O Anthony de Vila Cova

O Martinho, o Anthony de Vila Cova, uma freguesia do vizinho concelho de Barcelos, cujo grau de importância na geografia do concelho, quiçá do país, subiu depois da construção de uma ponte. Não temos informação certa, mas a fazer fé na foto publicada no Messenger pelo Anthony, desconfiamos que o mentor e construtor da sólida ponte, que muito irá beneficiará a…passagem das burras? Bom, não interessa, tenha sido o injinheiru Martinho.

O chefe de uma equipa, ou alguém com responsabilidade num grupo de trabalho, desporto ou outra coisa qualquer, quando se esquece de enaltecer as virtudes de alguém que por qualquer motivo sobressai no seio do grupo, não merece um minuto de atenção.

Atentem no pormenor da ponte ao que se supõe construida pelo injinheiru Martinho

Sendo assim, vamos lá falar de dois ddr que se destacaram no ultimo treino. Comecemos pelo Martinho por ser um dos ddr do dia e o mais bonito e também o mais badalado por causa da tal ponte robusta que construiu na sua terra.

O Anthony é na verdade um DURO, domingo mais uma vez demonstrou que desistir é para os fracos. Saiu de casa com a roda da burra em pantanas, confiado no apelo lançado no dia anterior através do Messenger, para que o grupo não o deixasse apeado, o que é sempre um risco com a esta seita e, sem se atemorizar que o maralhal o mandasse p`ro coiso e tivesse de voltar para casa com o rabo entre as pernas, no domingo lá apareceu com a burra sem ar dentro da carrinha e ficou à espera até que, alguém teve pena dele e o desenrascou, não fez como aquele pseudo ddr que uns dias antes desistiu por ter o pneu furado.

E o Anthony continuou a dar uma lição de fair play, durante os 120 kms de treino, nunca esmoreceu nem sucumbiu às bocas quando lhe chamavam lesma e outros epítetos do género, tudo encaixava na boa, chegando mesmo a dar moral ao chefe – com algumas dificuldades de saúde -, para…. apanhar um táxi!. Tambem não era preciso exagerar.

O Martinho é assim com um  fair play do tamanho do mundo e demonstrou mais uma vez que não é por causa de uma avaria e a falta de uma caixa toráxica cavalar, para ser um grande DURO. Grande injinheiru, grande Martinho.

O outro ddr do dia, foi o chefe Filipe que apesar de debilitado fisicamente e com falta de rodagem, aguentou 106km e com AVG a ultrapassar os 29km.

Foi um treininho engraçado, para desempoeirar para os 270km até Fatima daqui a quinze dias e para os Granfondistas que vão participar no próximo domingo na Régua no Douro granfondo.

Domingo há mais, até lá cuidem-se!!!

Que ambiente….

1.De modo geral, todos nós temos consciência da importância da preservação do meio ambiente, mas na pratica, frequentemente essa consciência esvai-se num instante. Preocupa-nos a quantidade monstruosa das toneladas de dioxido de carbono emitida pelos grandes incendios, mas somos capazes por ex: de andar meia dúzia de metros de carro para irmos tomar café, ou fazer outra coisa qualquer, quando poderíamos faze-lo a pé ou de bicicleta, seria mais saudável e contribuiriamos para diminuir o impacto ambiental. Parece pouco e infantil mas, se multiplicarmos este gesto por milhões, muita poluição se evitaria de enviar para a atmosfera.

Como praticantes de desporto amigo do ambiente e puxando a brasa à nossa sardinha, quer-nos parecer que quem pratica desporto, sem ser motorizado, tem a consciência mais desperta para as boas praticas do meio ambiente.

No caso concreto dos ddr, que desde há muitos anos se prazenteiam a cavalgar desenfreadamente com a bike pelo meio de bosques, matas, montes, serras. Onde nos divertimos amiúde a reconquistar locais desativados cobertos de vegetação outrora acessíveis por bike, a desbravar trilhos fechados invadidos por silvas que muitas vezes nos custam uns belos arranhões.

E que bem nos sabe renovar o ar dos pulmões do esforço d`uma subida, com o odor perfumado das arvores, pinheiros, eucaliptais, salgueirais das margens dos ribeiros e rios.

Que paz do espirito nos invade, quando pedalamos pelo meio dos vales cobertos por flores campestres, sobretudo nesta altura do ano.

Que bem nos sabe tonificar o corpo sofrido e suado, das tormentas dum treino, com um mergulho, seja em “Perelhalvixlandia”, Meril, Azenhas do Minante, rodeados de vegetação como ainda domingo o fizemos nas águas calmas do rio Neiva em Antas.

Enfim fazemos aquilo que gostamos respeitando sempre o ambiente que nos rodeia.

2.Foi pois com enorme tristeza, que no nosso treino de domingo, vimos as marcas de mais uma machadada no meio ambiente. Pedalamos por entre matas queimadas, devastadas pelo incendio que destruiu tudo à sua passagem, com um cheiro intenso a queimado do ar poluído pelo fumo que saía dos muitos focos do solo enegrecido pelas cinzas, só os pinheiros ressequidos pelas chamas permaneciam de pé num cenário dantesco, à espera do golpe misericordioso para os derrubar.

Que raiva, que frustração, por ver tudo dizimado, onde tantas e tantas tantas vezes foi o local escolhido para os nossos devaneios treinantes.

Não sabemos se há culpados nesta e noutras calamidades originadas pelos incendios que todos os anos flagela o país, mas dá que pensar quando um incendio começa com três frentes, dá que pensar que quanto mais meios há para os combater, sobe o numero de incêndios.

Fotos de domingo e o inicio da época mergulhante dos ddr, desta vez no rio Neiva, na azenha do Minante.

O efeito Armando?

Primeiro passou o Agostinho, o do Xiringuito, equipado à ddr, o tal que aqui há uns tempos apanhou uma coça – no dizer dele – no celebre treino de 9dezpp, em que tivemos de picar o ponto mais cedo para o Martinho honrar o compromisso feito antes de sair de casa, de que só voltaria com um frango assado p´ro almoço.

O Agostinho vindo da marginal de Esposende, pedalava em direção à rotunda da Solidal, com meneios de cabeça agitados, como se procurasse algo, por ex: alguma ave rara. Nem uma buzinadela serviu para lhe despertar a atenção e lá continuou com olhar de Lince em direção a Apulia city.

Mais à frente, demos de caras com dois X-pars, Simão(zinho) e Alexandre, acabados de deixar o cruzamento da EN13, pedalando a par em direção à marginal e, pelos trejeitos no olhar, parecidos com os do Agostinho, ficamos com a ideia que farejavam qualquer coisa, mas o quê?

Desta vez não tivemos tempo de buzinar, continuamos atentos a ver se encontrariamos mais aves conhecidas no meio dos muitos bandos que aquela hora próxima do meio-dia pululavam pela estrada depois de terem terminado as manobras montanhesas e pixeiras.

E encontramos, no sentido oposto ao nosso, em Belinho encontramos dois garbosos ddr: O Martinho na frente e o Solinho (Soares) atrás, pedalavam furiosamente.

Compenetrados a fazer rolar o pedaleiro, nem corresponderam à buzinadela amiga da saudação, só tinham olhinhos p`ro pixe e… para o horizonte.

Intrigados por ver ddr às pinguinhas, provavelmente ainda haveria mais por outras bandas, não acreditamos que os ddr deste domingo se resumissem a estes  três mas, interrogamo-nos, porque carga d`agua pedalavam em grupos dispersos e olhares esquisitos?

Será que o pombo Armando, o formula 1 dos pombo-correio, fugiu da China e não nos apercebemos da noticia e agora estavam atentos a ver se lhes saiam o euromilhões, isto é, a ver se encontravam o Lewis Hamilton dos pombos-correio? É que o Armando vale 1,25 milhões de euros, ou então estavam a tentar imitar o Armando, pelo menos o Martinho, pelo jeito furioso com que pedalava e puxava o Soares.

Apúlia, 24 março 2019

 

Pela Rota do Fumeiro

Os 37km do traçado idealizado pelos “PedalarVieira”, para a Rota do Fumeiro e por onde os oito ddr se digladiaram toda a manhã do domingo gordo, maioritariamente pela serra da Cabreira e trilhos do Javali, não foram suficientes para os defumarem, pese embora ter havido muitas ocasiões (só um ddr é que amealhou 5 pontos), o certo é que conseguiram sair da contenda ilesos e vivinhos da silva.

Como sempre, fomos dos últimos a chegar ao local da partida, mesmo assim, ainda tivemos tempo para cumprimentar os nossos amigos Nuno Gonçalves da recém-criada equipa “Team Optical+”, que prometem fazer furor em todas as provas e dos nossos velhos amigos “Gilmonde btt”.

Dos 720 participantes, segundo a organização, o recorde de todas as edições, faziam parte os ddr:  Francisco Ferreira, Emílio Hipólito, Narciso Ribeiro, Bruno Monte, António Maia, Martinho Anthony, Miguel Dias e Nelson Dias, um grupo de duros que depois da partida e enquanto era feita a volta de cortesia em redor da vila, enquanto pedalavam conversavam de tudo, das agruras da vida, da pouca vergonha de ficarmos arredados do pódio quase certo por não haver classificações para  os gajos mais bem vestidos, da psicose dos cães a ladrarem às  pessoas em vez de miarem, do Martinho…de repente ficamos sem assunto, a escalada à serra começara. A brincadeira ia começar e começou bem para um ddr, ainda com o aquecimento por terminar. Devido a uma data de circunstãncias alheias e chatas, o grupo  partiu-se em dois.

Quatro ddr comandados pelo Chico com o Miguel a morder-lhe os calcanhares, foram à vida, piraram-se e nunca mais foram vistos, esqueceram-se que não havia classificações, os outro quatro ficaram a ajudar à porrada num tronco que teimava em não sair entre o pedaleiro e o desviador da bike de um ddr e pouco depois de retomar a subida e entrar nos trilhos, ficaram engarrafados nos fantásticos single tracks da serra da Cabreira, e como não tinham hipótese de progredir e estavam bem dispostos, entretiveram-se a mandar vir com os sem vergonha que descaradamente atalhavam caminho e plantavam-se à frente de quem estava parado, sem ninguém perceber qual era a deles.

De facto, os trilhos eram fantásticos, exigiam técnica e sobretudo concentração redobrada porque ao mínimo descuido…mama mia um gajo fodia-se todo por ali abaixo, com paisagens deslumbrantes, nunca participamos numa prova com tantos kms de single tracks e nem os constantes engarrafamentos com as inevitaveis paragens esmoreceram o gozo da liberdade de pedalar pelos carreiros  apertados por entre arvores e pontes improvisadas de madeira por cima de riachos e nunca 37km demorarm tanto tempo a fazer, quase 3h, sem contar o tempo parado.

Um dia bem divertido, uma prova de btt puro, sem o stress dos tempos para atrapalhar.

Parabens “PedalarVieira”

Os oito duros terminaram o convivio à roda da mesa com o almoço.

NT: os agradecimentos ao Domingos Ladislau, por prontamente auxiliar um ddr a desencravar o pau que se alojara no pedaleiro da bike, mais tarde soubemos que era o convidado da organização e é atualmente…o campeão da europa e do mundo das 24h de resistencia em btt https://www.facebook.com/domingos.ladislau se calhar foi por isso que o pau resistiu tanto tempo a sair, eh, eh

Fotos já publicadas dos 8 ddr:

Abraçados aos pinheiros

No inicio eramos 9, dispostos a materializar no terreno a parte II do desenho pré estabelecido da maratona Luso Galaico.

Logo a começar, por força maior sofremos uma baixa, um ddr teve de dar a volta ao cavalo e regressar ladino ao ponto de partida e, em consequência o único aparelhometro GPS existente acompanhou-o, ficando assim o resto do maralhal à nora, privado das setinhas da pantalha para ter a certeza do rumo.

Sem as utilitárias coordenadas satélicas, prosseguimos a navegar por intuição, a farejar o terreno por onde irá passar a mítica maratona do “Encontro Luso Galaico”, uma das provas de btt mais antiga, senão a única do género mais antiga do país a acontecer nos dias 13 e 14 de abril.

Concentrados no “deve ser por aqui”, ou “talvez não”, lá íamos atinando com o caminho até que, coincidencia do destino, ou talvez não, voltamos a ter sinal de GPS, encontramos um ddr tresmalhado do grupo munido de um cata coordenadas com setinhas e tudo, igualzinho ao que tinha voltado para trás com o Tozé 2km antes.

Com as setinhas a comandar, a coisa tornou-se mais facil, com a certeza do “é por aqui” garantida, íamos no terreno desmistificando o desenho, descobrindo bons single traks, estradões qb por meio das florestas, riachos e rios, eucaliptais, marcos geodésicos, arvores a atravancar o caminho, carreiros há muito tempo sem uso, descidas e subidas a exigir alguma técnica e mais estradões muitos estradões para assapar de prego ao fundo. Em suma, um regalo para os betetistas que se prezem.

Sem duvida, vai ser uma maratona do caraças para quem tiver a sorte de participar, bem divertida, palavra de ddr, nós provamos isso mesmo quando numa boa descida de dificuldade média dois ddr andaram às turras até se abraçarem aos pinheiros, embora depois o VAR, mostrasse que o culpado (há sempre um culpado), foi o gajo da frente, o tal dono das setinhas que andou estraviado, fez uma paradinha de propósito.

No final, o veredito foi unanime: o traçado é espetacular, de 5 estrelas, tem todos os ingredientes para proporcionar um belo dia aos amantes de btt pelo concelho de Esposende, fazendo jus ao slogan “O Luso Galico é um previlégio da natureza”.

2.No domingo o Cunha e Alexandre foram para a Rota dos Moinhos, no final ficaram em 70º e 256º na geral (19º e 103ª nas respetivas classes B e A), se considerarmos o universo dos 759 classificados que chegaram ao fim, não foi nada mau.

3.Daqui a 3 dias, domingo gordo, nove ddr vão estar presente na Rota do Fumeiro em Vieira do Minho, vamos lá ver se a serra da Cabreira não os deixam muito defumados. Até lá, divirtam-se

 

De cambalhota em Cambalhota

Virada a página de 2018, em janeiro começou mais um campeonato, para apurar o campeão do prestigiado trofeu CAMBALHOTA DURA DE ROER.

Os participantes têm até finais de dezembro para demonstrar as suas habilidades malhantes.

Pela amostra de hoje, com três capotanços e algumas ameaças, deixa prever que este ano a competição promete ser mais renhida que a do ano passado, nota-se que o pessoal quando pedala por terreno a jeito, fica com mais predisposição para mostrar as suas capacidades rebolantes e consequentemente serem premiados com uma boa pontuação para no final do ano fazerem boa figura na classificação e quiça ganhar o trofeu.

Hoje, enquanto andávamos às voltas como um cão a tentar agarrar a cauda, à procura do melhor perfil para a realização de uma das mais antigas e prestigiosas provas nacionais de btt, o Luso Galaico, um pseudo ddr, farto de dar tantas voltas, mandou rebolar a burra por uma encosta abaixo, ficando ele de pé a fazer um esforço titânico para não cair. Este gesto só lhe valeu um 1,5 ponto mas, como não há meios pontos foi arredondado para 2 pontos. Se tivesse mais experiência teria rebolado juntamente com a burra e quem sabe, conseguir a pontuação máxima (10 pontos) e, talvez fazer game over.

Em S. Lourenço, a musica foi outra, com terreno propicio o campeão da cambalhota de 2018, não deixou os créditos para mais ninguém e demonstrou que é um sério candidato a renovar o titulo em 2019, em vez de mandar rebolar a bike como o outro, rebolou ele mesmo pela encosta e deixou a burra em paz, é certo que contou com a colaboração de um pinheirito fraco meio ressequido mas, não interessa, com ou sem batota faturou 5 pontos e, o mais importante: é líder do campeonato.

Mas antes do novo líder, houve outro ddr, mula batida, que também faturou 3 pontos mas, este ddr não foi de modas do: ora agora vai a burra, ora agora vais tu e, agarradinho ao cachaço da alimaria traçou o seu destino até ao fim, isto é, até ao malhanço final. Infelizmente só lhe valeu 3 pontos.

Foi uma manhã rolante? Lá isso foi, não encontramos o tal perfil para o LG mas, encontramos boa diversão, que o diga o 46 o nosso downhilleiro Rui.

Vamos lá a ver se este nível competitivo se mantem, o que é preciso é um bom piso como o de hoje e arriscar, pois lá diz o ditado: quem não arrisca…não pontua.

A gala e o galo dos duros de roer

1.Ontem, foi notícia no NOTICIAS magazine: Griffin, o cão que teve direito a um diploma”, e depois? Nós ddr, tivemos dois atletas, que também tiveram direito a diplomas e não foram noticia, o jornalista se quisesse ser imparcial e patriota daria a noticia assim: “um cão na america e dois ddr em Portugal, tiveram direito a diplomas” Teriam os três o mesmo tratamento, pois nem o cão é mais do que os dois ddr, nem os dois ddr são mais do que o Grifinn.

2.Mas, já que não foi noticia, nem sequer o jornal da paróquia se dignou publicar uma linha sobre o relevante jantar de gala de fim d`ano do grupo ddr, acontecimento que teve lugar no passado dia 28, onde além das epifanias de riso do Martinho, se destaca os momentos altos da gala: a entrega de diplomas a dois, agora ddr, Carlos Ribeiro e António Soares, depois de penarem durante aprox dois anos, receberam finalmente o tão almejado diploma Duro De Roer, das mãos do chefe, e, a outro ddr Narciso Ribeiro, foi entregue também pelo chefe, o prestigiante prémio: O Cristiano Ronaldo da cambalhota 2018, eleito por unanimidade perantes os 23 membros do reino presentes no salão de festas duma unidade hoteleira com nome de animal com uma bossa, no entanto há fortes suspeitas que o Messi de braço partido ao peito, que já  contava com o ovo do dito cujo, só não foi eleito campeão da cambalhota 2018, devido a um complô da seita  influenciada por fake news.

2.Bom, mas hoje estamos aqui, não para falar dos 11 durões, nem da coça que o Carlos Figueiredo levou no ultimo treino do ano, nem daquele ddr com o diploma ainda a cheirar a tinta, que andou toda a manhã perdido só parando no topo do marco geodesico de (?), mas sim para transcrever a mensagem de fim d`ano do chefe, para quem não esteve presente na gala.

 

Carissimos duros de roer,

 Como habitualmente vou proferir algumas palavras de circunstancia e reforçar o que sempre tenho dito neste encontro ajantarado de fim d`ano.

Como habitual, saudo a presença dos nossos ddr emigrantes presentes neste jantar: Alberto Ribeiro, Carlos Figueiredo, que nos visitaram várias vezes ao longo do ano, assim como tentar repescar o antigo ddr Helder Santos, não esquecendo de enviar uma saudação especial para o nosso “sindicalista” ddr João da Silva que, lá longe continua atento a todas as manobras do reino e agradecer também a presença da ilustre e campeonissima Tãnia Serra, que nos deram a honra da sua presença.

Pois é amigos, fazendo a restrospetiva do que foi este ano p`ra nós duros de roer, foi mais um ano que passou a correr, foi mais um ano em que vivemos as nossas aventuras com o mesmo entusiasmo de sempre, continuamos irreverentes e obstinados, estamos mais refinados, dantes todos nós chegávamos ao fim do ano com a caderneta cheia de medalhas espalhadas desde o cabelo até à micose dos dedos dos pés se bem que algumas medalhas tinham pouca qualidade, agora os capotanços tem sido poucos mas de muita boa qualidade e os treinos de quinta feira passaram a ser de escacha pessegueiro até partir, com muita gente a ganir atrás dos estupores que todos nós sabemos quem são.

Em grupo ou a sós, participamos em várias provas de montanha e estrada, em aventuras ao longo do ano quase todas bem-sucedidas e digo quase porque houve uns ddr que a descer esqueceram-se de abrir o para-quedas e aterraram de focinhos nas pedras e no mato.

Tambem é verdade que passamos por algumas vergonhas, e estou a lembrar-me daquele ddr que em plena prova de orientação, deixou fugir as setas do GPS, e de outro que renegou a pátria, quando no estrangeiro se identificou como “sono italiano de milano” mas, apesar destas vergonhices, vamos continuar a divertimo-nos, o nosso grande objetivo, pois é isso que sabemos fazer melhor com o orgulho em mostrar ao mundo que somos duros de roer em qualquer circunstancia.

P´ra 2019, como é do conhecimento de todos, temos agendado novas aventuras que esperamos se concretizem, pois como disse um filosofo “Grandes realizações são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos”

O ddr Bruno Monte, o nosso elemento mais habilitado em cartografia, já se disponibilizou para estudar o perfil do traçado e o local.

De resto vamos continuar a andar por aí e, como temos dito muitas vezes: “quem não domina a vida a sorrir, nunca conseguirá dominá-la”.

Para terminar, congratulemo-nos por mais uma entrega de diplomas a dois novos elementos agora ddr: António Soares e Carlos Ribeiro, que demonstraram ao longo de dois anos que tem o feeling, pancada e o ADN da seita.

Terminemos com um brinde aos novos elementos ddr e a todos nós.

Boas entradas e bom ano 2019

O Chefe

Filipe Torres

Algumas fotos da gala dos ddr de 28dez2018

 

Rafeirices de fim d`ano

Foi em modo slow, a ressacar do overtraining  de provas e treinos intensos… para alguns que começamos o dia e começamos muito bem, com o nosso amigo alemão Berto, o downhilleiro Rui 46, que está ai p`ras curvas com a pancada em alta mas, nota-se que ainda está um pouco desarrumada e a nossa mui sempre bem vinda Tãnia Serra, o que é sempre um prazer te-la a pedalar na nossa companhia. Portanto foi um grupo jeitoso de dez elementos que andaram por aí a chapinhar na água e lama à roda de Esposende, até sairem da sua órbita e desaguaram na lagoa do Meril, onde aconteceu o epicentro da manhã, com os artistas do costume, comandados pelo chefe este sim em grande forma e, nem as feridas infligidas às burras dos artista que participaram na escalada à pobre árvore da cascata – para transmitir ao mundo que um dia sem riso é um dia perdido – e que, com furos e raios partidos, foram impedimento para uma manhã divertida.

Fica aqui o video da rafeirada no Meril.

Bom Natal!

 

 

O teste

Os verdadeiros DUROS, estiveram em ação toda a manhã e, se ao fim de cinco kms da partida, começaram às voltas com a bike em cima de um coreto de bandas de música e depois com o ensejo de dar um pontapé na gaiola XL cheia de pássaros, por estes à nossa passagem gozarem connosco em alta chilraria só porque pareciamos gatos pingados da água da chuva – houve dois ddr mais radicais que os ameaçaram que lhes torciam o pescoço e os fritavam num tacho cheio de óleo ou lhes abriam a porta da gaiola para substituírem os pratos no tiro ao alvo -, acabaram a manhã com a barriguinha cheia de subidas, de tangerinas e não só mas, já explicamos porquê.

Há quem gaste uma pipa de massa, só para tirar umas gramas para a burra pesar menos e andar mais depressa, okay! é lá com essa gente, os vendedores de peças das bikestores agradecem, no entanto quisemos fazer um teste para ver se valia mesmo a pena tal investimento a canibalizar a burra p`ra ficar mais leve e, vai daí, fizemos o contrário, carregamos as burras com mais peso, primeiro enchemos o bandulho com tangerinas oferecidas por uma tangerineira amiga e depois os alforges de trás das camisolas, com alguns maracujás à mistura – com pedras não dava muito jeito, porque estavam molhadas -, um ddr mais afoito com tiques de grandeza, não contente com o carregamento das pequenas clementinas, continuou a carregar os alforges com laranjas porque eram maiores, só parou quando ficou inchado como o insuflável Pai Natal dos saudosos passeios de Natal dos ddr.

Resultado do teste: só o ddr que carregou tambem laranjas, gemeu um pouco numa subida com uma mangueira enorme mas, em contra partida era compensado pelo inchaço, quando a burra embalva nas descidas, embora no terreno plano a alimária continuasse a morrer um pouco.

Conclusão, aos que gostam de leveza, deixem-se disso, deixem as burras como nasceram, parem de tuningalas, do teste só temos um reparo a fazer: os bolsos das camisolas e casacos deviam ser maiores por causa dos inchaços.

A irrequieta ação do treino da manhã terminou com muita bufaria do mar, com as pazes feitas com os passarinhos porque estamos no Natal, só os punhos dos guiadores das burras é que se queixaram dos esfarrapanços, muito por graça e obra do chefe que nos entalou na viela e ainda se ficou a rir.

Os cinco DURAZIOS do dia:

Um treino a descoberto e sem censura!

Dos cinco que no sábado foram fazer estrada, só o Nelson compareceu no domingo, no Rafas, p`ra contar a sua desgraça com a novinha zirinha de estrada e da cansativa subida pela Facha e avisar que…

– Dos de ontem, um está a trabalhar, outro disse que não vinha, os outros dois não sei…

– Estão cansados? Francamente, não acredito…

– É, É, foram 110kms e tivemos que gramar o monte da Facha que parecia nunca mais ter fim; logo nos primeiros kms gastei duas camâras-de-ar, para reforçar o pneu rebentado (???).

– Boa Nelson, estás no bom caminho para seres um duro a sério, a puta da recruta é assim, é fodida…

– Bom vamos embora, quem está, está, quem não está qsf, vamos embora;

– Espera, falta o Milo ele estava equipado quando passei à porta dele.

– Hum, não estás a fazer confusão Solinho? Já passaram 15 minutos…não estás a confundir o equipamento com o pijama? Ou então enganou-se e foi fazer estrada, pensando que era sábado…

– E se fossemos fazer umas subidas p`ro monte de S.Lourenço?

– Não, Martinho vamos p`ra outras paragens, vamos para Sul-Este!

– Eh pá, já não ando há 8 meses e na terça feira levei uma coça com o Pinho, tenham pena de mim…

– Tá bem, Agostinho, tá bem, vamos embora!

– (…)

– Aiii, estamos no território dos Lelos, aiii!!!

Ao Deus dará, por caminhos do caralho, cheios de lama e água, passamos próximo do acampamento dos ciganos e do “Aqueduto” em Laundos e por Terroso e Rio Mau, guiados ao longe pelo monte de S.Félix, qual farol a servir de guia aos navegantes, foi para ai, para o ponto mais alto de Laundos que pedalamos, pois tínhamo-la fisgada desde o inicio: desempoeirar de vez o Agostinho…

– Pqp, que subida, custou, mas não desmontei…o quê? Trinta por cento de inclinação? E eu há tanto tempo sem andar consegui faze-la …

– Estás um home, Agostinho!

– Se não fosse a roda de tràs polissar, eu também a tinha feito!

– Eu desmontei, porque a roda da frente levantava.

(…)

– Hora da banana!…que vistaça daqui da capela de S.Félix!

– (….)

– Hei, não desça pelas escadas…

Quando o gajo que está a escrever isto, ouviu o homem que tinha estado de plantão às escadas e de olho em nós desde que chegamos ao S.Felix, o aviso chegou tarde de mais, pois o gajo já ia todo lançado pelas escadas e depois o Solinho trouxe o recado de volta…

– Olha que o homem ficou todo lixado por teres descido, avisou-nos que não quer que desçamos as escadas com as bikes,  porque podemos partir as pontas das escadas…

– Partir a ponta das escadas, com a bike??? Podemos é partir a ponta da  cornadura, agora as escadas…ou então as escadas são feitas de gesso, o que não parece ser o caso…

– (…)

– Este trilho donwhilleiro é um espetáculo!

– Viste o gás com que os dois donwhilleiros desceram? E, olha agora p`ros gajos a subir, parecem flechas, mas…ora porra, as bikes são elétricas, assim também eu…

– Este trilho é mesmo um espetáculo…

– Pois é Martinho, pois é, nós só queremos é dureza e partir capacetes!

– Olha que eu já não ando há muito tempo! Ai que se eu andasse…

E a dureza continuou, sem partir capacetes e por Rates, Paradela, Courel e depois o trilho das raízes que a subir nos levaram até Pedra Furada e depois à igreja de Vilar de Figos onde os paroquianos estavam no adro a beber vinho do Porto antes da missa, ou seria depois?

– Onde estamos? Cristelo? Não, Nelson estamos em Milhazes e vamos em direção à Franqueira para subir o monte!

– Mais subidas? Não vou, já chega de coça, é que eu há muito tempo que não ando, se quiserem ide vós, porque eu não vou…

– Olha que eu tenho que estar em Apulia ao meio dia, porque tenho que comprar um frango assado p`ro almoço…

– Mas, estamos tão perto da Franqueira…

E foi assim, por falta de quórum para mais subidas, que abruptamente terminamos o envolvente e excitante treino e ficamos a uns míseros 800m do cimo do monte, tudo para chegarmos a tempo ao frango assado p´ro almoço do Martinho.                                                                                                                                                                                       A um quarto p`ro meio dia, viramos a agulha para Faria e Cristelo em alto speed, com o Agostinho a protestar mais uma vez, que não andava há muitos meses.

Em Apulia city, em plena recuperação dos 45km, sentados na esplanada do Controverso – o frango do Martinho que esperasse -, o Seara também quis participar com a sua recuperação da asa esquerda partida e o César também participou, mas nem se deu ao trabalho de recuperar dos 120kms e quando lhe perguntamos se andou pelo Facha “Não sei se passei por lá, não me recordo, lembro-me do Freixo, isso sim”. Ingrato, ainda goza com o pagode!

E foi assim que finalmente, o Martinho entrou em modo frango assado e cada um foi para seu lado!

Foi mais um treino, diferente do de domingo passado e diferente de tantos outros, cada um com as suas peculiaridades mas, sempre com o espírito do reino dêdêrriano em alta!