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Fátima 2012

Vídeo :http://youtu.be/IT1naQlVuBs

Diário do XI Apúlia – Fátima em bicicleta

“ Sábado, dia 12 Maio – querido diário: hoje foi o primeiro de dois dias de mais uma aventura , com um grupo de dezassete  marmanjos em bicicleta, aliás dezoito, porque o Carias da carrinha de apoio, também fartou-se de pedalar atrás de nós. O tempo esteve bom, sem vento, um bonito dia para a rafeirada ddr/x-par e o João Zão…não sabes quem é? É aquele que leva na mala térmica mais garrafas que comida e mergulha na água à “chapa” – ele tem muita técnica, é nadador salvador

Como é de tradição, o chefe ordenou à partida que pedalassemos sempre aos pares, ele diz isso todos os anos, ainda julga que um par são dois, nós pedalamos sempre aos pares de três, quatro e às vezes cinco, porque nos dias de hoje parece mal pedalar da maneira como ele queria coitado, isso é coisa do antigamente, às vezes fazíamos-lhe a vontade mas era por pouco tempo

Nesta viagem descobrimos coisas muito interessantes acerca de uns e de outros mas também passamos por perigos vários eu até diria por autênticos atentados, por ex: em Criaz, perto da feira de Contriz, quando pedalávamos tranquilamente, alguém pôs uma pedra enorme na estrada, quase de certeza, com o intuito de tramar a nossa viagem e quase o conseguia; o Tóze acertou-lhe com a 28´ da frente em cheio…bom, a pedra não era assim tão grande, mas o pneu ficou trincado à mesma e deu p`ró Tóze fazer um colar com ela

Depois de fazer a habitual escala técnica na Varziela, para a rafeirada alçar a perna, continuamos a pedalar ordeiramente aos pares de três. Ao chegar à praça dos Aliados, como o local era porreiro e tinha espaço, o Futre aproveitou para furar e enquanto lhe tapavam o furo, o Celestino Faria e o Tóze Maia foram fazer alongamentos para baixo e para cima, na escada rolante da estação do metropolitano, ao mesmo tempo que o Eurico Cunha, aproveitava para afiar as rodas da sua burra na mesma escada mas não resultou muito bem a escada não estava ajustada para aquelas rodas de montanha, este país é assim, nada funciona em condições e é preciso muito cuidado com os larápios, umas pessoas contaram que “há poucos minutos” tinha desaparecido um extintor de incêndios. Nós pelo sim pelo não enquanto se resolvia o problema do furo, guardamos as bikes numa cabina telefónica, não fosse o diabo tece-las

Depois da paragem em Espinho para lanchar, só voltamos a parar em S.Jacinto, para o almoço e descobrimos, querido diário, que o Futre é uma pessoa vingativa e o Milo, mostrou-nos que realmente percebe de karaté: a Senhora Esposa do Futre, mandou um delicioso pudim para distribuir por todos os rafeiros famintos, ora como o Futre não podia comer, armadilhou o dito e quando o Nelson se serviu do seu quinhão, ficou sem chão para se sentar e o prato com o pudim foi pelos ares…agora estou na dúvida se a causa do pudim voar da mão do Nelson, foi mesmo o Futre ter posto a armadilha, ou quando o Milo aplicou o golpe de karaté para desenformar o pudim? Pois é, se calhar nem foi por nenhum dos dois! Seria por eu ter roubado o banco onde o Nelson estava sentado?

De, Espinho até S.Jacinto, segundo o sport tracker do Tóze fizemos 165kms em 01:44:20 o que dá uma média de 95,1km/hora, eu já tinha desconfiado, que tínhamos feito uma média razoável, mas assim tanto não estava à espera.

Puxa, nós somos mesmo bons. Então foi por isso que, as nossas burras foram no podium em cima do barco, quando atravessamos a ria para a outra banda

Olha querido diário, não vou contar nada do que se passou entre as 15h30 e 18h15, as imagens mostram tudo, só te posso adiantar que foi uma autêntica rebaldaria, portamo-nos todos como se estivessemos na rafeirolandia, é chato estar sempre a falar no mesmo, mas tenho de dizer isto: um rafeiro há-de ser sempre um rafeiro que esfucinha em qualquer lado, mete o nariz onde não deve e alça a perna em qualquer canto sem pedir licença a ninguém, uma vez rafeiro é para toda a vida, por mais que tente, nunca há-de ter tiques de perdigueiro fino, que vive numa casota dourada e só faz xixi quando o dono manda, é como aquele ciclista com chave do mercedes e mola na bainha das calças

Até à Figueira da Foz, como diz o Chico, foi sempre a zimbrar(gosto desta palavra, vou usa-la mais vezes), mas antes quero deixar aqui um alerta para os ciclista que tenham muito cuidado ao passar no parque florestal de Mira – acho que é assim que se diz -,há trilhos de pixe muito mal cavacados, com curvas e contracurvas, que só servem para estorvar, para serem feitas como deve ser, é preciso usar bicicletas apropriadas, que o diga o Paulo Pinho que por usar uma burra 28´ com pouca brécage, teve muitas dificuldades em fazer duas curvas seguidas e foi em frente para o meio da floresta, deixando o Tino com um ataque de riso durante dez minutos, porque viu onde PPinho se foi esconder. Aqui fica o aviso: muita brécage principalmente quando há uma curva seguida de outra.

Só não percebi, querido diário, quando íamos a zimbrar p`ra Figueira, porque razão o Tóze, com a burra aos esses, reclamava com o Chico, que ia na sua frente, por não lhe dar espaço? Bom, eu também não posso perceber tudo, mas lá que foi esquisito o Tóze passar o tempo todo a resmungar, foi

Quando arribamos à Figueira, encontramos os nossos amigos de Fonte Boa, que fizeram a mesma rota que nós. Espero que não lhes tenha acontecido nada nos tais trilhos de pixe

Depois de 205 kms, bem zimbrados, estou tão cansadinho que… ponto final

 

Domingo, dia 13 Maio – olá querido diário, depois das emoções de ontem, o dia d`hoje foi mais calminho, dormi com os dois marmanjos que me calharam na rifa, os senhores da pensão entenderam que, equipa que ganha não se mexe e ao saberem do nosso sucesso a pedalar aos pares de três e quatro e como são pessoas modernas ao contrário do chefe com aquela mania de pedalar aos pares, puseram-nos também a dormir aos pares de três e quatro. Dormi pouco e tive um pesadelo; sonhei com o Nelson a comer pudim e a cair num poço sem fundo, mas houve também quem tivesse visões noturnas quando chegou ao quarto e visse um leitãozinho deitado ao comprido na cama e quatro marcianos a roncar e um no armário. Um marmanjo afiançou mesmo, que dormiu com dois reis, bom,esta é verdade. Estes distúrbios no sono, pois é disso que se trata, foi tudo provocado pelo cansaço o que é natural para quem fez no dia anterior, médias de 95,1kms   

O dia começou bem, com o PPinho a esquecer-se de desligar o ar da bomba de pedal, continuando a bombar para dentro da câmara-de-ar até arrebentar com estrondo o pneu da zirinha-com-pouca-brécage. Foi o tiro da partida 

O pelotão rolou “macio”, os efeitos da dureza da véspera, faziam-se sentir. Saímos às 08h30 da Figueira e depois de mais dois furos, para juntar aos quatro do dia anterior e duas paragens para enfardar a malvada, ao meio-dia e cinco estávamos em Fátima

Fomos ao santuário, tal como se esperava, estava completamente cheio com milhares de pessoas, não passamos do início pois era impossível ir mais longe, próximo da nova igreja, conseguimos arranjar espaço para tirar uma foto em grupo e passado um bocado regressamos às carrinhas, antes de terminar as cerimónias…”

Terminou mais um Apúlia-Fátima,  divertimo-nos à brava, o bom tempo ajudou, saímos todos a ganhar pelos bons momentos que passamos juntos, durante dois dias fomos uma família (de ursos), cimentamos a sã camaradagem entre todos

Agora vou fazer como aqueles gajos americanos do cinema quando ganham aquela estatueta dourado a que chamam Oscar e agradecem a toda a gente, ao cão e ao gato:

Agradecemos a todos os que tornaram possível esta aventura: Ao Carias, ao Chico Gomes, à carrinha do Flávio e principalmente às nossas burras 26´ de biqueira larga, 28´ fininhas com pouca brécage, que sem eles e elas estávamos feitos – já viram o esticão que é, ir a Fátima a pé em dois dias? -, queremos também agradecer ao Senhor Carlos Miranda, por nos ter recebido tão bem e proporcionado aquele momento de descanso na sua encantadora propriedade de Calvelas, deixando a seita de rafeiros esparrinhar-se na relva e no lago, matando-nos a fome e, vai daqui um pedido de desculpas por termos transformado as burras em submarino sem a sua autorização e um obrigado ao Snr Reco pela paciencia com que nos aturou, explicando o funcionamento dos moinhos de rodizio – agora que ninguém nos está a ouvir, um aparte Snr Carlos Miranda: eu se tivesse um cunhado como você, despedia-o imediatamente com justa causa, pois contribuiu, e muito, para delapidar o seu património garrafal, pelo menos fique de olho nele se houver uma próxima não o deixe repetir a gracinha

Agradecemos ao guerreiro, João Zão que mesmo usando cabelo à gaja, é sempre bom ter por companhia tão bizarra personagem, faz parte desde há muitos anos do cenário do Apúlia – Fátima e Caminhos de Santiago, desta vez até se portou muito bem, nunca descalçou os sapatos para pedalar

Aos X-par: João Rei; Eurico Cunha; Celestino Faria e Bruno  Filipe, os três últimos com as burras 26´ totalmente equipadas para a montanha, fizeram jus aos campeões que são. Foi um prazer enorme ter-vos por companhia, esperemos que aventuras semelhantes se repitam mais vezes e isto é extensivo a todos os X-par, pois chegamos à conclusão que também existem boas pancadas no vosso grupo

Já agora uma salva de palmas ao Chefe que pedalou os perto de trezentos kms com a zirinha Trek, também equipada à montanha

Por ultimo, depois desta aventura temos a certeza que as nossas esposas, namoradas ou companheiras, como são pessoas inteligentes, olharão com um sorriso, todas as rafeirices mal conseguidas, por isso façamos uma saudação a enaltecer a sorte

Pós Scriptum:

Tínhamos combinado que iriamos homenagear a memória do Emílio Coelho, que tão empenhado andou para fazer parte da nossa equipa a Fátima, como já o fizera noutras ocasiões, infelizmente não se concretizou tal desejo, como todos sabem faleceu em 06 Janeiro. Dedicamos esta aventura à sua memória, estamos certo que foi a melhor homenagem que lhe poderíamos fazer, pois se estivesse connosco viveria esta aventura tão intensamente como nós. Continuarás sempre na nossa memória 

Os artistas do Fátima 2012:

Filipe; Chico; Manel; Paulo Pinho; Tino; Berto; Mota; Milo; Futre; Narciso;  Nelson;  Tóze;  João Rei;  Cunha;  Celestino;  Bruno Filipe;  João Zão;  Carias e Francisco Gomes

2 comentários leave one →
  1. Domingo, Maio 20, 2012 9:58

    kero a gradeçer ao grupo DDR pela partilha das fotos ‘FATIMA’ 2012
    kero tbem mandar 1 abraço para os restantes camaradas k nao puderam ir,
    so mais uma coisa deixem as bicicletas de estrada en casa!!!!!!!!!!!!!
    para todos um grande abraço do amigo ‘ESPANHOL’

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    • Duros De Roer permalink
      Segunda-feira, Maio 21, 2012 23:25

      Eh pá, finalmente deste à costa, é sempre bom receber noticias tuas. Tens toda a razão Espanhol, isto agora é tudo uma rebaldaria, ninguém tem mão nestes rafeiros.
      Um grande abraço de todos os ddr e vai mandando noticias e para a próxima quando vieres cá, ao menos visita o pessoal, não faças como da ultima vez.
      Pelo menos tu na Alemanha e o Carlos na França, mandaram uns bitaites, a cambada dos ddr nem uma palavra, borrifando-se todos, bom, se calhar eles tem razão. Um abraço

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