para não fazer a ponta dum corno e, nós a pensar que pelo menos havia 52, as segundas feiras.
E, o sábado deve ter contagiado o domingo, porque a molenguice foi mais acentuada e atacou em força a capacidade de explorar a arte do “dolce far niente”.
Havia coisas para contar, como por ex: a subida do Seara à Vacaria no sabado; Aquele ddr que o Mota viu em Fão por volta das 11h com uma zirinha do pixe Onda muito cool, a pedalar furiosamente em direcção a Viana do Castelo; O Bruno e o Tozé a tirar selfies pela beira do rio mas, a preguiça é tanta e, como a preguiça é a mãe de todos os vícios e mãe é mãe é preciso respeitá-la, pronto!

O Miguel é um duro!

1.Só se houvesse alguma mudança de planos durante a semana o que, com os dêdêerres é sempre uma possibilidade a ter em conta – na quinta levantou-se a hipótese de tirar o dia d`hoje para partir pedra (e o costado), nos trilhos de S.Luzia ou serra d`Agra para explorar os trilhos descobertos pelo Rui Vinhas e Milo -, é que faltaríamos à palavra dada ao Miguel, que a acontecer, certamente ficaria desapontado com tamanha falta de consideração, tal como nós ficamos com o Mota, esse mafarrico, quando não espera por nós na ponte

2.No Rafas, há hora do costume, a fina flor dos ddr`s iam-se agrupando a conta gotas: primeiro o Seara, depois Narciso, Milo, Emilio Santos, Tino, Agostinho (novo recruta), Paulo Santos, Paulo Fernandes, Futre, Filipe e por ultimo o Marco, todos atletas duros e garbosos, sem parecença alguma como aquela falta de classe a que assistimos passados 500m do arranque e vogamos em bando pelo meio dos zombies pedrados, despojados da noite de halloween, dando-lhes bicadas, arrastando-se pelos parques da discoteca Pacha, enfiados em carros com o galho ferrado ou à espera que os vapores etílicos baixassem de nivel porque a pouca distância a GNR implacável, não lhes dava tréguas.
Depressa deixamos o espectáculo da zombilandia p`ra trás e agora estávamos prontos para roer os montes que se atravessassem no nosso caminho e foram alguns mas… quando entra o Miguel nesta história? Perguntarão os mais atentos que não treinam connosco.
Pois, é inevitavel falarmos do Miguel, um puto de 13 anos, que encontramos no passado domingo, quando deambulávamos por Palmeira de Faro, equipado a rigor, com uma Trek, de travões de calços e o pneu traseiro careca, pediu sem se atemorizar com a cambada se podia acompanhar-nos, claro que sim, respondemos condescendentes ao pequeno ciclista e o Miguel rapidamente se integrou no grupo como mais um elemento, subiu e desceu lesto, dominando na boa a sua bike pesadona pelos trilhos técnicos com relativa facilidade, acompanhando-nos até ao fim sem esmorecimento, ficando prometido na hora da despedida, que hoje nos encontraríamos no mesmo local, em Palmeira.
E hoje assim foi, de poucas falas, juntou-se ao grupo naturalmente e os seus dotes de bettista voltaram a dar nas vistas, andando ora na frente ou no meio, só não deixei que me roubasse a lugar na cauda pelotão. Claro que estas perfomances não se conseguem sem treinos, confessou-nos que treina todos os dias em estrada e montanha, infelizmente sozinho porque não tem ninguém para o acompanhar. O Miguel Maciel é um duro determinado e, pelo que observamos, não temos duvidas que será um futuro campeão, só se não quiser. Grande Miguel e a camisola dos ddr ficava-te muito bem.

3. Os 44kms da meia maratona d`hoje, apesar de algumas descidas e subidas manhosas, pois tivemos de derrubar umas paredezitas para perfazer de acumulado 1003m de altitude, não foi muito mas foi o suficiente para a burra do Futre o ter obrigado a abraçar um pinheiro e um eucalipto de pouca idade; o Seara ter malhado sem se saber os detalhes, porque ninguém viu e não se pode confiar na versão da vitima e a estardalha da Joly essa burra velha rasteirinha e matreira, que ao fim de 440 dias de moleza, pregou-me um coice e mandou-me contra uma pedra camuflada com mato, deixando-me a perna esfarrapada e obrigado ouvir um valente raspanete quando cheguei a casa. Esta bandida tem de ser imputada.

5.No próximo dia 8, vai haver a “Volta ao concelho de Esposende” em btt. São 45kms, a inscrição são 2€ e o grau de dificuldade é médio/alto. Como é ddr`s ? Vamos rodopiar pelo concelho? aqui fica o link: Volta ao concelho em btt

Para além das bikes!

Um daqueles dias acinzentados, típico de Outono, um ddr, quem seria? Montado na sua bike sozinho na praia a sul do esporão, equipado, debruçado sobre o guiador contemplava o mar, não temos duvidas que estava à espera da hora para se juntar ao resto do seita e iniciar mais uma jornada aventurosa, a cavalgar a sua burra por montes e vales quiçá descer desenfreadamente o S.Gonçalo, ou até ao campo de tiro em Antas, ou os trilhos da Sra da Guia, talvez por Gemeses, Feitos, lagoa do Meril, tantos lugares. Como o nosso destino estava a 250kms e já eram 08h30, não nos quedamos para lançar um propério de circunstância a esse ddr contemplativo e, por muitos kms prosseguimos apoderados duma nostalgia profunda, porque era uma daquelas manhãs de domingo em que se pedala saudavelmente amalucado em grupo, com o ar da manhã a bater nas ventas, com alguma fisgada para arreliar o parceiro. Estes pequenos grandes prazeres que temperam o espírito do inconformismo de ficar em casa apáticos, indiferentes se terminamos cobertos de lama e molhados como pintainhos. Os ddr estavam prestes a repetir mais uma aventuras e nós ficavamos de fora com a amargura do saudosismo.
Ao passar em Chaves, as recordações saudosistas voltaram, ao ver o forte de Monforte lá no topo do monte, ao relembrar a nossa participação nos dois dias doidos, na Rota do Presunto e o quanto tinhamos de penar para chegar até lá, ao ponto mais alto do percurso.
244kms depois chegamos ao nosso destino, para cumprir uma promessa sempre adiada de ano para ano de visitar a festa da castanha em Vinhais uma pequena vila transmontana com 3000 habitantes.
Começamos por dar uma voltinha pelo pavilhão multiusos onde estava sedeada a X Rural Castanea mas, como a larica começa a apertar e fazendo jus ao ditado, em Roma sê romano, fomos empanturrar-nos com uma suculenta feijoada à transmontana, num restaurante povoado por pesos pesados de transmontanos de tempra, a debitar decibéis muito acima do que seria desejavel. E, se calhar por termos cara de enfezados o dono, Sr Doutel, um respeitável senhor corado, rijo com 80 anos, meteu-se à conversa connosco e só dali saímos depois de nos contar a sua vidinha toda desde pequenino. Na hora da despedida recomendou-nos que forte, forte é a feira do fumeiro em fevereiro e que não a deveríamos perder por nada. Fica o reparo.
Novamente a caminho do pavilhão, iam passando pelo da rua, carros com bicicletas em suportes traseiros e em cima do capot, com dorsais. Curiosos, abordamos um dos participante que nos informou que se tinha realizado uma prova de btt, o XII Raid btt Tour da Castanha, organizada pelo grupo de btt Vinhais Extreeme, era o 4º ano que participava e era uma das melhores provas das muitas em que participou durante o ano, simplesmente espectacular um bocado dura com mil e tal metros de acumulado, mas pelas paisagens brutais valia a pena, dizia-nos ele de bem com a vida. Hum… p`ro ano talvez…quem sabe se os ddr`s quererão perder dois dias!
Outra vez no pavilhão multiusos, onde toda a gente se concentrava, com muitas arrobas de castanhas espalhadas por diversos stands em sacos de serapilheira e tabuleiros, ou não fosse Vinhais o maior produtor nacional de castanhas que movimenta a soma considerável de 30 milhões de euros anualmente só à custa dos castanheiros, dispostos a ver em pormenor todos os stands com produtos locais mas, sobretudo relacionados com castanhas.
Fora do pavilhão a tenda dos espectáculos ia animando o povo com um competente locutor da radio local a convidar quem tivesse algum dom para a cantoria ou tocar instrumentos musicais ou as duas coisas, para subir ao palco e mostrar os seus dotes, relembrando a cada instante que às 16h00 seria apresentado pela 1ª vez, o concurso dos maiores comilões de castanhas num minuto. Uma senhora subiu ao palco e escolheu para cantar acompanhada por um acordeonista uma moda antiga, seguiu-se um tocador de realejo e depois um de acordeão e outro de trompete e a atuação do único grupo folclórico da freguesia de Grijó do concelho de Bragança com 700 habitantes, este grupo a necessitar um bocadinho mais de treino e de um palco maior, para os seus elementos não se esbarrarem entre todos, como aconteceu a certa altura das suas danças tradicionais mas que a bater com os pés no tablado pede meças até aos sargaceiros d`Apulia.
Ao ar livre o maior assador de castanhas do mundo inscrito no guiness em 2007, orgulho das gentes de Vinhais, tornando-se talvez, dizemos nós, no 2º ex-libris da vila depois do porco bísaro, fazendo questão de sublinhar isso mesmo em letras garrafais por cima do assador, ia de quando em quando fazendo as delicias de centenas de comedores de castanhas que, com cartuxos nas mãos esperavam impacientes pelas castanhas assadas que dois diligentes bombeiros controlavam remexendo-as sem parar, no meio de fumarada intensa, que a fogueira alimentada a carqueja expelia em várias direcções. Quando os bombeiros davam a tarefa destes magustões sucessivos por terminada, o povo tomava de assalto o assador e enchia os cartuxos até ficarem abarrotados, aos encontrões lá conseguimos a muito custo encher pela metade o nosso cartuxo mas a desilusão foi imediata as castanhas ultrapassaram o limiar de assadas e estavam noutro patamar todas queimadas.
Entretanto na outra tenda, o concurso do maior comilão de castanhas num minuto, estava no pico, já ia na segunda vaga de concorrentes, controlados por um distinto juri que incluia o sôr presidente da câmara. Ao fim do tal minuto segui-se a contagem das castanhas sobrantes e foi declarado o maior comilão e vencedor absoluto, um atleta vestido de branco, que meteu na boca 14, porque para comê-las foi preciso mais um quarto de hora, ora se lá estivessem os ddr`s, não teriamos duvidas que seriam sérios candidatos a arrecadar os primeiros lugares, o Chico de certeza que ganhava destacado o primeiro prémio.
A noite aproximava-se, e para matar a releira que sentiamos, umas bifanas de javali em pão regadas a cerveja resolveram a questão antes de visitarmos o ultimo pavilhão, o do castanheiro e ficarmos a conhecer as diversas variedades de castanhas e a origem do local, assim como as melhores e mais saborosas para comer, as de calibre médio Longal e Martainha para assar e as grandes como a Judia para cozer. Depois desta importante visita, saimos do pavilhão com a noite cerrada, prontos para fazer as inevitáveis compras de castanhas e nozes e começar a pensar no regresso.
Não diriamos que foi um dia perfeito, porque não os há, mas foi um bom dia, diferente, descontraído, no meio de gente genuína de transmontanos rijos, moldados pelas intempéries das agrestes serranias, afáveis, mas ai de quem lhes faça o ninho atrás da orelha.

SS & festibike

1.E, se há duas semanas o Chefe foi o único que teve tomates para treinar orgulhosamente só debaixo de chuva, hoje foi a vez dos Elites SS (Seara e Solinho), levantarem os rabinhos da cama e sem se assustarem com a chuva, pudera, depois do banho de água e lama na maratona da Povoa, a chuva de hoje foi uma morrinha para refrescar e, sem receio montaram as alimárias e levaram-nas a pastar até um local, no dizer deles, muito interessante pelas margens do rio Neiva, no fim deixaram o recado para o resto da rafeirada, que é uma voltinha a ser repetida numa próxima oportunidade. É assim mesmo SS`s, hoje mostrastes porque fostes os melhores ddr`s no domingo passado e arranhastes os três do cimo do pódio que ficaram à vossa frente. Grandes durosderoer.

2.Mas não foi só o Seara e Solinho, os únicos que mostraram serviço este fim-de-semana, os ddr`s estiveram presentes no festival bike em Santarem, a maior feira de exposição de bicicletas e acessórios de Portugal, com as ultimas novidades e onde todos os importadores querem estar presentes.

3.Logo à entrada o stand da Bikeservice, chefiado pelo antigo vencedor da volta a Portugal Manuel Zeferino, uma tela gigante chamava a atenção dos visitantes com imagens dos granfondos do Douro e Gerês e com toda a mostra de artigos relacionados com a atividade da Bikeservice, sobressaindo os kits dos granfondos. Foi um prazer trocar dois dedos de conversa com o amigo Zeferino e, entre conversa relacionada com a feitura de maquetes de provas, ficamos a saber que brevemente vamos ter outro grande acontecimento velocipédico de nível internacional, o rascunho já está alinhavado. Não temos duvidas que vai ser mais um êxito com o selo de qualidade da Bikeservice.

4. Fizemos parte dos 90% de curiosos que visitaram o festival, que gostam de ciclismo, que tem afinidades com o desporto em bicicletas ou, simplesmente pela envolvência no bulício da festa.

5. No fim, ficamos com impressão que as novas bikes de estrada apresentadas para os profissionais foram desenhadas para proporcionar um coeficiente aerodinâmico cada vez mais baixo. Neste sentido, entre outras marcas, as bikes de plasma das Scott, S-Works, Trek e KTM, chamavam a atenção e deixava qualquer um a sonhar, o pior eram os preços a rondar os 12.000€. Bom, estamos a falar só das de top, porque na gama média pouco mudou.

6.Como é de tradição todas as marcas esperaram por este festival para apresentaram as suas novidades e no que respeita às bikes de montanha, a tendência de onze mudanças e um só prato do pedaleiro, começa a generalizar-se até em gamas mais baixas e a tendência é para o conforto com suspensões totais e cada vez mais sofisticadas. Os olhos foram inteirinhos para a S-Works Epic FSR29, com o notável peso de 8kg e tal, mas com o preço muito pesado de 11.600€.

7. Quase todas as marcas tinham a sua bike eletrica para comercializar, mas foi a marca Cube a que mais apostou nestas ebikes, com muita gente interessada a saber pormenores e até já se falou em realizar provas só com burras deste calibre.

8.As marcas como a KTM estão também a apostar em força nas fat bikes e ao ver tantos stands com estas bikes de pneus largos, parece que vieram para ficar e é o setor, segundo as estatísticas, que apresenta maior crescimento, como diziam no stand da KTM, isso deve-se ao fato de ser a forma mais simples de locomoção individual em ambientes hostis, indo até só antes se chegava com veículos especiais, como jipes, motos e moto da neve por ex.

9. As bicicletas de roda 26”, passaram definitivamente à história e as 27,5” seguem-lhes o mesmo rasto.

10. Outro setor que tambem nos chamou a atenção, foi o dos suplementos energéticos e ao ver tantos stands ocupados e recheados com milhentas soluções para todos os momento de esforço, dando a entender que ninguém funciona sem estes turbos, para competição ou passeios em família, há para tudo.

11.No vestuário, as empresas do norte dominavam com varias sugestões de ofertas para personalizar equipamentos

No fim gostamos do que vimos, menos dos preços que continuam altos, quem quiser ter um bike razoavel ainda tem de despender umas boas centenas de euros.

Gostamos da festa, do espetaculo que os putos estrangeiros do dirt jumping deram com loopings de 360º e outras cabrioladas. Valeu a pena fazer os 629kms.

 

Os ddr na maratona da P.Varzim

1.Com muita chuva, realizou-se hoje a 9ª maratona da Povoa de Varzim em btt. Os ddr`s participaram com um contingente razoável que se portou à altura dos seus pergaminhos com excelentes resultados nos vários escalões onde os 4ºs lugares foram os que mais prevaleceram: António Solinho e Tiago Seara 4º e 5º em Elites; César Nogueira 38º master A; Paulo Fernandes e Emilio Santos 4º e 30º masters B; Alberto Filipe e Celestino Palmeira (Marco Gonçalves) 4º e 6º master C e, o nosso amigo Eurico Cunha X-par master A, juntou-se à maioria e também ficou em 4º

2.O premio da determinação, se o houvesse, teria de ser entregue ao César Nogueira, que teve de fazer umas quantas horas de avião para estar presente nesta maratona com a qualidade e eficiência a que a bikeservice já nos habituou. Grande César

3.E, se no ano passado o filme da chegada do vencedor deste ano foi este:
«…Pusemo-nos a postos com a máquina fotográfica para registar o momento do triunfo mas, qual o espanto quando chegou outro em primeiro que não o Celestino, este, acabaria por terminar em terceiro na geral, desolado por a dois kms do fim um fio de nylon se ter enrolado no desviador traseiro que lhe fez perder tempo e a vitória mais que certa e merecida na meia maratona…»
Desta vez foi diferente e o Celestino vingou-se do azar de 2014 e do segundinho que o Ruben Nunes lhe roubou nos 5 Cumes e venceu com toda a autoridade e categoria que o define, invertendo-se assim os classificações com o grande Ruben em 2º. Parabens a todos os ddr que mais uma vez dignificaram a camisola e encheram de orgulho os “durosderoer” e em particular ao vencedor Celestino Faria e aos nossos amigos, Eurico Cunha, Luís Neves, Paulo Carreira e ao João Pedro Faria, X-par, com um excelente 6º lugar master B na maratona 72kms. Parabens campeões e Parabens à organização bikeservice

Aqui ficam algumas fotos por ordem de chegada dos ddr (algumas curiosas) dos bastidores depois da meta:

O Chefe

Chefe, um individuo que, entre outros, é o principal, o cabecilha ou que dirige um serviço.
Para dar o exemplo, há hora o chefe estava lá, no local do costume, com o intuito de dirigir um serviço, encabeçar um grupo que supostamente iria reconhecer os mesmos caminhos do ultimo domingo. Sugeriu até esse grupo, começar mais cedo meia hora. E tudo apontava que iria ser mais uma jornada gloriosa igual a tantas outros mas, as intenções ficaram-se pelo sábado à noite e hoje o chefe treinou sozinho, sem medo da chuva e da bufaria do vento, sem temores de não ter recuperado do desgaste da véspera a que ele e todos os faltosos foram sujeitos pelo agora respeitável chefe de família Tozé, este indomável ddr, a quem aproveitamos aqui, para lhe desejar toda a felicidade do mundo mas, que obrigou os ddr`s, aliás muito bem acompanhados com as suas consortes a treino intenso e de qualidade, que só terminou altas horas da madrugada.
E se foi este o motivo e não as ameaças de chuva que hoje deixaram os ddr out off, então estão todos desculpados e foi bem visto deixar o chefe a bolinar sozinho. Afinal estamos a falar do chefe dos duros de roer que mesmo sem ninguém a morder-lhe os calcanhares, tem de dar o exemplo. Grande Filipe.