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Doidices do reino…

Segunda-feira, Agosto 13, 2018

Na imprensa, principalmente a escrita, é frequente ler a expressão silly season, para chamar à epoca de verão (julho e agosto), o período de ferias por excelência, época “doida” ou “parva”. Expressão com origem no Reino Unido, por não haver verdadeiros factos políticos durante as férias e as notícias terem de ser alimentadas artificialmente com coisas fúteis ou sem interesse.

Das coisas com pouco sem interesse eles (imprensa), lá sabem os chouriços que mais lhes convém publicar para entreter o povo que gosta de política. Quanto aos meses doidos a que se referem no calendário, na parte que toca ao reino dêdêrriano, não existe só dois, mas sim doze e cada mês com doses suficientes de doidice, produzidas ora em treinos (as mais frequentes), ora em provas diversas e até por Caminhos de Santiago e Mira, perdão, Fátima.

Exemplos não faltam, enumeremos só algumas maluqueiras estapafúrdicas do reino: a descida do monte da Bualhosa em Ponte de Lima, é, talvez a par com a Sra do Minho a mais significativa, de resto quando a seita desliza, o termo é mesmo este, deslizar pelos tracks apertados pelos montes abaixo ou por estradões com alto grau de armadilhas capotantes, acontece muitas vezes, bom, algumas vezes, a um rafeiro qualquer, carente, num rebate de paixão assolapada abraçar pinheiros, eucaliptos, sobreiros ou o que aparecer pela frente, abraçando-os com paixão incontrolada mas, sem correspondencia, recebendo em troca das irredutíveis e respeitosas espécies vegetais a indiferença, acompanhada das mais das vezes com requintados golpes sangrentos e, como se já não bastasse o azar não correspondido do duro rafeiro, ainda recebe de bonus a burra empenada. É de doidos….

…e nos trilhos rolling stones, ou descer a sra da imagem até partir o capacete às cabeçadas nas pedras até ficar convencidos que as pedras pontiagudas afinal não são almofadas fofinhas. Tambem é de doidos…

…e as corridas de pixe das quintas feiras à noite? É ou não de doídos? É…

…e os chafurdanços no rio Neiva, em pleno inverno? É de doidos? Talvez…

…e aquele ddr que consumiu em dois dias ao longo de 230kms, gel`s e barras energéticas que davam para seis meses? É de doidos? Doidos não, doido…

…e andar a cortar milho de 2 metros de altura, com a burra até rebentar e depois saltar o portão da quinta com 4 metros de altura? Sim, é de doidos…

…e gozar rapidamente numa semana, as três semanas de férias, como fez o grande e polivalente ddr João da Silva, antes de regressar ao Canadá? A coisa foi tão rápida que nem deu tempo do pessoal se despedir. É de doidos…

…e subir o penedo ladrão a derreter com o calor no fim de semana de 3,4 e 5 o tais dias da climática bomba de calor ou fazer o VCPGE com temperaturas a rondar os 50ºC como nos conta em baixo o Bruno Monte e corroborado verbalmente pela nossa amiga Tania Serra que este domingo nos deu o prazer da sua companhia.

“O VCPGeres Extreme 2018 já foi e estas 3 fotos mostram como foi o 1º, 2º e 3º dia da prova.

Infelizmente existiram percalços pelo caminho, temperaturas perto dos 50º C e uma grave avaria que me fez desistir no segundo dia, mas correu tudo bem…

O meu parceiro, embora normalmente mais forte do que eu a pedalar, não aguentou as condições do 1º dia e desistiu ao km 97, no segundo dia arranquei sozinho tive uma avaria e fui obrigado a desistir e no 3º dia fiz sozinho novamente.

No próximo ano correrá melhor,

1º dia 120km 3000d+

2º dia  74km  2200d+

3º dia 108km 2200d+

ddr Bruno Monte – dorsal 122B”

Então esta é mesmo de doidos e só podia ter como ptotagonisto, O DURO Bruno Monte, fadado para este tipo de provas de exigência física máxima, a quem desde já todos os ddr tiram o capacete por ser um dos 71 betetistas/herois a chegar ao fim, depois de todas as contrariedades, assim como o brilhante 2º lugar da campeonissima Tania Serra, com poiso permanente nos lugares mais altos do pódio, agora a disputar provas de XCO, que, como já referimos e com o seu amigo Nuno nos deram o prazer das suas companhias no atribulado, um clássico, treino deste domingo com direito a mergulho na cascata de perelhalvixlandia e que não se furtou à praxe do mergulho revigorante e emergir pelo buraco do renascimento dederrianix.

E pela nossa parte continuaremos a prestar tributo à silly season da época ou fora dela. A vida ou é uma aventura ou não é nada

Obs: quarta dia 15, temos a descida nos botes, no rio Minho.

As Granfondices de julho dos ddr

Sexta-feira, Julho 20, 2018

1.No dia 8 julho o Eurico Cunha, participou no Granfondo da serra da Estrela. Dos dois percursos, escolheu o mais longo. Começou em Seia e depois Granfondoeu-se mais de seis horas pelos 150km, com alturas a rondar os 4800 d+, terminou sem surpresa num excelente 44º lugar da classe, de um total de 328 atletas, demonstrando mais uma vez a sua estaleca de strong cycling man.

 

2.No dia 14, o speed man Cesar Nogueira, foi a Braga fazer a prova de resistência “Bracara Urban Race”, foram 3horas a andar às voltas num perímetro de 6kms. Resistiu 12 voltas, o que perfaz 72kms, é muita resistência para um homem só. No final, ainda lhe tocou um honroso 8º lugar entre 330 atletas.

 

3.No dia 15, foi a vez dos dois ddr Bruno Monte e Narciso Ribeiro, Granfondoerem-se também, repetiram o BragançaGranfondo, de boa memória, do ano passado. Foi mais uma prova bem granfondida e, se em 2017, íamos sendo fritos no pixe com temperatura a chegar aos 41º, desta vez fomos compensados com temperatura amena e até com umas pinguitas de chuva no início.

Os 1600 granfundistas, segundo a organização, arrancaram em direção ao Parque Natural de Montesinho, começando por transpor o murete (6,7%), de Palácios, com a banda local e outro conjunto de gaiteiros a darem musica para animar a malta, antes de atacarmos as aldeias históricas de Montesinho, das quais se destacam, as aldeias de Guadramil com o piso em paralelos e Rio de Onor, esta última eleita uma das sete aldeias maravilha de Portugal, situada na fronteira com Espanha.

Pedalar pelos montes agrestes e rios do nordeste transmontano, é uma sensação de liberdade única, muito revitalizadora para o espírito, uma espécie de catarse para a alma.

Trinta kms depois de Rio de Onor e de atravessar as paredes de Ungilde, por terras espanholas, eis-nos na bela vila espanhola de Puebla de Sanabria, onde no dizer dos habitantes são os espanhois mais bonitos do país, não sabemos se é verdade nem nos interessa, até porque tivemos mais que fazer do que olhar p`ra cara deles mas, ficamos a saber que tem uma rua em pedra lousa, estuporada, que tivemos de subir com 23% de inclinação e que obrigou muito boa gente a ter de fazer os 400m a penantes.

Foi Impressionante sentir o apoio dos espanhois a puxar pelo pessoal com os bofes a saltar pela boca, sempre a incentivar os ciclistas sem descanso – aqui estamos de acordo que são bonitos -, parecia a final de uma etapa da volta à frança, de resto foi uma constante o apoio e carinho com que as gentes das aldeias dos dois países saudavam a nossa passagem.

 

4. Os muros praticamente acabaram em Puebla de Sanabria e apesar das percentagens das subidas parecerem acessíveis, não o eram, eram kms de pica miolos e os últimos 30km com o vento a soprar forte e a bater nas trombas, tornaram a Granfondice mais complicada.

Voltamos a entrar em território nacional pela famosa aldeia de França e depois até Bragança foi um pulo de 25km.

O Bruno demorou 3h53 a fazer os 104km e o Narciso Granfondoeu-se mais 32 minutos: 4h25.

O II BragançaGranfondo tinha terminado e como comentou alguém no final “este é sem dúvida o melhor Granfondo que já fiz! Tudo perfeito! Até a dureza!”. Pressupõe-se que o dono deste comentário, já fez muitos Granfondos, para opinar desta maneira. Foi de facto uma boa prova, um dia de diversão fantástico, bem passado em família e, para a próxima, só um motivo de força maior é que nos impedirá de voltar a Granfondear por Bragança. Parabens Bikeservice e todo o povo de Bragança.

 

5.Desportivamente, fizemos o melhor que podiamos, porque foi a única maneira de ficar descansados, fosse qual fosse o resultado, ninguém consegue ir além do maior esforço que pode fazer. A vantagem e desvantagem é que o nosso melhor fica a descoberto, aos nossos olhos e aos olhos dos outros. Não podemos fingir que podíamos ter feito um esforço maior e ficado em melhor posição.

 

6.No dia 19, em mais um treino-corrida-de-pixe-noturno, de quinta feira, foi a vez do ddr Emílio Hipólito e do Zé Manel (?) brilharem, entre um grupo numeroso que fez questão de marcar presença nesta muito importante prova feijoeira que só acontece muito raramente. E, o mais interessante, é que ninguém quis perder esta corrida, mesmo sendo a… feijões. Todos se empenharam a sério para chegar à meta situada em casa do Mailo, no entanto há a lamentar duas desistências que não tiveram arcaboiço para concluir a apetitosa corrida feijoeira. É a vida.

Já demos os parabens pessoalmente aos vencedores e agora voltamos a dar-lhos aqui: parabens grande Mailo e Zé Manel pelo sucesso e fazemos votos para continuarem  a brilhar nesta excelente feijoada, nós estaremos sempre com convosco, nunca vos deixaremos ficar mal.

PS: um grande abraço ao nosso amigo Nuno Gonçalves, foi um prazer ter-te na nossa companhia. Abraços de todos os pares do reino dêdêrriano.

fotos da granfondice de Bragança e a feijoes

 

injinheiradas

Domingo, Junho 17, 2018

“….e se fossemos por aqui?… bora lá….”

Mas não houve bora lá p`ra ninguém, o trilho da arriba a explorar, ficou adiado para outra ocasião, porque das oito mulas de trote, a coitada da burra Giant, levou um tamanho soco com a desmultiplicação de andamento que a deixou muito maltratada em frangalhos.

E, a sorte da burra Giant continuar a galopar e o dono não ter palmilhado um ror de kms a pé, o que seria bem feito, foi ter uma porrada de veterinários, perdão, de injinheirus dos ddr`s á mão, que depressa começaram a injinheirar a melhor forma de ressuscitar a pobre da mula tão mal tratada pelo dono.

Trabalhavam afanosamente, dava gosto ver os injinheirus a trabalhar, pediam chaves, desencravadores e outras ferramentas que por ali houvesse no alforge das mulas. O injinheiru chefe Nogueira, o tal que papa granfondos, com a mesma facilidade, como quem bebe cervejas ao fim de um treino dêdêrriano, comandava as operações, começou por soltar o carrinho das mudanças e depois transferiu o óleo sujo das correntes para as mãos; o injinheiru Maia, impassível mas não muito compenetrado segurava a mula de patas para o ar; o injinheiru Tino coçava o cocuruto para deslindar o mistério do nó cego em forma de oito que a corrente da burra Giant lhe deu; o injinheiru Miguel, o dono, firme e hirto, segurava na roda, sem saber muito bem o que fazer à vida, apreensivo, fazia figas para que os colegas injinheirus resolvessem o dilema das correntes em oito e do carrinho das mudanças, para não ter de acabar o treino on foot.

Alheio a tudo, o aspirante a injinheiru Tone Soares, o tal que andou a colecionar cromos para a caderneta durante dois dias de Apulia a Santiago, olhava para o capacete, desesperado com o smartphone para que alguém do outro lado lhe enviasse uma das duas posições geográficas na sogra ou em casa, para o almoço.

Ao fim de tantos cálculos da injinheirada, a pobre da burra Giant, voltou a ter vida, voltou novamente a escoicinhar e ficou tão fina que até teve folgo para fazer a pista de XCO de Creixomil.

Tudo isto amigos, graças mais uma vez aos cerebrais injinheirus, só não houve sucesso para o Tone Soares, que até ao SUN7, continuava a não ter resposta para onde se dirigir para almoçar.

as fotos da operação à mula Giant:

OS ddr pelo Caminho Português da Costa

Segunda-feira, Junho 11, 2018

1.10 de junho, dia de Portugal e da Comunidades Portuguesas, dia em que quatro atletas duros de roer comó…escalaram por Aldreu o ponto mais alto do concelho de Barcelos, o S.Gonçalo, bom, mas nós não estamos aqui para alardear as façanhas corriqueiras de cicloturismo de domingo, mas para tentar descrever as peculiares incidências dos ddr pelo Caminho Português da Costa que o grupo trilhou há uma semana.

 

2.No passado domingo, dia 3, concluímos uma rota dos Caminhos de Santiago iniciada no dia anterior. Escolhemos fazer pela segunda vez em oito anos o Caminho Português da Costa, porque, dos dezoito ddr deste ano, só cinco é que o tinham feito de mtb e dois a pé.

Em 2010, fomos um dos dois grupos em bicicleta, com a particularidade de sermos o único grupo em autonomia que participou na estreia oficial deste caminho que, na altura era um caminho quase desconhecido, as referencias sobre esta rota medieval eram escassas, a sinalética era praticamente inexistente, daí para cá muita coisa melhorou, desde a criação de albergues a uma boa sinalização, muito por graça e empenho do Sr Manuel Rocha da Propedal e da Associação Jacobeia Via Veteris de Esposende que tem sido incansáveis no dinamismo e melhoramento da via até Castelo Neiva. Atualmente das cerca de trinta rotas oficializadas a Santiago de todos os pontos da europa, o Caminho Portugues da Costa, que também atravessa o centro da vila de Apulia, já é, depois do Caminho Frances, o 2º Caminho mais peregrinado e o que mais tem crescido nos últimos anos.

 

A partida do grupo dos 18

3.Comecemos então por descrever como correu a nossa maratona a Santiago, principalmente para os nossos amigos e ddr no estrangeiro e outros ddr que não puderam estar connosco.

Tivemos a sorte de começar o caminho a partir de casa. Com um novato nestas coisas dos caminhos de Santiago, o António Soares, o Tone, que durante dois dias foi o Tone dos credenciais, mais adiante explicamos porquê.

Sendo um dos maiores grupos de sempre, os 18 ddr, apresentaram-se programados e bem atestados de calorias para roer os 160km, da etapa do dia que haveria de terminar em Pontevedra.

Só com 41 minutos de atraso da hora prevista, o que para os padrões dederrianos até foi bom, às 06h11, começamos a dar ao pedal. Deu logo para perceber que não haveria moleza, toda a gente estava desejosa de ativar o pedaleiro rapidamente e lá fomos virados a norte com o tempo porreiro a ajudar-nos.

O caminho até Anha, onde fizemos a primeira paragem, fez-se num ápice, paramos para registar em foto a lápide do Saraiva, um individuo natural de Apulia que os ladrões mataram com um tiro há…182 anos, hum, quem seria este personagem? Até hoje ninguém soube responder, mas pelo aparato da campa bem cuidada, deve ter sido um tipo importante ou cheio de pastel.

Quem seria este personagem?

O grupo continuou a zimbrar (gostamos desta palavra inventada pelo Chico e por isso vamos utiliza-la muitas vezes neste texto porque encaixa bem no perfil do grupo nestes dois dias), sem olhar para o lado, tentando aldrabar a máxima do caminho “Amigo peregrino ou aventureiro, não faças o caminho, deixa que o caminho o faça a si”, pois, pois.

Paravamos de vez em quando, para o moço de primeira viagem, o Tone, a quem foi atribuída a nobre missão pelo traquejado Chico, de carregar e carimbar as credenciais dos todos poderosos duros de roer e, não adiantou nada que o recruta Soares aspirante a ddr fizesse má cara, porque o Chico que o adoptou como seu amparado e lhe ensinou os truques da missão, rapidamente o punha na linha quando tentava a esquivar-se às carimbadelas.

Depressa chegamos a Viana do Castelo, onde nos despedimos do ddr Cesar que fez questão de nos acompanhar até aqui e só não continuou mais um pouco porque no dia seguinte tinha o Geres Granfondo para roer e tinha de se precaver para o exigente ismifranço das estradas de pixe pelos montes do Geres.

 

Frontaria da casa onde morou o poeta Pedro Homem de Melo

4.Agora a caminho de Ancora, o Bruno ia avisando que a qualquer momento passariamos por um lugar paradisíaco em Cabanas, uma freguesia de Afife, onde o poeta, professor e folclorista Pedro Homem de Melo, escolheu para escrever e viver grande parte da sua vida no Convento de Cabanas junto ao rio com o mesmo nome. Foi autor de variadíssimos poemas, quem não conhece os poemas “Povo que Lavas no Rio” ou “Havemos de ir a Viana”, cantados por Amália Rodrigues? E outros poemas igualmente cantados por vários artistas dentre deles Sérgio Godinho, até os sargaceiros d`Apulia tem poemas de Pedro Homem de Melo no seu reportório.

Certamente um local que merece ser revisitado com mais calma.

Quando chegamos a Ancora o local do reforço, a “larica” estava em alta, as pedras do caminho que não nos deram tréguas desde Viana, provocando tremeliques sem fim nas burras, ajudaram ainda mais a acelarar a baixar os níveis de glicogeneo nos 18 atletas zimbradores.

O grupo conseguiu aguentar mais ou menos todo junto até Ancora mas, de repente ficou esfrangalhado em três, um classico dederriano, um grupo virou a norte, outro a sul, todos com a certeza que o caminho “é por  aqui”. Quando enfim voltaram a juntar-se, já os dois primeiros grupos estavam a preparar-se para roer as sandoxas da carrinha de apoio estacionada na marginal, junto ao forte de Ancora.

Mais uma carrada de ddr, prestes a atracar em a Guarda

Com o papinho atestado, só tivemos de pedalar mais 8km até Caminha e dar por terminada a pedalação por terras lusas. Faltava agora a operação de atravessar o rio para a margem galega, A Pasaxe em  Guarda.

O ferry que tinha obrigação de nos transportar, permanecia assapado no lodo do rio à espera da preia-mar para pegar ao trabalho às 15h00. Como a essa hora já queríamos estar a caminho para lá de Baiona e como não estávamos interessados em fazer mais 30km pela ponte em V.N.Cerveira ativamos o plano B e contratamos uma barcoita, táxi mar, com lotação para cinco pessoas e 5 burras e lá  andou a fanicar para um lado e para o outro pelo estuário do rio Minho, fazendo quatro carretos para passar toda maralha para o  estrangeiro, demorando a operação Caminha-Pasaxe 1h15.

Esta travessia aguada acabou por beneficiar toda a gente, o primeiro e segundo grupos a chegar à Guarda, ocuparam-se a esvaziar umas cervejitas, os outros enquanto esperavam pela sua vez, dedicaram-se a pescar e a recuperar alguma coisita do sono que perderam desde as 04h30.

Depois do ultimo grupo que tinha ficado em Caminha a dormitar, ter atracado na Pasaxe, com a cambada de novo junta, a zimbradeira recomeçou.

 

5. O Caminho prosseguia pela costa galega de espanha, atravessamos a Guarda, rodeamos o imponente monte de Sta Trega. O grupo continuava a pedalar à vista da costa das rias baixas, sem dar mostras de fadiga. Seguiu-se Rosal, em Oia só paragem para forçar o Tone das 18 a ter consciência da missão de que foi incumbido e ala para Baiona onde estava previsto aterrar para almoçar mas, antes disso acontecer os tupperwares andaram a fazer series entre Oia e Baiona na carrinha de apoio devido a um desencontro gêpêssiano, que baralhou as coordenadas do Tone Barbosa, nosso anjo protetor.

O relvado com vista para o mar, onde um grupo de rafeiros poisou para almoçar

O enfardanço do almoço aconteceu a 10km de Baiona, nas traseiras de um restaurante abandonado. Aqui, o chefe teve de se impor para sanar um conflito territorial, porque um grupo pequeno de rafeiros, queria que toda a gente se alapasse com as marmitas à sombra de uns pinheiros onde existiam meia dúzia de cadeiras e uma mesa, enquanto a maioria queria o parque relvado nas traseiras do restaurante abandonado, com vista p`ras rochas das rias baixas. No meio do conflito que poderia redundar numa guerra sem quartel com consequências imprevisíveis, o chefe puxou dos galões e já com os azeites, sentenciou “a carrinha é minha, vai p`ra onde eu mandar” e mandou muito bem, pois ordenou que a carrinha com a moina comestível fosse p`ro parque relvado com vista p`ras rochas das rias baixas. Enquando o grupo dos rafeiros que julgavam ter pedigree abancaram à mesa, o outro grupo de rafeiros rebolou-se com as marmitas na relva e pelas escadas do restaurante abandonado.

Quarenta minutos depois o conflito estava esquecido e o grupo abandonou o local do enfardanço hidratante/carbónico/lípido e retomou a zimbradeira do costume à procura de um cafe solo em Baiona, que tirasse o efeito de adormecermos em cima das burras.

Sem problemas, atravessamos Baiona e depois Ramalhosa, que fez aos cinco repetentes, recordar boas memórias da primeira vez que lá estivemosmos, seguiu-se Nigrán, Vigo, Redondela, sem dúvida a zona mais paisagistica desde a Guarda, do Caminho Galego, com uma vista soberba na saída de Vigo para Redondela sobre o estuário protegido pelas ilhas Cies.

 

6.Em Redondela, o caminho da Costa funde-se no caminho central e o transito de peregrinos obviamente torna-se maior.

Nós que sempre saudamos generosamente com “bom caminho”, todos os peregrinos que íamos encontrando, a partir de Redondela até Santiago, tivemos ainda mais “bons caminhos”, para distribuir por tantos peregrinos, por vezes saía um bueno camino e era caricato quando os peregrinos respondiam em português, porque…eram portugueses.

 

7. Os 20km de Redondela a Pontevedra fizeram-se sem problemas, com o habitual sobe e desce do caminho, o desejado fim da etapa do dia aproximava-se.

Na frente continuavam os mesmos zimbradores desde o inicio, com o mesmo ritmo, os invejosos não deixavam que ninguém os ultrapassasse, já os zimbradores a fechar o pelotão também os mesmos desde o inicio, não tiveram esse problema.

Por fim avistamos o casario da cidade e dali a pouco estavamos a travessar a cidade, passamos sem parar em frente da emblemática praça peregrina com a sua majestosa igreja da virgem peregrina e do papagaio Ravachol em busca do hotel don Pepe mas para lá chegar ainda tivemos de atravessar a ponte sobre o rio para a outra banda, com o engano da ordem, ou este grupo não se chamasse ddr – só à segunda é que atinamos com a entrada na ponte – e eis que finalmente avistamos o nosso poiso final e

para parar de dar ao pedal, mas a etapa do dia só verdadeiramente terminaria daí a três horas depois de devorar um belo rodizio no Porteliñea em a Barca, porque o desgaste muscular dos 161km, não se repõe com sandes e fruta, aquilo é que foi atestar vilanagem, foi ou não foi Miguel e Almeida?

Não deixamos os créditos por bocas alheias e o repasto só terminou quando entoamos loas ao grupo ddr:

Eeeeeeee o que é que nós somos?  Duros de Roer

 

2º dia

 

03 junho

8.Envergando o equipamento mais bonito do mundo e depois de uma noite calminha, às 7h30, todos os ddr estavam sentadinhos com os pés debaixo da mesa afim de atacar o pequeno almoço, ninguem diria, ao ver a forma empenhada como a cambada tragava os croissants e companhia, que poucas horas antes tínhamos devorado um vitelo no rodizio do Porteliñea, até que alguém alertou: O chefe? Falta o chefe, deve ter adormecido, é melhor ir chama-lo, mas não foi necessário, o chefe com um sorriso rasgado de orelha a orelha e bigode afiado, deu entrada no breakfast room, cumprimentou toda a gente mas houve uns engraçadinhos que lhe responderam ironicamente em italianoo: Buongiorno l`italiano da milano.

 

9.Todos afinadinhos, às 07h31 (hora portuguesa), iniciamos a segunda etapa e, para não perdermos tempo mais tarde, enganamo-nos logo na partida e assim o assunto dos enganos ficou arrumado e, se no dia anterior tivemos alguma dificuldade em atinar com a entrada na ponte, desta vez enfiamo-nos logo à primeira e a meio lá tivemos de dar meia volta porque não precisávamos da ponte para Santiago.

 

10. Os 70km da tirada até Compostela, desde A Barca, pela nossa estimativa, que falha quase sempre, e a zimbrar (continuamos a adorar esta palavra) como ontem, demorariam a ser roídos até às 11h30, mas, há sempre um mas a estragar tudo e lá se foi a estimativa da chegada p`ro galheiro.

 

A fonte das quatro bicas. Sem comentários

Em Caldas de Reis, cumprimos a tradição, pelo menos alguns cumpriram e foram ao banho na fonte das quatro bicas, isto é amarrecaram como as patas dos patos, afinal tínhamos tempo e o que restava dos 70km seriam pice-a-cake até Santiago mas, como já dissemos não foi bem assim, entre Caldas de Reis e Padron a coisa complicou-se um pouco e se uma roda há muito vinha sofrendo com falta de ar e a precisar constantemente que lhe bufassem para dentro, um dropout resolveu também entrar na brincadeira e partiu. Valeu que os injinheirus Almeida e Bruno, imediatamente entraram em ação tentando remediar a situação até à carrinha de apoio, situada a 8km em Padron.

Ao fim de 40 minutos a burra levantou-se, com um novo dropout mas, canibalizada com menos quatro elos de corrente e foi assim ao pé coxinho que conseguiu chegar a Padron, onde depois foi substituída por outra de reserva. Grupos altamente profissionalizados como nós ddr são assim.

Em padron aproveitamos e fizemos a ultima  pausa para enfardar os restos de comida  aziomada do dia anterior, mas em compensação tivemos a alegria de assistir empolgados, enquanto tomávamos café, à espetacular final de moto 2 de Miguel Oliveira. Foi bonito pá, no meio de tantos espanhois ver a classe com que o portuga limpou aquilo. Ainda bem que a burra nos fez atrasar para festejar-mos o feito do Oliveira, em terra alheia.

 

11.Os 24 kms de Padron até Santiago, foram a consagração final do Caminho e dos ddr.

Chegamos de mansinho a uma das ruas pedonais da cidade de Santiago, que rodeiam a Catedral, pejada de peregrinos. Com as burras pela mão demos entrada na praça do Obradoiro em frente à Catedral de Compostela. Um frio de rachar esperava por nós, e, ao contrário das outras vezes, se calhar foi a causa do frio que vimos pela 1ª vez a praça com tão poucos peregrinos.

O Caminho tinha terminado.

Em resumo, foram dois dias de boas vivências, de aventura, de fortalecimento do grupo que é sempre o nosso objetivo.

O fantástico grupo de 2018:

Filipe Torres; Francisco Ferreira; Emílio Santos; Celestino Palmeira; Paulo Santos; Emílio Hipólito; Filipe Correia; Narciso Ribeiro; Bruno Monte; António Maia; Tiago Costa; António Solinho; Arsénio Almeida; Marco Gonçalves; André Tarrio; Miguel Dias; António Soares e Alberto Ribeiro  

Na logística:

António Barbosa

PS: parabéns ao big ddr Cesar Nogueira, pelo 19º lugar no GeresGranfondo, mais uma vez dignificou os ddr. Parabens campeão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Concentração para CPC

Quinta-feira, Maio 31, 2018

Foram chegando a contas gotas, as estrelas são assim, o Marco foi o primeiro a apresentar-se e, num instante outros se seguiram até o Rafas ficar povoado com uma duzia de atletas de alta competição – basta ver as imagens abaixo para confirmar -, prontos para farejar uma porrada de kms do CPC mas, a coisa não começou muito bem ou antes, começou como habitualmente, fomos ao encontro do chefe que….não apareceu. O Milo a cada km, ameaçava que ia voltar para trás porque a tosse não o largava. Nas Marinhas demos com o nariz na porta e o assunto das CRD (decifra isto Martinho), ficou adiado para o André resolver. A coisa só começou deveras a animar em Castelo do Neiva, quando o gajo que escreveu estes rabiscos resolveu mergulhar de chapa nas pedras – mais tarde outro atleta dos bons, em solidariedade haveria de mergulhar mas de costas e no pixe – e, foi  neste ambiente de festa, antes dos joanetes dos dedos dos pés do Tozé, se adaptarem aos sapatos amarelinhos acabados de estrear agora em rodagem, que chegamos ao local do gesso de concentração em Belinho no Miguel house`s,  onde mais uma vez fomos recebidos  com todas as mordomias, ou não fossemos atletas famosos, para roer primeiro os pistachios, amendoins, salpicão, garrafão de VP e outras coisas mais, esta, uma fase importante para depois roer o  CPC que no próximo sabado terá o pontapé de saída às 05h30.

Cá está a seleção dos garbosos atletas e as respetivas burras no Miguel house`s em Belinho, que irão representar as cores dos ddr no CPC

Fátima 2018

Quarta-feira, Maio 16, 2018

1.No passado fim de semana 12 e 13 maio, 17 ddr pedalaram até Fátima pela 17º vez, curiosamente, repetimos a mesma data de há seis anos 12 e 13 maio 2012 e também com 17 elementos – embora desta vez, só 8 é que fossem repetentes. Costuma-se dizer que a ultima vez é sempre melhor que as outras mas, o certo é que foram dois bons dias e desta vez até tivemos vento bonançoso a nosso favor.

2.Com toda a gente em forma – as coças de quinta-feiras à noite surtiram efeito -, todos calejados nestas andanças, menos o estreante Martinho que, para o efeito até comprou uma burra de estrada, sem azares mecânicos (tirando uns furitos), depressa palmilhamos os 150kms da etapa parcial até Mira, pouco passava das 13h00, quando arribamos ao local programado para o reabastecimento e ao ponto nevrálgico do percurso. Ultrapassar a barreira situada no Casal de S.Tomé em Calvelas ao sul de Mira, chega a demorar mais de 3 horas, por aqui se vê a dificuldade de ultrapassar este obstáculo.

3.O reabastecimento foi na bela propriedade do Snr Carlos Miranda, amigo do chefe dos ddr, que serviu de poiso para o reforço e…outras cenas!
Incrivel como o Snr Carlos tem paciencia para nos aturar. Como sempre, fomos bem recebidos com um almoço, saboreado sem pressas – só faltou o bolo do Miguel -, é por estas e por outras, que damos mais valor à qualidade que à rapidez e demoramos dia e meio para chegar a Fátima.

4.Findo o almoço, por ali andamos à solta com rédea livre comó costume e, nem o frio impediu que o Martinho e o Miguel, tomassem de assalto o barco do lago, o “Inô”, com grandes histórias de navegação de outras ocasiões, sob o comando dos ddr, agora foi utilizado para o show  Os Piratas de Calvelas, protagonizado pelos dois irreverentes patifes Martinho e Miguel
Os artistas executaram vários números, desde luta livre, remar sem…remos, etc., mas o numero mais artistico, foi o fantástico mergulho do Martinho p`ra água turba do lago com os óculos de sol que, no frenesim da luta se esqueceu de os tirar e ainda bem, para gaudio da plateia que na margem assistia a todas as movimentações dos artistas. Os numeros que ainda faltavam executar foram cancelados e o resto do show foi passado com os artistas a rocegar o fundo do lago de rabo fora da água à procura dos óculos mas, em vão, os óculos continuam no fundo do lago agora a fazer de coral para os peixinhos.

5.Em terra, o Martinho continuava com a corda toda, com os seus celebérrimos ataques de riso sem fim, num desses intervalos do riso e antes do espetáculo terminar com o velho numero do enforcanço das burras zirinhas penduradas nas arvores, o chefe aproveitou para mostrar ao Martinho os moinhos de rodizio do ti Manel “Reco” e os burros da quinta.
Ao fim de três horas, alguém se lembrou que tínhamos de continuar o caminho de Fátima e ainda tinhamos de chegar à Figueira da Foz naquele dia.
Compreendem agora, ddr`s e quem nunca fez o caminho de Fátima quão dificil é o obstáculo de Mira?

A frase poética que o Jardel Agostinho disse, na ultima vez que nos acompanhou: “vivemos incansavelmente de forma “infantil” e conformamo-nos com a felicidade que vamos tendo”, continua a fazer sentido, para descrever a passagem por Mira.

2º dia

Domingo, 13 maio

6. A segunda etapa de 70km, da Figueira a Fátima, começou sem atrasos, com todos em forma, aparentemente ninguém parecia acusar os 195km do dia anterior, sem stress, despedimo-nos da Figueira da Foz e fizemo-nos à estrada em bom ritmo, até ao alto do barracão foi um tiro. Apesar de ser o dia 13 de maio, ponto alto das celebrações religiosas, de quando em quando ainda se viam alguns peregrinos na direção ao Santuário.
Estima-se que anualmente acorram a Fátima, mais de 5 milhões de visitantes, de Portugal e do resto do mundo e é considerado o segundo maior destino turístico religioso do mundo logo a seguir ao Vaticano.

7.Sem problemas mecânicos e fisicos às 11h30 estavamos em Fátima, onde decorriam as cerimónios religiosas do dia 13 maio a data religiosa mais importante do ano.
À nossa espera lá estava a Rosinha Cunha e quatro distintas senhoras que quiseram surpreender os maridos, o que é sempre bom para elevar a moral do grupo.
No Santuário, por lá nos demoramos mais tempo que o habitual, ficamos por ali a observar a imensidão de peregrinos que enchiam por completo o Santuário, com ou sem fé, cada um nós à sua maneira, viveu o espirito da cerimónia e, se uns ficaram a contemplar o cenário das movimentações dos peregrinos, outros arriscaram e em introspeção, meditativa embrenharam-se na multidão para sentir mais de perto a mística do ambiente, afinal também foi um dos motivos porque fomos a Fátima.

8.Resta-nos agradecer à Rosa Cunha mais uma vez pela disponibilidade em nos trazer de volta no autocarro e ao Carias que nos acompanhou durante os dois dias.

A próxima aventura será daqui a três semanas pelos Caminhos de Santiago, até lá cuidem-se

O grupo de 2018:

Filipe Torres; Francisco Ferreira; Manuel Torre; Celestino Palmeira; Paulo Santos; Filipe Correia; Narciso Ribeiro; António Maia; Tiago Costa; António Solinho; António Soares; Anthony Martinho; Eurico Cunha; Miguel Dias; Alberto Ribeiro e Campos
Na logística:
Zacarias Palmeira e Rosa Cunha

Algumas fotos dos dois dias:

Granfondices dos ddr pelo Douro Granfondo 2018

Sexta-feira, Maio 11, 2018

1.Amanhã dia 12, começa a tradicional incursão a Fátima em bicicleta pelos ddr, a 17ª, tem sido sempre assim por esta altura do ano. Esperamos que tudo corra pelo melhor e que o obstáculo de Mira seja ultrapassado sem incidentes de maior, depois falaremos como as coisas se processaram mas, agora vamos falar das granfondices dos 5 ddr que participaram no dia 6, no Douro Granfondo 2018

2.Já passaram quatro dias em que a Régua foi literalmente invadida por ciclistas, não só oriundos do país, mas também de outros países. Manhazinha cedo, de qualquer rua, beco, parque, saiam ciclistas com os seus equipamentos multicoloridos, aos magotes dirigiam-se para a concentração da partida, onde se iria realizar a aventura pelas estradas que serpenteiam os famosos vinhedos do Douro, património da humanidade, impressionante olhar para o pelotão a perder de vista com 3000 e tal ciclistas distendidos pela margem do rio Douro.

Na box da frente, a VIP, entre convidados, faziam parte os ilustres campeonissimo Alberto Contador e o ex campeão do mundo Rui Costa, Vitor Gamito e o eterno Venscelau Fernandes. Na box`s seguintes, lá estavam os fregueses do costume, os dois ddr, o Cesar em pulgas para o arranque e o Bruno descontraído como é seu timbre,  separados por trezentos metros de distãncia, mais três ddr, Tozé e Narciso, estes em duvidas qual percurso escolher quando chegasse a hora da separação, um pouco mais atrás, o Cunha, emprestado à equipa do Bruno Filipe, a Maulini Sa, vindos expressamente da Suiça, com a certeza de que desta vez não iria espremer o caparro, o bom senso aconselhava a pedalar em equipa e foi isso que fez.

Dada a partida, tivemos de esperar mais 8 minutos até chegar a nossa vez. O desafio tinha começado.

Com andamentos diferentes, cada um foi à sua vidinha. Ate ao Pinhão foi sempre a voar, depois apareceu a desconfortável tremideira do pavé, os bidons saltavam do suporte como rolhas de champanhe até voltar à normalidade do pixe. A primeira subida até ao alto de Sabrosa, foram 10kms sem dificuldades de maior. Ouvia-se falar castelhano por todos os lados, os tombos começaram a surgir, dois ciclistas hipnotizados pela paisagem pararam bruscamente para a admirar, esquecendo-se de quem vinha atrás, felizmente ninguém se magoou, já na descida para Cheires foi diferente, não obstante os avisos de perigo, aconteceram alguns acidentes com consequências físicas e mecânicos.

Ao km 42 no inicio da subida para Cheires, a bike do Tozé fez finca pé e… pum, foi uma vez uma roda que ficou em fanicos, deixando o Tozé apeado, inconsolável, ficou a aguardar que o apoio mecânico lhe emprestasse uma roda para completar a odisseia duriense, a espera demorou no dizer dele, uma hora até reiniciarem – Tozé e Bruno -, a subida até ao alto de Cheires a 3 kms de Favaios. E tudo voltou à normalidade.

3. Os 15km a descer desde Favaios, com o vale Mendiz à direita foi simplesmente espetacular, proporcionou uma diversão do caraças, quer pela beleza do vale, quer pela estrada larga sem curvas traiçoeiras, deu para o gajo que escreveu estes rabiscos assapar na burra até mais não, vingando-se dos gajos que o ultrapassaram nas subidas. Estava tudo a correr bem e nem a passagem de novo pelo km por paralelo do Pinhão depois da vertiginosa descida, esmoreceu os ânimos para o que daí a pouco adviria, no entanto enquanto pedalávamos pela 222, persistia o formigueiro com a estuporada subida ao alto de Vacalar que ainda faltava, para mais ouvindo um pequeno grupo da frente a jurar que não queriam saber de mais subidas e iriam direitinhos à Régua, foi o suficiente para despertar os diabinhos que começaram logo sussurrar aos ouvidos para que seguisse o grupo de cobardes, felizmente os diabinhos não levaram a melhor e foi à duro de roer que trepamos os 9 kms, o pior obstáculo de todo o percurso até Armamar mas, o facto é que não foi assim tão duro, afinal ainda deu para o Tozé fazer o cavalinho para a fotografia e o Cunha rebocar/empurrar um Maulini Sa, com algumas dificuldades físicas.

Os derradeiros 25 km, em plano e a descer, foram bem divertidos, agora a três, foram feitos num ápice sempre a rasgar pano até à meta, onde o César há muito tinha chegado, fazendo jus dos pergaminhos de campeão com o notável tempo de pouco mais de 3,5 horas, sendo o 23º da classe. Parabens campeão. Estava assim concluído o 4º Douro Granfondo para os ddr.

4.Em suma, foi um dia divertidíssimo, foi uma festa até à hora da partida, uma festa durante a pedalação pelas estradas sinuosas com troços traiçoeiros, com paisagens fantásticas e uma festa depois com toda gente feliz por ter terminado sem percalços de maior, a contar as incidências da aventura todas positivas, só foi pena a estupor da roda da burra do Tozé não ter colaborado.

Nos anais dos ddr, o dia 6 de maio de 2018, ficará registado como um dia top de festa do ciclismo de estrada que o Douro Granfondo nos proporcionou, considerada já a maior prova de ciclismo do país – 3100 participantes inscritos segundo a organização -, só possível com uma organização de qualidade, a que a Bikeservice nos habituou. Parabens Bikeservice e parabéns a todos os ddr e aos familiares acompanhantes.

Algumas fotos dos ddr e outras curiosas