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FÁTIMA 2011

Fátima 2011

por: Narciso Ribeiro

Sábado, dia 7 Maio  Para ler em pdf clica aqui->Fátima 2011 com fotos

Com o tempo incerto a prometer “molho” para mais tarde; com 16 elementos na linha de partida; com bikes «à la carte» -, de estrada, de montanha com pneus fininhos, médios e largos, este ano completamente alheios à polémica pneumática do ano passado, cada um usou e calçou a burra como bem entendeu; perante alguns familiares e a presença do director do novo quinzenário “Notícias de Esposende”, que gentilmente registou o inicio desta aventura dos Duros De roer,

Foi este o cenário, quando às 06h20 arrancamos, para a 10ª aventura Apúlia- Fátima em bicicleta, à boa maneira dos DDR`s, isto é: com uma organização quanto baste, mas sempre a bater certo no fim e na expectativa do que iria acontecer durante a viagem, pois se não fosse assim, então não seria à maneira dos DDR

 Na nossa ilharga ia a carrinha de apoio, mais uma vez conduzida pelo prestimoso Caria, que se disponibilizou para nos ajudar neste périplo

Na estação de serviço Azória entrou mais um rafeiro do pedal: o Milo e em Criaz entrou o último passageiro, el rei D.João com a sua Pinarello de guiador ao contrário ficando assim completo o grupo dos 18 que iriam pedalar ao longo de 280kms por estradas “dos pixe” durante dois dias,

Além dos nossos amigos habitués nestas andanças de idas a Fátima que nos tem acompanhado ao longo dos anos, como é caso do Raul Abreu, e mais recentemente do João Zão e do Leandro, desta vez também fizeram parte da rafeirada três ilustres X-pares: o João Rei; o Eurico Cunha e o Celestino Dimas

Com dois reis no grupo -, el rei D.João o “Xispar” e el rei D.Futre o “Duro”, lá íamos pedalando com a moral em níveis ainda pouco satisfatórios, porque isto de um gajo ter de levantar o rabinho da cama às cinco, não teve piada nenhuma – com o chefe Filipe no comando a impor um ritmo acelarado p`ró pessoal acordar definitivamente, ordenou às tropas para pedalar aos pares, e, não é que toda a cambada acatou a ordem?…por enquanto

Depois da paragem em Vila do Conde para o café, já próximos do Porto com a chuva a cair no pêlo há alguns minutos, o Celestino Dimas inaugurou o primeiro dos oito furos que nos iriam chatear durante a trip

Porto, Gaia, ciclovia da Afurada junto à costa, o vento não nos dava descanso a fustigar as nossas fuças, uma constante até à Figueira da Foz  -, ao contrário dos outros anos, desta vez teve de ser, paramos  para tirar o retrato ao Futre em frente da «maison» de adepto lagarto, pintada de verde e branco com uma bonecada escultória futebolística  da mesma cor,  plantada no jardim, em homenagem ao reino do Leão de Alvalade, de cujo o Futre é um fã clubístico

Espinho, 2º furo, o João Rei foi o contemplado desta vez, começava aqui a guerra furante dos reis

10h20, paragem p`ró reforço alimentar no local do costume – a lota do peixe do campo da feira de Espinho -, demoramos mais do que seria desejável, num bar próximo, o Nélson dirigiu-se para aquele espaço exíguo com um menino desenhado na porta de pilinha de fora a arrebitar e trancou-se lá dentro, para tentar resolver um problema peristáltico que teimava em não funcionar – contou depois -, como a coisa estava demorada, cogitavamos se estaria a dormir ou a fazer tricot, ou outra coisa que não fosse próprio desse cubículo, ao menos deu para tomar café nas calmas e ver umas montras das redondezas enquanto o nosso ddr se esforçava

Nada feito!!! tivemos de prosseguir sem o Nelson resolver o problema

– Ovar, depois pela marginal da ria de Aveiro em direcção à Torreira e S.Jacinto sempre com o vento a “bufar” forte, como não tínhamos nada para fazer enquanto pedalávamos, aproveitamos o bom tempo para pôr a conversa em dia com o parceiro do lado divagando sobre a situação calamitosa e desumana como o Snr Marmelada apanha os grilos à pazada, correndo sérios riscos com essa técnica, de cortar a cabeça a algum grilo que tenha o azar de ficar no limite da pá ou deixa-lo coxo para o resto da vida

Foi uma conversa muito edificante e com música de fundo da barriguinha a protestar cheia de larica.

Chegamos a S.Jacinto às 13h10, tínhamos uma hora para arranjar acampamento para o almoço e enfardar o presigo e o líquidos de diversas cores das malinhas, malas e malonas  térmicas e quejandos, até apanhar o ferry-boat das 14h10.

Foi lindo ver os 19 ciganos acampados com roullote e tudo só faltou mesmo a música dos Gipsy-king para tudo ser ainda mais perfeito -, não deixamos mal vista a raça, não senhor

Cumprimos à risca o horário para apanhar o ferry para o Forte da Barra, mas tivemos que adiar a toma do café para mais tarde, só possível uma hora depois na Costa Nova, onde repimpadamente sentados numa esplanada tomamos a ansiada dose de cafeína na companhia de men e gajas a enrolar charros e depois toda a gente se aproveitou do nosso rei o “Duro”, que mandou vir um calicezinho de bagaço só para desinfetar a boca e quando chegava o copinho do dito, era de imediato assaltado pelos seus súbditos, que lhe rapinavam o produto destilado com a desculpa do cheirinho e ficava o copo vazio sem o rei cheirar, a cena foi-se repetindo e só uns quantos copinhos depois é que a àgua de fogo chegou às beiças do rei

Pedalamos a bom ritmo, em direcção a Vagos e depois até à Praia de Mira, aqui chegados, metemos pela ciclovia da mata e ao fim de uns 3kms saímos da ciclo e continuamos por um caminho municipal, e, a surpresa da viagem, que o nosso grande chefe Filipe nos tinha reservado: a visita a uma propriedade de um seu amigo, situada a uns 4kms da lagoa de Mira em Casal de São Tomé – Calvelas (já agora, se alguém estiver interessado, as coordenadas geográficas são: 40º24´35,78´´N;8º 44´43,54´´W )

”Um paraíso”, assim definimos o local após transpormos a porta de entrada da bela propriedade com um lago e uns quantos núcleos de alvenaria com moinhos de rodízio, fomos recebidos pelo Snr Carlos Miranda, o dono actual desta propriedade recentemente recuperada das ruínas – qual Fénix renascida -,em que se encontrava, mantendo a traça original mas adaptada aos tempos actuais, tudo recuperado com muito bom gosto.

Com quatro moinhos de rodizío a funcionar regularmente sob a supervisão e reconstruídos pelo moleiro Snr Manuel Fresco ou Manuel “Reco, foi um regalo para todos nós ouvir as suas explicações entusiasmadas como tudo funcionava, um bem haja do bando dos 19, para o Ti Manel Fresco

O Snr Carlos Miranda, pôs-nos à vontade para andarmos por ali, mas desconfio que se arrependeu de imediato quando começamos a “avacalhar”

O que se passou depois, o melhor mesmo e mais elucidativo são as fotos, mas aquela navegação no lago com o INÕ, ficará na memória, com os seus tripulantes equipados com capacete, luvas e sapatos de ciclista, a embarcação  cheia de água e o comandante Futre e também rei, às tantas em sérias dificuldades para atinar com o rumo do cais, fazendo relembrar aqueles ddr`s desnorteados quando foram p`ró monte e às voltas desaguaram em Vila de Punhe, também às voltas andávamos nós no meio do lago, pondo em risco de vida o INÕ com o nível da água a aumentar e a dos telemóveis que não sabiam nadar, ao fim de umas quantas investidas com a cambada em terra a dificultar ainda as mais as difíceis manobras de atracação, lá chegamos a terra firme graças à perícia do grande comandante e também rei, Dom Futre o “Duro”, ou pela proeza o “Pirata de Calvelas”

Continuamos a avacalhar com a bicicleta do ti Fresco, mal feito, vai daqui um pedido de desculpas da rafeirada pela ousadia do abuso da sua bicicleta Yé Yé com pote; o carro de bois; a argola para prender a mula que transportava os cereais para a moenda, aqui um perdigueiro teve o cuidado de explicar, pondo o pescoço na argola, como se prendia antigamente o animal carregado de sacos de cereais e, não é que ficou bem na fotografia?

Bom, é melhor ficar por aqui, as imagens contam o resto

Agradecemos ao Snr Carlos Miranda e a todas as pessoas a gentileza com que  nos receberam e a pachorra que tiveram para nos aturar, ao mesmo tempo que pedimos desculpa pela pomada de estalo made in “Quinta do Burgo” e o Cardhu de malte 12 anos, que ficou nas garrafas, prometemos que para a próxima atacaremos as pomadas  ainda com mais determinação

E… olálá, aleluia rafeirada, ficamos todos muito felizes por ter terminado a greve da flora estival com que se vinha debatendo o Nélson desde Espinho, se antes foi duro, agora foi um alivío, aquilo é que foi descarregar – dixit Nélson

Eram 18h00, quando abandonamos este paraíso e voltamos à realidade, 500 metros depois, el rei o”Xispar”, voltou a animar a malta com o 3º furo, não havia necessidade pois já estávamos bem animados com o “Quinta do Burgo”, enquanto tapavam o buraco à Pinarello do rei João eu e o Futre descobrimos uma casa em ruínas e já temos em vista a recuperação do chalé com a ajuda do Snr Marmelada, para fazer daquele local…o quê Futre?

Os restantes 40kms até à Figueira da Foz, foram em andamento ladino, às 19h50, mais ou menos, estávamos a picar o ponto no hotel.

Pusemos as burras a descansar na estrebaria do hotel, juntas com outras d`um grupo de Vila Verde “BTT do Barbudo”, que tinham chegado de véspera, e fomos tomar um banhinho retemperador de água…amarela e comer um bacalhauzinho gratinado que estava uma…,nada disso; estava uma delícia

Com uma tirada de 204kms,terminamos este longo e emotivo dia, com uma voltinha higiénica pelas ruas do centro da cidade para alongar os músculos, a certa altura com um rafeiro a meter o nariz no átrio do casino e a ser corrido pelo segurança com o rabo entre as pernas a ganir

Domingo, 08 Maio 2011

O pessoal ia chegando para o pequeno-almoço, com os olhos inchados, brilhantes e remelados, parece que a causa, foi a água amarela… das torneiras do hotel

07h50, a tradicional foto com o dono da tasca, despedimo-nos do grupo “btt do Barbudo”, e, arre burra que se faz tarde  para percorrer os quase 80kms até Fátima

Ao fim de 25minutos de boas pedaladas, a coisa começou a animar, o rei dos Duro furou e  30 minutos a seguir, voltou a repetir a dose com outro furo dois a dois, estava relançada a luta qual dos reis iria ser proclamado o rei dos furados

Às 09h50, “arribamos” à Guia, ainda meio enjoados com o cheiro a funcho que o Nélson transportou agarrado ao selim para esconjurar os demónios do que lhe tinham feito em Espinho e quando o desgraçado do Mota que vinha atrás dele se queixava do incómodo do cheiro que empestava o ar, mandava-o calar, e logo ao Mota que não faz mal a uma mosca

Na Guia, depois do reforço no largo da Vila e da espera do chefe que voltou na carrinha à Figueira da Foz, para resgatar o telemóvel que tinha ficado no hotel , mudamos de estrada e…

porra para as bicicletas de pneus fininhos e guiador ao contrário, passaram o tempo todo com as tripas ao léu, desta vez foi a fininha do Raul a sortuda com o 6º furo, ainda se fosse as fininhas dos reis, até os coelhos do muro em frente gozaram à brava com a cena do Raul a tapar o furo à Qüer

Mais 25 minutos e voltou a soar o alarme: “furo,furo”, espectáculo, o rei “Duro”, furou pela terceira vez  e passou p`ró comando do rei dos furados.

Nova pausa, depois de uma subidinha maluca, para dar uma volta pelos restos de comida das marmitas, ainda se encontrou muita coisa comestível em bom estado, sem o perigo de apanhar caganeira, as garrafas do vinho verde do João Zão é que terminaram ali a validade com a oferta dos últimos dois copos do branco a um casal de peregrinos que não se fizeram rogados à oferenda, antes na Guia tinha acabado as garrafas do vinho americano, parabéns ao nosso amigo João Zão, foi o único que se municiou correctamente com garrafas de vinho de várias marcas

Entramos na parte final a trepar, a dupla Cunha e Celestino, andavam xispados aos pulos pelos arredores da estrada em sérias dificuldades para refrear o andamento das fogosas KTM e o Milo picadeiro, com os seus picanços a dar espectáculo e mais uma vez lá teve o chefe de impôr-se a pô-los na ordem e lá voltaram p`ró canil

A meio da subida el rei Dom João o “Xispar”, teve a honra do ser o último a furar, no final três furos para cada rei, nenhum se ficou a rir, justo para quem usou aquelas coisas estranhas com rodas fininhas e guiador ao contrário

Chegamos a Fátima, às 12h55, no terreiro do Santuário voltamos a encontrar o pessoal de Vila Verde ”btt do Barbudo”, também acabados de chegar – vai daqui uma saudação para todos os Barbudos – tiramos a foto da ordem e lá fomos à procura do autocarro por entre as ruas cheias de peregrinos sem rumo defenido e outros abancados a encher o bandulho de frango e arroz e garrafões de vinho

Iniciamos o regresso, com o condutor zangado por termos demorado tanto tempo; não lhe valeu de nada estar de cara torta, teve de gramar a pastilha à mesma e com a certeza que não se brinca com a organização à ddr, mai`nada

Terminamos como sempre na Malaposta – Bairrada, para o chã das cinco, foi pena os animais não estarem tão bons como nos outros anos, de resto foi um bom momento de convívio espalhafatoso com o nosso Milo, castiçamente inspirado a deixar todos estarrecidos com as suas tiradas filosóficas e assim ficou mais uma vez provado que aquele cantinho da mesa inspira quem nele se senta.

SMS enviado pelo Carlos no dia seguinte à nossa ida a Fátima:

“Então grande amigo correu bem aos ddr a viagem a Fátima?”

Resposta:

“Correu tudo à ddr, por isso já podes imaginar”

Simples, mas que espelha bem o espírito deste grupo, mesmo ausente na estranja, o nosso grande amigo ddr Carlos continua connosco

Vai daqui um abraço Dêdêrriano para todos os DDR`s lá longe: O Hélder dos pixe d` Angola; O Espanhol na Alemanha;o Carlos na França e o nosso amigo Emílio Coelho que pela primeira vez falhou  e todos os outros DDR´s e amigos que não puderam estar connosco nesta aventura, para grande alivio da garrafeira do Snr Carlos Miranda

Os 19 que participaram nesta 10ª aventura  Apúlia-Fátima:

– ALBERTO FILIPE (chefe)

– ALBERTO GONÇALVES

– CELESTINO DIMAS

– CELESTINO PALMEIRA

– EURICO CUNHA

– EMÍLIO HIPÓLITO

– FILIPE REI (FUTRE)

– FRANCISCO FERREIRA (XICO)

– JOÃO REI

– JOÃO ZÃO (Fão)

– LEONARDO…(Antas)

– LUÍS LOPES (MOTA)

– MANUEL TORRE

– NARCISO RIBEIRO

– NELSON MIRANDA

– PAULO FERNANDES

– PAULO SANTOS(PINHO)

– RAUL ABREU (Antas)

– ZACARIAS PALMEIRA (apoio logístico)

fotos de: Xico, Leandro e Narciso

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One Comment leave one →
  1. luis viana permalink
    Sexta-feira, Maio 20, 2011 19:54

    se eu soubesse que havia QUINTA DO BURGO tambem tinha ido….podiam ao menos ter avisado…

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