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Trailisses

Segunda-feira, Março 26, 2018

Pronto, o Trail de Esposende que ontem se realizou sob o mote da idade média, pelas arribas do concelho entre Vila Chã e Esposende, já pertence à historia, é tudo tão efémero. P`ra hoje ficou a vista de olhos pelas redes sociais para admirar a mascara do esforço do atleta nas fotos e confirmar se a classificação está mesmo certa e de desacordo com o ego.  Ora os ddr, também andaram a Trailear, desta vez saimos da zona de conforto, deixamos as burras em casa – só dois deram ao pedal por…necessidade – e, se duvidas houvesse de que somos um grupo versátil, aquilo que na gíria popular se diz, pau para toda a obra, ontem ficou demonstrado a polivalência do grupo no campo de batalha da Sra da Paz, lugar aprazível com uma paisagem fabulosa, cativo dos ddr todos os anos desde a primeiro Trail.

Então foi assim: quatro foram correr o Trail, um foi empossado com uma máquina fotográfica e nomeado um dos fotografo oficiais do Trail, onde é suposto ter tirado o retrato  a todos os atletas aí pelo kms 4 a 5, seis tomaram de assalto o recinto da sra da Paz e, sob o comando de dois ricos mercadores de Curvos, imediatamente começaram as escaramuças, munidos de facas e navalhas regressaram aos instintos de peleja da idade média e começaram por atacar as bolas de berlim e arrufadas, com golpes certeiros, deixaram as coitadas em metades, noutra recinto em barraca a luta continuava igualmente feroz, os tabuleiros de marmelada ficaram reduzidos por golpes desferidos com pouca pontaria em cubos, as laranjas em quatro e as bananas aniquiladas em duas e três, ficando uma ligeira curva para os traialista reconhecerem que eram bananas.

Mais além, a chacina continuava, os ddr não davam tréguas às tostas que não tiveram outro remédio senão agarrarem-se à manteiga de amendoim para escaparem incólumes aos instintos bélicos.

Quando os dois centuriões chegaram ao recinto da Paz, impacientes por a corrida estar lenta, notou-se que não percebiam nada de arte da guerra ou eram recrutas com poucos dias, postaram-se no cimo da arriba, quando o mais correto seria no inicio para espicaçar os pobres atletas que, coitados no fim da íngreme subida, tinham que levar com as lanças apontadas à cara. Valeu que dois possantes ddr, (os ddr tem de tudo), lá estavam para apoiar os traialistas nos seus intentos para subir.

Três horas depois no campo de batalha, toda a gente tinha fugido, só restava os vencedores que continuavam de pé com as facas nas mão à espera de ordens do chefe para depor as armas e embora rústicos medievais,  limpamos os despojos como pessoas civilizadas.

Dia divertido, parabéns aos ddr que desta vez trailearam pelos pinhais tão nossos conhecidos e aos Apulia a Correr pela suas excelentes prestações.

Boa Páscoa!!!

 

Pelo tunel do vento

Segunda-feira, Março 12, 2018

O túnel do vento, que um ddr de top, ultimamente em alta com as entradas diretas para o pódio nas Masseiras, Facho e a dois passos do pódio dos Moinhos, vestido à civil porque….não lhe apeteceu equipar nem treinar mas, que prognosticou de manhã cedinho, que hoje os injinheirus dos ddr que eventualmente se aventurassem a sair  dos tocas, teriam de se haver com um túnel do vento.

O prognóstico do túnel do vento bateu certo e não foi um mas dois os túneis de vento que tivemos de transpor por baixo da A28, mas nada mais, de resto os quatro injinheirus com os tomates no sitio que se apresentaram no Rafas, mais o-ddr-à-civil-que-não-quis-treinar-com-os-quatro, vá lá saber porquê, já levaram com milhares de bars de altas e baixas pressões na tromba, não era agora que o tunelzinho de vento de hoje armado em bufão, que amedrontaria os injinheirus de pesquisar novas rotas.

O então túnel de vento que o-ddr-à-civil-que-não-quis-treinar-com-os-quatro, apelidou o treino d`hoje, começou no Rafas, continuou por Gandra, sempre em turbilhão prosseguiu por Palmeira até Vila Chã, prolongando-se bastante tempo por sobre a água para depois friccionar as raízes dos pinheiros em Vila Chã e o túnel de vento continuou a bufar por  Antas e a bufar por todos os lados, fustigava os quatro corajosos injinheirus,  compenetrados  a medir a aerodinâmica de possíveis rotas para promulgação, quiçá por  injinheirus de secretaria d`outro planeta.

O tuneis de vento foram concluídos com êxito pelos quatros valorosos injinheirus que na parte final em Apulia, a levar com a areia da praia na cara divertiram-se na mesma e ainda tiveram tempo para carimbar as credenciais no ultimo túnel de vento  do Ilha`bar.

Nota máxima!

Quarta-feira, Fevereiro 28, 2018

Domingo, no Rafas, depois de termos bebericado descontraidamente o cafezinho, os dez duros de roer, arrancaram suavemente com o intuito de acrescentar mais uns furos à estreita cintura do  LG2018.

Mas o arranque à caracol foi de pouca dura, porque depressa deu lugar à rápida gincana pelos carreiros estreitos do pinhal de Ofir, que custou arranhadelas na cara e mãos a dois pontas de lança, pressagiando desde logo, que a manhã prometia ser de emoções à ddr, e foi.

Em Fão a burra do Milo, começou a ficar com falta de ar e, o remédio – mais uma vez -, foi a bomba da Repsol do Bouro, um clássico nos treinos do grupo ao km7, inchar os cascos das burras para aguentarem as cavalgadas despudoradas que acabam quase sempre por acontecer.

Às 10h00, muito por culpa do “ por aqui dá…”, do guia Martinho, que avaliou mal as coordenadas e nos induziu a confiar nele, teve inicio no sopé do monte de S.Lourenço, o feito que acabaria por ser histórico, da escalada à A28 por terras nunca antes calcorreadas por alguém com uma bike às costas.

À mesma hora, em Roriz, o César e o Cunha arrancavam para maratona XCM do Raid do Facho, com o ensejo de desbundarem os franzinos corpinhos viciados em altas rotações, durante 80kms por montes a totalizar 1900d+.

Os dez, depois de partir muita lenha e silvas, alcançam a A28 e prosseguem com algumas dificuldades, pela beira da vedação da AE, surpreendendo os condutores dos carros que, à vista de tantos amarelos e pelas buzinadelas que nos dispensaram, devem ter julgado que os estavamos a flashar com o radar, ou então que se tratava de uma invasão de fugitivos da casa amarela.

A vista soberba que daqui se alcançava p`ro mar amenizou um pouco a atribulada escalada.

O Martinho (o homem do dia), ufano, vangloriava-se que desta vez foi dos primeiros a chegar a S.Lourenço, onde chegamos ao fim de um km e muitas escorregadelas junto aos rails da AE e, pelo facto de sermos pioneiros a fazer aquela travessia, fomos recebidos por um admirador, varado com semelhante feito nunca antes conseguido nem sequer tentado por mais ninguém com a bike às costas, com uma garrafa de vinho do Porto e respetivos copos. Claro que a cambada rejubilou com a inesperada oferta que caiu que nem ginjas, só faltou a cereja no topo do bolo, ou seja os foguetes do Miguel como da outra vez. Emocionado este admirador anónimo, tão depressa apareceu como desapareu.

Por esta altura, enquanto despejávamos a garrafa do Porto, o Cesar e o Cunha, este, em missão de aguadeiro para com os amigos da bike zone de Barcelos, davam o litro lá p´ros lados das freguesias de Alheira e Cossourado

Às 11h00, confortados com o vinho fino, inciamos então a missão de engordar o LG. De tentativa em tentativa, por carreiros sem saída, foi assim que alcançamos o monte da Guia, a coisa não estava fácil, a geografia do terreno não ajudava.

Na derradeir tentativa, embora soubéssemos que também por ali não ia dar e não deu, deu foi em pedra como mais à frente se verá, em descida vertiginosa fomos desaguar à celebérrima pista dowhilleira da “Imagem da Senhora”.

Foi então neste local, tão bonito, com uma vistaça do caraças, que surgiu o clik, já que por ali não podiamos resolver o problema da engorda, era o momento e o local perfeito para inaugurar o campeonato da Cambalhota, há muito aguardado (interrompido em 2012), e, se bem pensamos, melhor o fizemos e o chefe deu o exemplo,  montado na burra, paparazzis apostos, o ato solene assim o exigia, o chefe deu inicio à cerimónia pela descida da Senhora e a coisa foi tão rapida e correu tão bem, que passado vinte e dois segundos o chefe inaugurou o campeonato da Cambalhota à cabeçada, sendo o primeiro da lista de melhor marcador com a pontuação máxima, 10 pontos. O video da cerimónia A Cambalhota

Ganda chefe, o seu exemplo será adotado, como prometeu o Martinho, para o filhote não fazer birra com a sopa, bom, acho que não foi bem estas palavras mas a ideia foi mais ou menos a mesma.

Ddr`s, depois desta linda cerimónia, esperamos que todos sejam dignos de constarem na lista e que se esforcem ao máximo para seguir o exemplo do chefe, lembrem-se que no fim do ano será premiado com o trofeu Cambolheteiro aquele que obter mais pontuação.

Três horas e meia depois, da saída do Rafas, estávamos de regresso à base, a missão não foi cumprida, ficou adiada para outra oportunidade, mas lá que nos divertimos, divertimos.  O César e o Cunha ainda teriam de esgravatar os últimos dos 80kms.

Obs: no Raid do Facho, o Cesar terminou em 5º da classe e o Cunha em 35º. Parabens campeões

 

Tá feito

Segunda-feira, Fevereiro 19, 2018

Tá feito! O rascunho do percurso das maratonas da 16ª edição do Luso Galaico 2018, a prova de btt mais carismática de Portugal a realizar nos dias 21 e 22 de abril, em Esposende, está feito e, aqui fica o aviso, é obrigatório a todos os amantes do btt que gostam de uma boa descarga de adrenalina e diversão por um percurso fantástico, com três partes multiformes, que só uma bike de montanha proporciona – a meia maratona à semelhança do ano passado será totalmente pelo concelho de Esposende, a maratona engloba também os concelhos vizinhos – a inscreverem-se, depois não digam que não avisamos.

Mas, os ddr nem só tem andado por aí atarefados a injinheirar caminhos e carreiros para o LG e a dar uma mãozinha a outras provas nomeadamente ao Raid das Masseiras como já foi amplamente postado aqui, e, outras coisas mais, também participamos em diversas provas, estivemos representados ao mais alto nível no “Raid btt da Junqueira” pelo indómito ddr César Nogueira que terminou num excelente 5º lugar na sua classe.

Na durrissima prova “NGPS Rota do Mel”, onde se destacou a subida à Senhora da Graça e Fisgas do Ermelo, pelos durázios ddr Bruno e Tozé que ainda por cima foram enganados, pois levantaram-se muito cedo para nada, porque o “Rochinha” esse inefável malandro, quilhou-os bem quilhados porque só arrancaram via Mondim de Basto, passado duas horas da hora prevista. Então Hugo? Isso faz-se? deixar os rapazes a penar ao frio tanto tempo? Hum!!!, pensado melhor, com os constantes novos métodos de treino a aparecerem por aí, veja-se o caso do Tiago Seara a treinar com uma betoneira, se calhar com o Bruno e Tozé tratou-se de mais uma inovação, para se habituarem ao frio.

De resto nos intervalos destas coisas todas, os ddr ainda tem arranjado tempo para de divertirem à brava até a dar uns trambolhezecos, menos as vitimas que não tem achado piada nenhuma à risota da cambada e no caso do Miguel foi fazer ski na neve, ou seria sku? nos alpes suiços.

No próximo fim de semana estaremos mais uma vez presentes no Raid do Facho, até lá treinem nem que seja com uma betoneira comó Seara.

 

Os ddr pelo Raid das Masseiras

Domingo, Fevereiro 4, 2018

1.Decorreu hoje mais uma edição da classica prova do Raid das Masseiras. Foi a oitava edição e, como sempre, os ddr estiveram envolvidos na logistica do policiamento e sinaletica no perimetro Apulia/Pinhal de Ofir. Infelizmente esta edição que teve tudo para ser mais uma festa do btt, acabou por ter um final triste, motivado pelo falecimento de um betetista natural da zona de Aveiro. Este tragico acontecimento, como é natural, consternou toda a gente, foi bem notório o ambiente tristeza que se vivia na zona de chegada. Os ddr, associam-se à dor dos seus familiares enviando daqui os nossos pesamos.

2. Mas a vida continua, falemos agora dos três ddr que participaram no Raid das Masseiras. Comecemos por dar os parabens ao Cesar Nogueira, pelo excelente 3º lugar do podio na sua categoria. À semelhança do que nos habituou, fez uma prova à duro. Parabens campeão. O mesmo podemos dizer do Eurico Cunha, que apesar do 6º lugar na categoria – a concorrencia para o podio foi muito feroz -, fez uma prova com média a rondar os 29k/h. Só ao alcance de grandes campeões. Parabens Cunha. Falta o Miguel, que ao km 25 estava no top cem, mas acabou por estragar tudo, quando se lembrou de dar…duas voltas ao redondel, por ter seguido um grupo de dez betetistas que se enganaram no percurso. Apesar da excelente prova, fica a lição de ter de navegar pelos seus próprios meios, mesmo assim parabens pela abnegação em não desistir, isso é para os fracos. Parabens aos três ddr que tão bem representaram os Duros De Roer.

 

Serenata à chuva

Domingo, Janeiro 21, 2018

Devemos dizer que hoje foi um treino porreiro, bom tempo, por estradões lisos – a lama e água foi só para disfarçar -, às voltas pelos campos sem saída, como o cão atrás do rabo, com cus na lama, até deu para fazer mais um “It Your Self” (a ser publicado um dia destes).  Em suma, foram 45km do caralho, que terminou no celebérrimo “bar da ilha”, onde tudo acontece e onde apanhamos o chefe com a boca na botija a roer um osso e o Tozé, que se baldou ao treino, imaginem só, por ter um treçolho, para nos tirar a foto final.

O treino em fotos:

It your self

Domingo, Janeiro 14, 2018

(este texto deve ser lido com a voz nasalada do antigo primeiro ministro José Socrates)

Olá a todos, depois do enorme êxito da rubrica, It your self, faça você mesmo, publicada neste espaço há uns tempos, pelos injinheirus dos ddr, sobre a arte de injinheirar uma solução, quando os azares mecânicos estuporam a bike durante um qualquer treino.

Lembram-se com certeza daquela façanha, sobre um quadro partido em duas metades e atado com mestria pelos injinheirus, com arame de uma latada de uma vinha para que o atleta pudesse prosseguir  ligeiro e vaidoso com uma nova suspensão, ou daquela emenda da corrente rebentada em três partes e que, sem instruções e só com um elo de engate os injinheirus resolveram.

Pois bem hoje vamos publicar mais um It your self, vamos falar da utilidade de um pau.

Comecemos pela sua definição e para que serve; pau, qualquer pedaço de madeira; também há quem lhe chame cacete, bordão, cajado, haste, mastro, depois há os ditados populares onde se usa muito o pau; ser pau para toda a colher, jogar com um pau de dois bicos, pau mandado, dar por paus e pedras e até para dar umas bordoadas em alguém que mija fora do penico o pau é o ideal e, mais haveria, mas ficamos por aqui.

Hoje vamos falar de mais um pau, não do pau-parte-raios como aconteceu hoje a um rafeiro durante a biulencia do treino, mas sim do pau-segura-desviador, que um dos nossos muitos injinheirus, injinheirou numa situação de emergência e, ao fim e ao cabo,  para dar a conhecer à humanidade que ter um pau à mão faz um jeitaço do caraças, o meu amigo Zé, costuma dizer que ter um pau de cabinda à mão por vezes faz maravilhas…hum…, acho que este pau não é chamado p`raqui.

Vejamos agora a peripécia pauzante, protagonizada por, César Nogueira, Bruno Filipe com a bike noeminha,  e Eurico Cunha, distinto injinheiru, pegaram nas bikes de montanha com dois objetivos: fazer o teste de resistência ao cabedal das burras e alcançar a capital do maior galo do planeta com morada na ex rotunda cibernética de Barcelos city.

Com toda a pujança, pela pela margem do rio Cávado, virados a montante, atentos ao comportamento das mulas em condições extremas, por cima de calhauzada e muita lenha e outras ratoeiras como convém em testes de, ou vai ou racha. Os três mosqueteiros prosseguiam abstraídos de tudo, só tinham olhinhos p`ras mulas e o sonho de conquistar rapidamente o mundo até Barcelos, a meta desejada, só que, vã glória, a esforçada odisseia teve de ser interrompida, a meio da jornada, o sonho de uma rapidinha sem problemas esfumou-se, a alimária noeminha do Bruno F, não aguentou a gincana acrobática pelos carreiros apertados e deu de si com o desviador traseiro partido.

Sem perdas de tempo o injinheiru mais dotado do trio, o Eurico, radiografou o problema e a solução surgiu célere, “eureka, um pau”, disse o inji Eurico com toda a convicção, “arranjarei um pau e darei novo andamento à burra éminha” , e entrou em ação em busca do pau perfeito. Quando o obteve, sacou de duas braçadeiras plásticas, uma preta e outra branca, do seu estojo de viagens à selva, configurou um pau, que, presume-se, fosse de pinheiro – o Inj Eurico não especificou – com 16cm de comprimento e 8mm diámetro e agora atentem nos pormenores, numa das pontas o pau foi cortado obliquamente isto é importante porque fica mais bonito nas fotografias. Descascou 5cm do pau a começar do lado do corte oblíquo, porque…porque sim. Em seguida fixou o pau no dói-dói do desviador com a ajuda das braçadeiras preta e branca e para terminar, o inji Eurico, depois de muito matutar optou por dar um nó de marinheiro – tentou que fosse um lais de guia, mas não correu muito bem e saiu um nó escangalhado -, com o que sobrou das duas pontas para dar um cunho artístico ao pau-segura-desviador e à injinheirada final.

E assim, foi graças ao pau que a noeminha do Bruno prosseguiu mas, mais a modinho e embora o trio continuasse a maratona parte-bilhas noutro sentido, o trio estava um pouco frustrado, porque o sonho de verem o galo cibernético da rotunda, ter sido adiado.

Viram? Viram como é importante ter um pau à mão?

Foi mais um It your self, dos nossos injinheirus.