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Duros De Roer

Segunda-feira, Setembro 24, 2018

1.Os ddr tem andado muito ativos neste começo de outono, senão vejamos:

No dia 15, o César Nogueira, andou a solo, às voltas em circuito fechado das 21h00 até à meia-noite, até completar 19 voltas, nas 3 horas de resistência em btt em Famalicão, terminando em 8º na classe.

Ontem juntamente com o Francisco Ferreira e Arsénio Almeida, participou no Melgaço Granfondo, prova de estrada organizada pela bikeservice, onde mais uma vez o César deu cartas ficando em 6º na classe; o Chico fez o 59º e o Almeida foi o 125º nas respetivas classes. No dizer do Almeida, foi um empeno dos grandes mas, mesmo assim, temos a certeza que se divertiram, que é o principal da coisa. Parabens a todos.

E se os três foram para Melgaço, o Emílio Hipólito foi para Taíde participar na “Rota dos Bifes”, com o seu amigo Rui Vinhas. O Milo também se queixou do esforço, como a prova não foi cronometrada, não sabemos se o esforço foi a pedalar ou a comer o bife, qualquer das maneiras parabéns.

Nos próximo fim de semana a saga da dureza continua com os 5 Cumes e na seguinte com dois dias da Transcávado, por isso há continuar a dar no duro, Duros de roer.

2.Quanto aos ddr dos treinos, esses andaram por aí, comó costume a inventar e a desbravar caminhos, com o nosso amigo Nuno Gonçalves e mais 2 amigos de Barcelos e Esposende e se no domingo passado o Nuno andou 1h20, a correr 14km antes de meeting do Rafas, desta vez para aquecer, sóóó fez uma caminhada, para o exigente e divertido treino que acabaria por acontecer.

3.No domingo passado, o Martinho deu mostras de que além de ser um bom artista, é também um bom injinheiru, disso são testemunhas o Narciso, Solinho (Soares) e o Nuno Gonçalves, que ficaram impressionados com as instruções precisas que debitou ao Maia, outro bom injinheiru mas com alguma dificuldade para aplicar um elo de engate na corrente depois de a encurtar para compensar a pobre burra escaqueirada do gajo que escreveu estes gatafunhos, com o desviador traseiro em fanicos, partido em dois e, mesmo com um pequeno erro de calculo ao encurtar em demasia a corrente, ficando esta a rilhar na cassete dando a sensação que alguém estava a comer areia e o dono da burra ter de zicar em alta rotação, parecendo um coelho quando está naquela posição que… vocês sabem, ninguém pode tirar o mérito aos dois injinheirus muito menos o gajo que escapou de ter de palmilhar 10 kms a pé.

Mas o Martinho é também um bom artista, um showman de primeira e foi sem surpresas que a organização da downhilleira do “XVIII Descida ao Sarrabulho 2018”, – a prova de estimação dos ddr – o escolheu para cabeça de cartaz mas, aqui, o injinheiru Maia tambem tem mérito, pois se na história de emendar a corrente foi o Martinho a ensinar como se aplicava um elo de engate no tempo record de 20 minutos (quem faz este trabalho em 30 segundos é porque não percebe nada de mecãnica), agora os papeis inverteram-se e foi graças ao diabo do treinador Maia, que também faz parte do cartaz, que conseguiu o relevo da sincronia perfeita antes do mergulho de queixos com pompa e circunstãncia no lamaçal. Dois grandes malucos.

4.Como a Descida ao Sarrabulho, costuma começar e terminar em tourada, pelo menos para os ddr, deve ter sido por isso que no primeiro cartaz a figura de relevo era uma vaca, vá lá que a organização teve o bom senso e  trocou a vaca pelo Martinho, sempre dá melhor tourada.

Para os menos atentos ou que já se esqueceram, aqui fica o quanto é complicado fazer um cartaz, vejam as dificuldades porque passou o nosso artista, antes da ribalta.

 

No dia do cão

Domingo, Agosto 26, 2018

Se calhar foi por hoje ser o dia mundial do cão, que muitos ddr, trocaram  o treino para mimosear os caniches, levando-os a passear. Esperamos é que tenham feito jus ao dia dos chihuahua e companhia, dando-lhes um bom banho de espuma, guloseimas, rancho melhorado como ossos bons de roer, porque os amigos fieis devem estar fartos de roer canelas, aquilo deve ser duro de roer comó caraças, deixando-os alçar a perna à vontade em todas as marcas de pneus, esquinas e até nos sapatos do dono, pois, que diabo não é só levar biqueiradas quando o dono chega a casa mal disposto por o clube da sua preferência ter perdido o jogo. Se foi esse o caso, então os ddr faltosos estão desculpados.

Quanto ao grupo que picou o ponto, que começou com seis no Rafael (o Cesar não entra na contagem porque foi treinar a solo p`ra Vacaria) e em Gandra passou a nove, tornando-se num grupo formidável, ddr & X-par, não estiveram virados p`ras trelas canichenses e preferiram montar nas burras e sem rumo bem defenido, um clássico, foram em trote acelerado até desaguar no monte de S.Gonçalo e, na volta, foram ao mergulho na poça do Meril ou será lagoa do Enxate? P`ro caso não interessa, mesmo com pouca água, deu para chafurdar,  para refrescar e tirar o pó fininho escuro, que entretanto se tinha alojado nas trombas e, assim felizes por termos nascido, regressamos ao ponto de partida.

O dia do cão foi bem celebrado

 

Raftingadas

Domingo, Agosto 19, 2018

1.Comecemos por dar os Parabens à Campeonissima Tania Serra, por mais um 1º lugar em elites a solo, nas três horas de resistência “Cabeceiras Urban Race”, que depois de ontem ter feito 60km noturnos, hoje apresentou-se no “Rafas” com o amigo Nuno Amorim, fresca que nem uma alface, para fazer mais 40 e tal kms calientes pelo monte e dar uns mergulhos no rio Neiva, com a cambada ddr.

 

2.No passado dia 15, um grupo de ddr, mais concretamente 9, foram apanhados em manobras perigosas de rafting no rio Minho, a jusante de Melgaço, quando se dirigiam para um porto de espanha.

O grupo foi visto num bote topo de gama de cor azul sem straps (presilhas de segurança), unicamente com colete SS e capacete, destacando-se entre as muitas embarcações de cores diferentes que aquela hora da manhã por lá navegavam pejadas de raftingueiros bem comportados com o mesmo destino, pelo seu comportamento de falta de sincronia a remar, pois cada um remava para seu lado, pondo desde logo em causa a estabilidade da embarcação e, fazendo prever que algo iria acontecer.

E as previsões bateram certo, quando numa queda de água dos muitos rápidos do rio, o nervoso bote azul virou violentamente, resultando daí, 4 duros submersos que ficaram em apneia 30s e às cabeçadas por debaixo  bote adornado, a beber água em grandes goladas, enquanto os outros dois foram cuspidos para longe do local do acidente, escapando assim às agruras da beberragem da água acastanhada do rio.

O patrão da embarcação azul sem straps, comandante Miguel, homem experiente com centenas de lides raftingonas, deixou muitas dúvidas nesta manobra vira-bote-cabeçadas-no-bote-engole-agua-debaixo-do-bote, havendo fortes indicios de que já trazia a marosca fisgada desde o início, esperando só o momento exato para atacar os desprevenidos guerreiros. E em parte conseguiu os seus intentos e se a ideia era castigar os seis dessincronizados remadores enganou-se, porque depressa os duros de roer fizeram jus ao nome e recompuseram-se num instante, voltando ao seu estado normal ou seja, cada um a remar para si.

Depois de repor a embarcação, o comandante dedicou-se à pesca dos surpreendidos raftingueiros, ainda mal refeitos das cabeçadas no bote.

Recompostos a partir daqui, temeu-se o pior para a navegação pela falta d`agua mas, felizmente o rio tinha muita água e não fez falta a água emborcada pelos valentes duros e os restantes rápidos do rio e pulos da pedra, foram feitos com muita adrenalina ate desembarcar suavemente em espanha.

3.Em resultado destas manobras raftingantes, quase todas mal manobradas e do calor, o dia só terminou por volta das 19h00, curiosamente à mesma hora que encerrou o “Solar do Alvarinho”. Há cada coincidencia…

Os raftingueiros: Filipe, Manel, Paulo, Tino, Milo, Futre, Narciso, Toze e Berto

Algumas fotos da peleja, falta o video

Doidices do reino…

Segunda-feira, Agosto 13, 2018

Na imprensa, principalmente a escrita, é frequente ler a expressão silly season, para chamar à epoca de verão (julho e agosto), o período de ferias por excelência, época “doida” ou “parva”. Expressão com origem no Reino Unido, por não haver verdadeiros factos políticos durante as férias e as notícias terem de ser alimentadas artificialmente com coisas fúteis ou sem interesse.

Das coisas com pouco sem interesse eles (imprensa), lá sabem os chouriços que mais lhes convém publicar para entreter o povo que gosta de política. Quanto aos meses doidos a que se referem no calendário, na parte que toca ao reino dêdêrriano, não existe só dois, mas sim doze e cada mês com doses suficientes de doidice, produzidas ora em treinos (as mais frequentes), ora em provas diversas e até por Caminhos de Santiago e Mira, perdão, Fátima.

Exemplos não faltam, enumeremos só algumas maluqueiras estapafúrdicas do reino: a descida do monte da Bualhosa em Ponte de Lima, é, talvez a par com a Sra do Minho a mais significativa, de resto quando a seita desliza, o termo é mesmo este, deslizar pelos tracks apertados pelos montes abaixo ou por estradões com alto grau de armadilhas capotantes, acontece muitas vezes, bom, algumas vezes, a um rafeiro qualquer, carente, num rebate de paixão assolapada abraçar pinheiros, eucaliptos, sobreiros ou o que aparecer pela frente, abraçando-os com paixão incontrolada mas, sem correspondencia, recebendo em troca das irredutíveis e respeitosas espécies vegetais a indiferença, acompanhada das mais das vezes com requintados golpes sangrentos e, como se já não bastasse o azar não correspondido do duro rafeiro, ainda recebe de bonus a burra empenada. É de doidos….

…e nos trilhos rolling stones, ou descer a sra da imagem até partir o capacete às cabeçadas nas pedras até ficar convencidos que as pedras pontiagudas afinal não são almofadas fofinhas. Tambem é de doidos…

…e as corridas de pixe das quintas feiras à noite? É ou não de doídos? É…

…e os chafurdanços no rio Neiva, em pleno inverno? É de doidos? Talvez…

…e aquele ddr que consumiu em dois dias ao longo de 230kms, gel`s e barras energéticas que davam para seis meses? É de doidos? Doidos não, doido…

…e andar a cortar milho de 2 metros de altura, com a burra até rebentar e depois saltar o portão da quinta com 4 metros de altura? Sim, é de doidos…

…e gozar rapidamente numa semana, as três semanas de férias, como fez o grande e polivalente ddr João da Silva, antes de regressar ao Canadá? A coisa foi tão rápida que nem deu tempo do pessoal se despedir. É de doidos…

…e subir o penedo ladrão a derreter com o calor no fim de semana de 3,4 e 5 o tais dias da climática bomba de calor ou fazer o VCPGE com temperaturas a rondar os 50ºC como nos conta em baixo o Bruno Monte e corroborado verbalmente pela nossa amiga Tania Serra que este domingo nos deu o prazer da sua companhia.

“O VCPGeres Extreme 2018 já foi e estas 3 fotos mostram como foi o 1º, 2º e 3º dia da prova.

Infelizmente existiram percalços pelo caminho, temperaturas perto dos 50º C e uma grave avaria que me fez desistir no segundo dia, mas correu tudo bem…

O meu parceiro, embora normalmente mais forte do que eu a pedalar, não aguentou as condições do 1º dia e desistiu ao km 97, no segundo dia arranquei sozinho tive uma avaria e fui obrigado a desistir e no 3º dia fiz sozinho novamente.

No próximo ano correrá melhor,

1º dia 120km 3000d+

2º dia  74km  2200d+

3º dia 108km 2200d+

ddr Bruno Monte – dorsal 122B”

Então esta é mesmo de doidos e só podia ter como ptotagonisto, O DURO Bruno Monte, fadado para este tipo de provas de exigência física máxima, a quem desde já todos os ddr tiram o capacete por ser um dos 71 betetistas/herois a chegar ao fim, depois de todas as contrariedades, assim como o brilhante 2º lugar da campeonissima Tania Serra, com poiso permanente nos lugares mais altos do pódio, agora a disputar provas de XCO, que, como já referimos e com o seu amigo Nuno nos deram o prazer das suas companhias no atribulado, um clássico, treino deste domingo com direito a mergulho na cascata de perelhalvixlandia e que não se furtou à praxe do mergulho revigorante e emergir pelo buraco do renascimento dederrianix.

E pela nossa parte continuaremos a prestar tributo à silly season da época ou fora dela. A vida ou é uma aventura ou não é nada

Obs: quarta dia 15, temos a descida nos botes, no rio Minho.

As Granfondices de julho dos ddr

Sexta-feira, Julho 20, 2018

1.No dia 8 julho o Eurico Cunha, participou no Granfondo da serra da Estrela. Dos dois percursos, escolheu o mais longo. Começou em Seia e depois Granfondoeu-se mais de seis horas pelos 150km, com alturas a rondar os 4800 d+, terminou sem surpresa num excelente 44º lugar da classe, de um total de 328 atletas, demonstrando mais uma vez a sua estaleca de strong cycling man.

 

2.No dia 14, o speed man Cesar Nogueira, foi a Braga fazer a prova de resistência “Bracara Urban Race”, foram 3horas a andar às voltas num perímetro de 6kms. Resistiu 12 voltas, o que perfaz 72kms, é muita resistência para um homem só. No final, ainda lhe tocou um honroso 8º lugar entre 330 atletas.

 

3.No dia 15, foi a vez dos dois ddr Bruno Monte e Narciso Ribeiro, Granfondoerem-se também, repetiram o BragançaGranfondo, de boa memória, do ano passado. Foi mais uma prova bem granfondida e, se em 2017, íamos sendo fritos no pixe com temperatura a chegar aos 41º, desta vez fomos compensados com temperatura amena e até com umas pinguitas de chuva no início.

Os 1600 granfundistas, segundo a organização, arrancaram em direção ao Parque Natural de Montesinho, começando por transpor o murete (6,7%), de Palácios, com a banda local e outro conjunto de gaiteiros a darem musica para animar a malta, antes de atacarmos as aldeias históricas de Montesinho, das quais se destacam, as aldeias de Guadramil com o piso em paralelos e Rio de Onor, esta última eleita uma das sete aldeias maravilha de Portugal, situada na fronteira com Espanha.

Pedalar pelos montes agrestes e rios do nordeste transmontano, é uma sensação de liberdade única, muito revitalizadora para o espírito, uma espécie de catarse para a alma.

Trinta kms depois de Rio de Onor e de atravessar as paredes de Ungilde, por terras espanholas, eis-nos na bela vila espanhola de Puebla de Sanabria, onde no dizer dos habitantes são os espanhois mais bonitos do país, não sabemos se é verdade nem nos interessa, até porque tivemos mais que fazer do que olhar p`ra cara deles mas, ficamos a saber que tem uma rua em pedra lousa, estuporada, que tivemos de subir com 23% de inclinação e que obrigou muito boa gente a ter de fazer os 400m a penantes.

Foi Impressionante sentir o apoio dos espanhois a puxar pelo pessoal com os bofes a saltar pela boca, sempre a incentivar os ciclistas sem descanso – aqui estamos de acordo que são bonitos -, parecia a final de uma etapa da volta à frança, de resto foi uma constante o apoio e carinho com que as gentes das aldeias dos dois países saudavam a nossa passagem.

 

4. Os muros praticamente acabaram em Puebla de Sanabria e apesar das percentagens das subidas parecerem acessíveis, não o eram, eram kms de pica miolos e os últimos 30km com o vento a soprar forte e a bater nas trombas, tornaram a Granfondice mais complicada.

Voltamos a entrar em território nacional pela famosa aldeia de França e depois até Bragança foi um pulo de 25km.

O Bruno demorou 3h53 a fazer os 104km e o Narciso Granfondoeu-se mais 32 minutos: 4h25.

O II BragançaGranfondo tinha terminado e como comentou alguém no final “este é sem dúvida o melhor Granfondo que já fiz! Tudo perfeito! Até a dureza!”. Pressupõe-se que o dono deste comentário, já fez muitos Granfondos, para opinar desta maneira. Foi de facto uma boa prova, um dia de diversão fantástico, bem passado em família e, para a próxima, só um motivo de força maior é que nos impedirá de voltar a Granfondear por Bragança. Parabens Bikeservice e todo o povo de Bragança.

 

5.Desportivamente, fizemos o melhor que podiamos, porque foi a única maneira de ficar descansados, fosse qual fosse o resultado, ninguém consegue ir além do maior esforço que pode fazer. A vantagem e desvantagem é que o nosso melhor fica a descoberto, aos nossos olhos e aos olhos dos outros. Não podemos fingir que podíamos ter feito um esforço maior e ficado em melhor posição.

 

6.No dia 19, em mais um treino-corrida-de-pixe-noturno, de quinta feira, foi a vez do ddr Emílio Hipólito e do Zé Manel (?) brilharem, entre um grupo numeroso que fez questão de marcar presença nesta muito importante prova feijoeira que só acontece muito raramente. E, o mais interessante, é que ninguém quis perder esta corrida, mesmo sendo a… feijões. Todos se empenharam a sério para chegar à meta situada em casa do Mailo, no entanto há a lamentar duas desistências que não tiveram arcaboiço para concluir a apetitosa corrida feijoeira. É a vida.

Já demos os parabens pessoalmente aos vencedores e agora voltamos a dar-lhos aqui: parabens grande Mailo e Zé Manel pelo sucesso e fazemos votos para continuarem  a brilhar nesta excelente feijoada, nós estaremos sempre com convosco, nunca vos deixaremos ficar mal.

PS: um grande abraço ao nosso amigo Nuno Gonçalves, foi um prazer ter-te na nossa companhia. Abraços de todos os pares do reino dêdêrriano.

fotos da granfondice de Bragança e a feijoes

 

injinheiradas

Domingo, Junho 17, 2018

“….e se fossemos por aqui?… bora lá….”

Mas não houve bora lá p`ra ninguém, o trilho da arriba a explorar, ficou adiado para outra ocasião, porque das oito mulas de trote, a coitada da burra Giant, levou um tamanho soco com a desmultiplicação de andamento que a deixou muito maltratada em frangalhos.

E, a sorte da burra Giant continuar a galopar e o dono não ter palmilhado um ror de kms a pé, o que seria bem feito, foi ter uma porrada de veterinários, perdão, de injinheirus dos ddr`s á mão, que depressa começaram a injinheirar a melhor forma de ressuscitar a pobre da mula tão mal tratada pelo dono.

Trabalhavam afanosamente, dava gosto ver os injinheirus a trabalhar, pediam chaves, desencravadores e outras ferramentas que por ali houvesse no alforge das mulas. O injinheiru chefe Nogueira, o tal que papa granfondos, com a mesma facilidade, como quem bebe cervejas ao fim de um treino dêdêrriano, comandava as operações, começou por soltar o carrinho das mudanças e depois transferiu o óleo sujo das correntes para as mãos; o injinheiru Maia, impassível mas não muito compenetrado segurava a mula de patas para o ar; o injinheiru Tino coçava o cocuruto para deslindar o mistério do nó cego em forma de oito que a corrente da burra Giant lhe deu; o injinheiru Miguel, o dono, firme e hirto, segurava na roda, sem saber muito bem o que fazer à vida, apreensivo, fazia figas para que os colegas injinheirus resolvessem o dilema das correntes em oito e do carrinho das mudanças, para não ter de acabar o treino on foot.

Alheio a tudo, o aspirante a injinheiru Tone Soares, o tal que andou a colecionar cromos para a caderneta durante dois dias de Apulia a Santiago, olhava para o capacete, desesperado com o smartphone para que alguém do outro lado lhe enviasse uma das duas posições geográficas na sogra ou em casa, para o almoço.

Ao fim de tantos cálculos da injinheirada, a pobre da burra Giant, voltou a ter vida, voltou novamente a escoicinhar e ficou tão fina que até teve folgo para fazer a pista de XCO de Creixomil.

Tudo isto amigos, graças mais uma vez aos cerebrais injinheirus, só não houve sucesso para o Tone Soares, que até ao SUN7, continuava a não ter resposta para onde se dirigir para almoçar.

as fotos da operação à mula Giant:

OS ddr pelo Caminho Português da Costa

Segunda-feira, Junho 11, 2018

1.10 de junho, dia de Portugal e da Comunidades Portuguesas, dia em que quatro atletas duros de roer comó…escalaram por Aldreu o ponto mais alto do concelho de Barcelos, o S.Gonçalo, bom, mas nós não estamos aqui para alardear as façanhas corriqueiras de cicloturismo de domingo, mas para tentar descrever as peculiares incidências dos ddr pelo Caminho Português da Costa que o grupo trilhou há uma semana.

 

2.No passado domingo, dia 3, concluímos uma rota dos Caminhos de Santiago iniciada no dia anterior. Escolhemos fazer pela segunda vez em oito anos o Caminho Português da Costa, porque, dos dezoito ddr deste ano, só cinco é que o tinham feito de mtb e dois a pé.

Em 2010, fomos um dos dois grupos em bicicleta, com a particularidade de sermos o único grupo em autonomia que participou na estreia oficial deste caminho que, na altura era um caminho quase desconhecido, as referencias sobre esta rota medieval eram escassas, a sinalética era praticamente inexistente, daí para cá muita coisa melhorou, desde a criação de albergues a uma boa sinalização, muito por graça e empenho do Sr Manuel Rocha da Propedal e da Associação Jacobeia Via Veteris de Esposende que tem sido incansáveis no dinamismo e melhoramento da via até Castelo Neiva. Atualmente das cerca de trinta rotas oficializadas a Santiago de todos os pontos da europa, o Caminho Portugues da Costa, que também atravessa o centro da vila de Apulia, já é, depois do Caminho Frances, o 2º Caminho mais peregrinado e o que mais tem crescido nos últimos anos.

 

A partida do grupo dos 18

3.Comecemos então por descrever como correu a nossa maratona a Santiago, principalmente para os nossos amigos e ddr no estrangeiro e outros ddr que não puderam estar connosco.

Tivemos a sorte de começar o caminho a partir de casa. Com um novato nestas coisas dos caminhos de Santiago, o António Soares, o Tone, que durante dois dias foi o Tone dos credenciais, mais adiante explicamos porquê.

Sendo um dos maiores grupos de sempre, os 18 ddr, apresentaram-se programados e bem atestados de calorias para roer os 160km, da etapa do dia que haveria de terminar em Pontevedra.

Só com 41 minutos de atraso da hora prevista, o que para os padrões dederrianos até foi bom, às 06h11, começamos a dar ao pedal. Deu logo para perceber que não haveria moleza, toda a gente estava desejosa de ativar o pedaleiro rapidamente e lá fomos virados a norte com o tempo porreiro a ajudar-nos.

O caminho até Anha, onde fizemos a primeira paragem, fez-se num ápice, paramos para registar em foto a lápide do Saraiva, um individuo natural de Apulia que os ladrões mataram com um tiro há…182 anos, hum, quem seria este personagem? Até hoje ninguém soube responder, mas pelo aparato da campa bem cuidada, deve ter sido um tipo importante ou cheio de pastel.

Quem seria este personagem?

O grupo continuou a zimbrar (gostamos desta palavra inventada pelo Chico e por isso vamos utiliza-la muitas vezes neste texto porque encaixa bem no perfil do grupo nestes dois dias), sem olhar para o lado, tentando aldrabar a máxima do caminho “Amigo peregrino ou aventureiro, não faças o caminho, deixa que o caminho o faça a si”, pois, pois.

Paravamos de vez em quando, para o moço de primeira viagem, o Tone, a quem foi atribuída a nobre missão pelo traquejado Chico, de carregar e carimbar as credenciais dos todos poderosos duros de roer e, não adiantou nada que o recruta Soares aspirante a ddr fizesse má cara, porque o Chico que o adoptou como seu amparado e lhe ensinou os truques da missão, rapidamente o punha na linha quando tentava a esquivar-se às carimbadelas.

Depressa chegamos a Viana do Castelo, onde nos despedimos do ddr Cesar que fez questão de nos acompanhar até aqui e só não continuou mais um pouco porque no dia seguinte tinha o Geres Granfondo para roer e tinha de se precaver para o exigente ismifranço das estradas de pixe pelos montes do Geres.

 

Frontaria da casa onde morou o poeta Pedro Homem de Melo

4.Agora a caminho de Ancora, o Bruno ia avisando que a qualquer momento passariamos por um lugar paradisíaco em Cabanas, uma freguesia de Afife, onde o poeta, professor e folclorista Pedro Homem de Melo, escolheu para escrever e viver grande parte da sua vida no Convento de Cabanas junto ao rio com o mesmo nome. Foi autor de variadíssimos poemas, quem não conhece os poemas “Povo que Lavas no Rio” ou “Havemos de ir a Viana”, cantados por Amália Rodrigues? E outros poemas igualmente cantados por vários artistas dentre deles Sérgio Godinho, até os sargaceiros d`Apulia tem poemas de Pedro Homem de Melo no seu reportório.

Certamente um local que merece ser revisitado com mais calma.

Quando chegamos a Ancora o local do reforço, a “larica” estava em alta, as pedras do caminho que não nos deram tréguas desde Viana, provocando tremeliques sem fim nas burras, ajudaram ainda mais a acelarar a baixar os níveis de glicogeneo nos 18 atletas zimbradores.

O grupo conseguiu aguentar mais ou menos todo junto até Ancora mas, de repente ficou esfrangalhado em três, um classico dederriano, um grupo virou a norte, outro a sul, todos com a certeza que o caminho “é por  aqui”. Quando enfim voltaram a juntar-se, já os dois primeiros grupos estavam a preparar-se para roer as sandoxas da carrinha de apoio estacionada na marginal, junto ao forte de Ancora.

Mais uma carrada de ddr, prestes a atracar em a Guarda

Com o papinho atestado, só tivemos de pedalar mais 8km até Caminha e dar por terminada a pedalação por terras lusas. Faltava agora a operação de atravessar o rio para a margem galega, A Pasaxe em  Guarda.

O ferry que tinha obrigação de nos transportar, permanecia assapado no lodo do rio à espera da preia-mar para pegar ao trabalho às 15h00. Como a essa hora já queríamos estar a caminho para lá de Baiona e como não estávamos interessados em fazer mais 30km pela ponte em V.N.Cerveira ativamos o plano B e contratamos uma barcoita, táxi mar, com lotação para cinco pessoas e 5 burras e lá  andou a fanicar para um lado e para o outro pelo estuário do rio Minho, fazendo quatro carretos para passar toda maralha para o  estrangeiro, demorando a operação Caminha-Pasaxe 1h15.

Esta travessia aguada acabou por beneficiar toda a gente, o primeiro e segundo grupos a chegar à Guarda, ocuparam-se a esvaziar umas cervejitas, os outros enquanto esperavam pela sua vez, dedicaram-se a pescar e a recuperar alguma coisita do sono que perderam desde as 04h30.

Depois do ultimo grupo que tinha ficado em Caminha a dormitar, ter atracado na Pasaxe, com a cambada de novo junta, a zimbradeira recomeçou.

 

5. O Caminho prosseguia pela costa galega de espanha, atravessamos a Guarda, rodeamos o imponente monte de Sta Trega. O grupo continuava a pedalar à vista da costa das rias baixas, sem dar mostras de fadiga. Seguiu-se Rosal, em Oia só paragem para forçar o Tone das 18 a ter consciência da missão de que foi incumbido e ala para Baiona onde estava previsto aterrar para almoçar mas, antes disso acontecer os tupperwares andaram a fazer series entre Oia e Baiona na carrinha de apoio devido a um desencontro gêpêssiano, que baralhou as coordenadas do Tone Barbosa, nosso anjo protetor.

O relvado com vista para o mar, onde um grupo de rafeiros poisou para almoçar

O enfardanço do almoço aconteceu a 10km de Baiona, nas traseiras de um restaurante abandonado. Aqui, o chefe teve de se impor para sanar um conflito territorial, porque um grupo pequeno de rafeiros, queria que toda a gente se alapasse com as marmitas à sombra de uns pinheiros onde existiam meia dúzia de cadeiras e uma mesa, enquanto a maioria queria o parque relvado nas traseiras do restaurante abandonado, com vista p`ras rochas das rias baixas. No meio do conflito que poderia redundar numa guerra sem quartel com consequências imprevisíveis, o chefe puxou dos galões e já com os azeites, sentenciou “a carrinha é minha, vai p`ra onde eu mandar” e mandou muito bem, pois ordenou que a carrinha com a moina comestível fosse p`ro parque relvado com vista p`ras rochas das rias baixas. Enquando o grupo dos rafeiros que julgavam ter pedigree abancaram à mesa, o outro grupo de rafeiros rebolou-se com as marmitas na relva e pelas escadas do restaurante abandonado.

Quarenta minutos depois o conflito estava esquecido e o grupo abandonou o local do enfardanço hidratante/carbónico/lípido e retomou a zimbradeira do costume à procura de um cafe solo em Baiona, que tirasse o efeito de adormecermos em cima das burras.

Sem problemas, atravessamos Baiona e depois Ramalhosa, que fez aos cinco repetentes, recordar boas memórias da primeira vez que lá estivemosmos, seguiu-se Nigrán, Vigo, Redondela, sem dúvida a zona mais paisagistica desde a Guarda, do Caminho Galego, com uma vista soberba na saída de Vigo para Redondela sobre o estuário protegido pelas ilhas Cies.

 

6.Em Redondela, o caminho da Costa funde-se no caminho central e o transito de peregrinos obviamente torna-se maior.

Nós que sempre saudamos generosamente com “bom caminho”, todos os peregrinos que íamos encontrando, a partir de Redondela até Santiago, tivemos ainda mais “bons caminhos”, para distribuir por tantos peregrinos, por vezes saía um bueno camino e era caricato quando os peregrinos respondiam em português, porque…eram portugueses.

 

7. Os 20km de Redondela a Pontevedra fizeram-se sem problemas, com o habitual sobe e desce do caminho, o desejado fim da etapa do dia aproximava-se.

Na frente continuavam os mesmos zimbradores desde o inicio, com o mesmo ritmo, os invejosos não deixavam que ninguém os ultrapassasse, já os zimbradores a fechar o pelotão também os mesmos desde o inicio, não tiveram esse problema.

Por fim avistamos o casario da cidade e dali a pouco estavamos a travessar a cidade, passamos sem parar em frente da emblemática praça peregrina com a sua majestosa igreja da virgem peregrina e do papagaio Ravachol em busca do hotel don Pepe mas para lá chegar ainda tivemos de atravessar a ponte sobre o rio para a outra banda, com o engano da ordem, ou este grupo não se chamasse ddr – só à segunda é que atinamos com a entrada na ponte – e eis que finalmente avistamos o nosso poiso final e

para parar de dar ao pedal, mas a etapa do dia só verdadeiramente terminaria daí a três horas depois de devorar um belo rodizio no Porteliñea em a Barca, porque o desgaste muscular dos 161km, não se repõe com sandes e fruta, aquilo é que foi atestar vilanagem, foi ou não foi Miguel e Almeida?

Não deixamos os créditos por bocas alheias e o repasto só terminou quando entoamos loas ao grupo ddr:

Eeeeeeee o que é que nós somos?  Duros de Roer

 

2º dia

 

03 junho

8.Envergando o equipamento mais bonito do mundo e depois de uma noite calminha, às 7h30, todos os ddr estavam sentadinhos com os pés debaixo da mesa afim de atacar o pequeno almoço, ninguem diria, ao ver a forma empenhada como a cambada tragava os croissants e companhia, que poucas horas antes tínhamos devorado um vitelo no rodizio do Porteliñea, até que alguém alertou: O chefe? Falta o chefe, deve ter adormecido, é melhor ir chama-lo, mas não foi necessário, o chefe com um sorriso rasgado de orelha a orelha e bigode afiado, deu entrada no breakfast room, cumprimentou toda a gente mas houve uns engraçadinhos que lhe responderam ironicamente em italianoo: Buongiorno l`italiano da milano.

 

9.Todos afinadinhos, às 07h31 (hora portuguesa), iniciamos a segunda etapa e, para não perdermos tempo mais tarde, enganamo-nos logo na partida e assim o assunto dos enganos ficou arrumado e, se no dia anterior tivemos alguma dificuldade em atinar com a entrada na ponte, desta vez enfiamo-nos logo à primeira e a meio lá tivemos de dar meia volta porque não precisávamos da ponte para Santiago.

 

10. Os 70km da tirada até Compostela, desde A Barca, pela nossa estimativa, que falha quase sempre, e a zimbrar (continuamos a adorar esta palavra) como ontem, demorariam a ser roídos até às 11h30, mas, há sempre um mas a estragar tudo e lá se foi a estimativa da chegada p`ro galheiro.

 

A fonte das quatro bicas. Sem comentários

Em Caldas de Reis, cumprimos a tradição, pelo menos alguns cumpriram e foram ao banho na fonte das quatro bicas, isto é amarrecaram como as patas dos patos, afinal tínhamos tempo e o que restava dos 70km seriam pice-a-cake até Santiago mas, como já dissemos não foi bem assim, entre Caldas de Reis e Padron a coisa complicou-se um pouco e se uma roda há muito vinha sofrendo com falta de ar e a precisar constantemente que lhe bufassem para dentro, um dropout resolveu também entrar na brincadeira e partiu. Valeu que os injinheirus Almeida e Bruno, imediatamente entraram em ação tentando remediar a situação até à carrinha de apoio, situada a 8km em Padron.

Ao fim de 40 minutos a burra levantou-se, com um novo dropout mas, canibalizada com menos quatro elos de corrente e foi assim ao pé coxinho que conseguiu chegar a Padron, onde depois foi substituída por outra de reserva. Grupos altamente profissionalizados como nós ddr são assim.

Em padron aproveitamos e fizemos a ultima  pausa para enfardar os restos de comida  aziomada do dia anterior, mas em compensação tivemos a alegria de assistir empolgados, enquanto tomávamos café, à espetacular final de moto 2 de Miguel Oliveira. Foi bonito pá, no meio de tantos espanhois ver a classe com que o portuga limpou aquilo. Ainda bem que a burra nos fez atrasar para festejar-mos o feito do Oliveira, em terra alheia.

 

11.Os 24 kms de Padron até Santiago, foram a consagração final do Caminho e dos ddr.

Chegamos de mansinho a uma das ruas pedonais da cidade de Santiago, que rodeiam a Catedral, pejada de peregrinos. Com as burras pela mão demos entrada na praça do Obradoiro em frente à Catedral de Compostela. Um frio de rachar esperava por nós, e, ao contrário das outras vezes, se calhar foi a causa do frio que vimos pela 1ª vez a praça com tão poucos peregrinos.

O Caminho tinha terminado.

Em resumo, foram dois dias de boas vivências, de aventura, de fortalecimento do grupo que é sempre o nosso objetivo.

O fantástico grupo de 2018:

Filipe Torres; Francisco Ferreira; Emílio Santos; Celestino Palmeira; Paulo Santos; Emílio Hipólito; Filipe Correia; Narciso Ribeiro; Bruno Monte; António Maia; Tiago Costa; António Solinho; Arsénio Almeida; Marco Gonçalves; André Tarrio; Miguel Dias; António Soares e Alberto Ribeiro  

Na logística:

António Barbosa

PS: parabéns ao big ddr Cesar Nogueira, pelo 19º lugar no GeresGranfondo, mais uma vez dignificou os ddr. Parabens campeão.